Infraestrutura
Correio do Povo - RS
22/02/2011 09h58 | Atualizada em 22/02/2011 13h25
O ex-jogador de futebol Edson Arantes do Nascimento, eternizado como Rei Pelé, deu uma declaração na sexta-feira demonstrando sua inquietação com o andamento das obras necessárias para a realização da Copa do Mundo de 2014.
Ele externou sua preocupação, principalmente, acerca das condições dos aeroportos nacionais e acenou para o fato de que o país poderá passar vergonha diante das demais nações se não organizar o torneio de maneira adequada.
Tão logo sua posição se tornou pública, o comitê organizador do evento publicou nota na qual se mostrou igualmente apreensivo com o andamento do cronograma para a edificação da infraestrutura necessária.
Pelé deixou clara sua decepção com os responsáveis no país pela realizaç
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O ex-jogador de futebol Edson Arantes do Nascimento, eternizado como Rei Pelé, deu uma declaração na sexta-feira demonstrando sua inquietação com o andamento das obras necessárias para a realização da Copa do Mundo de 2014.
Ele externou sua preocupação, principalmente, acerca das condições dos aeroportos nacionais e acenou para o fato de que o país poderá passar vergonha diante das demais nações se não organizar o torneio de maneira adequada.
Tão logo sua posição se tornou pública, o comitê organizador do evento publicou nota na qual se mostrou igualmente apreensivo com o andamento do cronograma para a edificação da infraestrutura necessária.
Pelé deixou clara sua decepção com os responsáveis no país pela realização de tudo o que foi acordado para servir de suporte para os jogos e para as atividades a eles relacionadas.
A Copa do Mundo é um acontecimento turístico de envergadura e é preciso melhorar a logística e os serviços para atender os turistas que deverão vir, em grande número, ao país antes e durante o campeonato futebolístico.
Ainda há tempo para virar esse jogo e demonstrar que a preocupação de Pelé, se não infundada, não corresponde a uma incapacidade do país para realizar o campeonato nos moldes em que foi programado.
Mas seu alerta não deve ser ignorado, principalmente porque se sabe que o governo federal tem tocado com atraso substancial as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), seu principal programa.
Para conseguir o direito de organizar a Copa do Mundo e as Olimpíadas de 2016, o Brasil teve de enfrentar concorrentes poderosos. Ganhou porque se comprometeu a envidar todos os esforços para que essas atividades saiam a contento.
Agora, é o momento de tranquilizar os organizadores e zelar pela imagem do país no exterior.
16 de abril 2020
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