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Sinaenco lança "carta verde para Copa 2014"

Portal 2014

14/07/2010 14h13 | Atualizada em 14/07/2010 17h50


O Sindicato da Arquitetura e da Engenharia (Sinaenco) lançou o manifesto pela Copa Verde no Brasil, que será encaminhada ao presidente Lula, ministros do Meio Ambiente, Esportes, Cidades, Planejamento, Turismo, governadores e prefeitos das 12 cidade-sede, além de secretários estaduais e municipais das pastas pertinentes.

Batizado de "Carta Verde para a Copa 2014", o manifesto defende, por exemplo, que os investimentos nas arenas esportivas sejam pautados pelos princípios e normas da construção sustentável (ecoeficiência, redução da poluição, reciclagem etc.). Segundo a Carta, a realização da Copa 2014 é o melhor momento para a implementação de ações ambientalmente corretas, como a despoluição de ícones turísticos – baías, lagos e

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O Sindicato da Arquitetura e da Engenharia (Sinaenco) lançou o manifesto pela Copa Verde no Brasil, que será encaminhada ao presidente Lula, ministros do Meio Ambiente, Esportes, Cidades, Planejamento, Turismo, governadores e prefeitos das 12 cidade-sede, além de secretários estaduais e municipais das pastas pertinentes.

Batizado de "Carta Verde para a Copa 2014", o manifesto defende, por exemplo, que os investimentos nas arenas esportivas sejam pautados pelos princípios e normas da construção sustentável (ecoeficiência, redução da poluição, reciclagem etc.). Segundo a Carta, a realização da Copa 2014 é o melhor momento para a implementação de ações ambientalmente corretas, como a despoluição de ícones turísticos – baías, lagos e rios, entre outros, além da promoção da universalização do saneamento básico no país.

“A sustentabilidade deve nortear todos os projetos para a infraestrutura brasileira para a Copa 2014, incluindo estádios e demais áreas, com destaque para o saneamento, uma das principais lacunas do país nessa questão”, disse João Alberto Viol, presidente do Sinaenco.

Conheça os doze tópicos da Carta:
1-Pautar pela sustentabilidade os investimentos em arenas, infraestrutura e outros empreendimentos voltados para a Copa, a partir das concepções dos projetos, abrangendo as diversas dimensões da intervenção sobre o meio ambiente.

2-Orientar os empreendimentos pelos princípios e normas da construção sustentável e, principalmente, aproveitar as águas das chuvas, assim como o reuso da água tratada, minimizar o consumo de energia elétrica, utilizar fontes renováveis e materiais recicláveis, inclusive o material de demolição dos estádios, e reduzir a emissão de gases geradores do efeito estufa.

3-Priorizar, nos projetos de mobilidade, as modalidades de uso coletivo e movidos por biocombustíveis ou eletricidade, com redução do uso de combustíveis não renováveis.

4-Utilizar o projeto de arquitetura e engenharia como a ferramenta capaz de melhor compatibilizar, num empreendimento, a intervenção física e a dimensão  ambiental, trabalhando para a redução e mitigação de impactos.

5-Inserir mecanismos na Lei de Licitações que incentivem as compras sustentáveis. Instituir incentivos fiscais e financiamentos especiais para empreendimentos sustentáveis.

6-Priorizar a construção de estruturas permanentes, e não provisórias, quando, analisadas as reais demandas, são necessários investimentos na ampliação da infraestrutura, no intuito de oferecer um verdadeiro legado para a população.

7-Ampliar a capacidade hoteleira de maneira sustentada, de forma que instalações não fiquem ociosas no pós-Copa.

8-Aproveitar o momento oportuno de coesão nacional para o desenvolvimento de amplas campanhas educativas, com foco em reciclagem e economia de recursos renováveis e não-renováveis.

9-Priorizar mão de obra local, quando for suficiente para atender as demandas, minimizando a imigração para as áreas das obras para as quais não haja sustentabilidade de empregos .

10-Valer-se do momento oportuno para despoluir os ícones turísticos – baías, lagos, rios - de cada cidade-sede e desencadear o processo de despoluição do litoral brasileiro.

11-Promover a universalização do saneamento básico no país, fundamentalmente nas 12 cidades-sede e suas regiões metropolitanas.

12-Aprimorar a limpeza urbana, com inserção de pontos de reciclagem nas cidades-sede.

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