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14 de outubro de 2010
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Saneamento

Transposição do Rio São Francisco, um caminho sem volta

O governo pretende criar uma estatal para operar a transposição do Rio São Francisco e executar a manutenção dos quase 800 km de canais de concreto que compõem a obra, cortando os estados de Pernambuco, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte. Iniciado em agosto de 2007, o último balanço governamental aponta para o avanço das obras do Eixo Leste em 61 % e no Eixo Norte em 42 %.

No total, a obra deverá consumir R$ 4,9 bilhões somente na parte física, fora as outras ações como as de revitalização do rio São Francisco e os programas ambientais que estão sendo implantados na medida em que o projeto evolui. A expectativa é de que o projeto supra o atendimento de 12 milhões de pessoas, além de gerar 350 mil empregos diretos e indiretos, especialmente na zona rural.

Deverá viabilizar ainda assentamentos fundiários a serem implantados em áreas férteis, e a melhoria das condições de saneamento básico. Apenas o primeiro dos dois eixos estará pronto em junho de 2011 e sua conclusão deve ocorrer apenas no fim de 2012. O governo ainda irá definir o valor da água. Estimado em R$ 0,13 por 1.000 litros de água por seus defensores, o custo pode chegar a quatro ou cinco vezes esse valor - ainda inferior ao custo da água fornecida por carros-pipa.

Pensada pela primeira vez na época do Brasil Império, a transposição do Rio São Francisco só começou a sair do papel há pouco mais de dois anos, com obras lideradas pelo Exército, que enfrentaram ainda a greve de fome do bispo de Barra (BA), dom Luiz Flávio Cappio, e paralisações determinadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

O Projeto São Francisco abrange a construção de dois canais: o Eixo Leste, com 220 quilômetros, que levará água para os Estados de Pernambuco e Paraíba; e o Eixo Norte, com 402 quilômetros, que atinge Pernambuco, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte. O Eixo Norte terá extensão muito maior que os 63 km do lotes 1 e 2, atingindo 400 km de comprimento até o interior dos estados do Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte. O projeto contempla a construção de outro canal principal de 220 km (Eixo Leste), que  avançará em direção à Paraíba, a partir da barragem de Itaparica, no município de Floresta (PE). O projeto está a cargo do Ministério da Integração Nacional e consiste na construção de dois canais principais – os eixos Norte e Leste – que se ligarão a uma série de canais secundários, adutoras e reservatório


O governo pretende criar uma estatal para operar a transposição do Rio São Francisco e executar a manutenção dos quase 800 km de canais de concreto que compõem a obra, cortando os estados de Pernambuco, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte. Iniciado em agosto de 2007, o último balanço governamental aponta para o avanço das obras do Eixo Leste em 61 % e no Eixo Norte em 42 %.

No total, a obra deverá consumir R$ 4,9 bilhões somente na parte física, fora as outras ações como as de revitalização do rio São Francisco e os programas ambientais que estão sendo implantados na medida em que o projeto evolui. A expectativa é de que o projeto supra o atendimento de 12 milhões de pessoas, além de gerar 350 mil empregos diretos e indiretos, especialmente na zona rural.

Deverá viabilizar ainda assentamentos fundiários a serem implantados em áreas férteis, e a melhoria das condições de saneamento básico. Apenas o primeiro dos dois eixos estará pronto em junho de 2011 e sua conclusão deve ocorrer apenas no fim de 2012. O governo ainda irá definir o valor da água. Estimado em R$ 0,13 por 1.000 litros de água por seus defensores, o custo pode chegar a quatro ou cinco vezes esse valor - ainda inferior ao custo da água fornecida por carros-pipa.

Pensada pela primeira vez na época do Brasil Império, a transposição do Rio São Francisco só começou a sair do papel há pouco mais de dois anos, com obras lideradas pelo Exército, que enfrentaram ainda a greve de fome do bispo de Barra (BA), dom Luiz Flávio Cappio, e paralisações determinadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

O Projeto São Francisco abrange a construção de dois canais: o Eixo Leste, com 220 quilômetros, que levará água para os Estados de Pernambuco e Paraíba; e o Eixo Norte, com 402 quilômetros, que atinge Pernambuco, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte. O Eixo Norte terá extensão muito maior que os 63 km do lotes 1 e 2, atingindo 400 km de comprimento até o interior dos estados do Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte. O projeto contempla a construção de outro canal principal de 220 km (Eixo Leste), que  avançará em direção à Paraíba, a partir da barragem de Itaparica, no município de Floresta (PE). O projeto está a cargo do Ministério da Integração Nacional e consiste na construção de dois canais principais – os eixos Norte e Leste – que se ligarão a uma série de canais secundários, adutoras e reservatórios, interligando o São Francisco a outras bacias do Nordeste setentrional.

O empreendimento contempla a construção de nove estações de bombeamento ainda não licitadas. As travessias de rios, estrada e ferrovias serão realizadas por meio de aquedutos, além de alguns túneis previstos em projeto. Ao longo dos dois eixos principais e de seus ramais, serão construídas 30 barragens para a formação de reservatórios, de forma a permitir o fluxo de água nos períodos em que algumas estações de bombeamento estiverem fora de operação. O projeto contempla que elas fiquem desligadas durante um período do dia, para reduzir custos de energia. A primeira etapa das obras foi comandada pelo Exército Brasileiro.

Av. Francisco Matarazzo, 404 Cj. 701/703 Água Branca - CEP 05001-000 São Paulo/SP

Telefone (11) 3662-4159

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