Infraestrutura
DCI
30/08/2011 13h40 | Atualizada em 30/08/2011 18h09
A ampliação dos terminais de passageiros de cinco dos treze aeroportos das cidades brasileiras que sediarão a Copa do Mundo de 2014 ainda está parada na fase de licitação.
O principal problema tem sido o ritmo lento dos investimentos por parte da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), que nos últimos oito anos conseguiu realizar apenas 44% dos aportes previstos nestes equipamentos. A conclusão é de um levantamento feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Os aeroportos de Manaus (Amazonas) e Confins (Minas Gerais) estão em fase de licitação para a contratação das obras, e os de Campinas (São Paulo), Porto Alegre (Rio Grande do Sul) e Curitiba (Paraná) se encontram ainda mais atrasados - e
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A ampliação dos terminais de passageiros de cinco dos treze aeroportos das cidades brasileiras que sediarão a Copa do Mundo de 2014 ainda está parada na fase de licitação.
O principal problema tem sido o ritmo lento dos investimentos por parte da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), que nos últimos oito anos conseguiu realizar apenas 44% dos aportes previstos nestes equipamentos. A conclusão é de um levantamento feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Os aeroportos de Manaus (Amazonas) e Confins (Minas Gerais) estão em fase de licitação para a contratação das obras, e os de Campinas (São Paulo), Porto Alegre (Rio Grande do Sul) e Curitiba (Paraná) se encontram ainda mais atrasados - estão em fase de licitação dos projetos das obras.
Se a Infraero continuar investindo no ritmo atual, até a Copa de 2014 terá sido feita menos da metade dos aportes previstos, avalia o coordenador do Ipea, Carlos da Silva Campos Neto. "Neste ritmo, entre 2011 e 2014 a Infraero terá investido apenas R$ 2,3 bilhões dos R$ 5,2 bilhões previstos para estes complexos", disse ele.
Segundo o coordenador do Ipea, de acordo com dados divulgados em agosto pela Infraero houve um aumento na capacidade de alguns terminais, como, por exemplo, Confins, onde esta teria sido ampliada em 104% desde fevereiro. "Há outros aeroportos onde, segundo a Infraero, houve aumento de capacidade de mais de 150%. Mas não entendemos como isso aconteceu. Estamos tentando uma reunião com a empresa para entender isso." Campos Neto disse que mesmo considerando os dados atuais da Infraero e que todos os investimentos previstos sejam realizados até 2014, três aeroportos continuariam enfrentando problemas de capacidade durante a Copa: Fortaleza, Natal e Recife, devido ao aumento da demanda até lá. "Se considerarmos os dados de fevereiro da Anac, dez dos treze aeroportos da Copa continuariam com problemas em 2014", frisou.
Viracopos
E ontem, durante um evento do setor de aviação em São Paulo, o Aeroinvest, Walter Américo, superintendente de Planejamento Aeroportuário e de Operações da Infraero, disse que o aeroporto de Viracopos, em Campinas, tem potencial para se tornar o maior da América Latina. "Campinas tem capacidade para vir a ter até três pistas", afirmou ele.
Américo também defendeu em sua palestra a implantação de terminais provisórios nos aeroportos brasileiros, também chamados de módulos operacionais (MOPs). "Vamos ver cada vez mais no mundo e no Brasil a implantação destes módulos operacionais", afirmou.
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