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União pode retomar trechos pedagiados

Para compensar medida, tarifa deve ser reduzida em outras vias do polo

Zero Hora - RS

18/11/2010 14h40 | Atualizada em 18/11/2010 17h16


 

Repousa sobre a mesa do ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, um rol de sugestões para remodelar o contrato de concessão de estradas federais gaúchas à Ecosul. O estudo, elaborado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), prevê a retomada dos trechos entre Pelotas e Jaguarão (BR-116) e entre Pelotas e Bagé (BR-293) em troca de melhorias nos serviços e de redução nas tarifas de pedágio de outros trechos do polo.

O Planalto deve optar, ainda em novembro, por um dos cenários apresentados pela agência, para que as revisões possam ser implementadas já em 1º de janeiro do próximo ano.

– A tendência é de que melhore a qualidade do corredor que permaneceria pedagiado – promete o superintendente de

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Repousa sobre a mesa do ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, um rol de sugestões para remodelar o contrato de concessão de estradas federais gaúchas à Ecosul. O estudo, elaborado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), prevê a retomada dos trechos entre Pelotas e Jaguarão (BR-116) e entre Pelotas e Bagé (BR-293) em troca de melhorias nos serviços e de redução nas tarifas de pedágio de outros trechos do polo.

O Planalto deve optar, ainda em novembro, por um dos cenários apresentados pela agência, para que as revisões possam ser implementadas já em 1º de janeiro do próximo ano.

– A tendência é de que melhore a qualidade do corredor que permaneceria pedagiado – promete o superintendente de Infraestrutura Rodoviária da ANTT, Mario Mandolfo.

A concessionária propôs a revisão por considerar baixo o retorno financeiro da praça de Jaguarão. No trecho para Bagé não há cobrança de pedágio.

No modelo de pedágio gaúcho, estradas com movimento mais intenso subsidiam a manutenção de rodovias com menor tráfego.

Concessionária seria obrigada a aumentar investimentos
Para compensar a devolução das duas rodovias à União, a concessionária se comprometeria em diminuir os pedágios cobrados nos trechos Pelotas-Camaquã, Pelotas-Rio Grande e Pelotas-Santana da Boa Vista. A ANTT não revela qual seria o tamanho da economia para os usuários com a revisão contratual.

A agência, contudo, assegura que a empresa também ficaria obrigada a aumentar os investimentos na manutenção dos pavimentos. Outra contrapartida seria a modernização da prestação de serviços aos usuários, como socorro médico e mecânico.

A ANTT cogita, inclusive, exigir que a empresa disponibilize um carro-pipa para atuar no combate a incêndios.

Com a devolução dos dois trechos, a concessionária ficaria responsável pela administração de 323 quilômetros de estradas no polo de Pelotas. Na avaliação da ANTT, a renegociação seria “salutar para a sociedade”.

 

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