Infraestrutura
Exame.com
21/09/2011 15h29 | Atualizada em 21/09/2011 19h45
Nem mesmo a crise internacional e a desaceleração da economia doméstica conseguem travar o setor de transporte aéreo no Brasil, que continua avançando num ritmo chinês. O efeito lógico – e que pode ser constatado na prática – é a falta de infraestrutura nos aeroportos, já que os investimentos não acompanham a evolução desse mercado.
Um balanço da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) divulgado nesta terça-feira mostra que a demanda de passageiros nas rotas domésticas cresceu 13,45% em agosto, na comparação com o mesmo período do ano passado.
Em relação à oferta de assentos, o aumento foi de 14,31%. Como a oferta cresceu mais que a demanda, a taxa de ocupação
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Nem mesmo a crise internacional e a desaceleração da economia doméstica conseguem travar o setor de transporte aéreo no Brasil, que continua avançando num ritmo chinês. O efeito lógico – e que pode ser constatado na prática – é a falta de infraestrutura nos aeroportos, já que os investimentos não acompanham a evolução desse mercado.
Um balanço da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) divulgado nesta terça-feira mostra que a demanda de passageiros nas rotas domésticas cresceu 13,45% em agosto, na comparação com o mesmo período do ano passado.
Em relação à oferta de assentos, o aumento foi de 14,31%. Como a oferta cresceu mais que a demanda, a taxa de ocupação caiu de 69,22% para 68,70%.
No acumulado do ano, as companhias aéreas brasileiras registram crescimento de 20,14% na procura por voos no mercado nacional em relação ao mesmo período do ano anterior. A oferta de assentos foi 14,39% maior e, portanto, a taxa de ocupação saltou de 67,91% para 71,32% já que o crescimento da demanda superou o da oferta.
Nas rotas internacionais realizadas pelas empresas brasileiras, a expansão da demanda em agosto foi de 5,91% em relação ao mesmo mês do ano anterior. No mesmo período, a oferta de assentos aumentou 6% e, portanto, a taxa de ocupação caiu de 78,32% para 78,26% já queo crescimento da oferta foi maior que o da demanda.
No acumulado do ano, o crescimento da procura por voos foi de 15,83% na comparação com 2010, enquanto a oferta teve expansão de 10,53%. Como o crescimento da demanda superou o da oferta, a taxa de ocupação subiu de 75,41% para 79,02%.
A ANAC esclarece que "a oferta é representada pelo assento-quilômetro oferecido, o qual representa a quantidade de quilômetros percorridos por cada assento oferecido. Já a demanda é representada pelo passageiro-quilômetro transportado, o qual representa a quantidade de quilômetros voados por cada passageiro".
2010 foi excepcional
O crescimento registrado neste ano é expressivo, pois ocorre em cima de uma base elevada. Em 2010, a demanda nas rotas domésticas teve expansão de 23,47%, enquanto nos destinos internacionais, a alta foi de 20,38%.
Do lado da oferta de assentos, houve avanço de 17,99% nas rotas domésticas e de 9% nas internacionais.
O índice de assentos ocupados das companhias aéreas brasileiras nos voos domésticos chegou a 68,81%, índice superior ao registrado em 2009 (65,76%).
Já no segmento internacional, a ocupação atingiu 76,38% no ano passado, um avanço expressivo em relação a 2009, que foi de 69,16%.
Veja a evolução do setor aéreo em agosto de 2011 e no acumulado do ano:
Fonte: ANAC
Transporte Aéreo Agosto 2011 x 2010 Jan a Ago 2011 x 2010
Alta da demanda na rota doméstica 13,45% 20,14%
Alta da demanda na rota internacional 5,91% 15,83%
Alta na oferta na rota doméstica 14,31% 14,39%
Alta na oferta na rota internacional 6,00% 10,53%
Taxa de Ocupação na rota doméstica 68,70% 71,32%
Taxa de Ocupação na rota internacional 78,26% 79,02%
http://www.exame.abril.com.br/economia/brasil/noticias/transporte-aereo-brasileiro-continua-crescendo-num-ritmo-chines?page=2&slug_name=transporte-aereo-brasileiro-continua-crescendo-num-ritmo-chines
16 de abril 2020
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