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Obras do Maracanã seguem para nova etapa

Reforma do estádio segue cronograma apesar de entraves fora do canteiro de obras

Portal 2014

18/02/2011 10h01 | Atualizada em 18/02/2011 12h58


Cercada de polêmicas e desacertos, a reforma do Maracanã para a Copa do Mundo de 2014 segue para nova fase. Mas não sem escapar de problemas com prazos, licitação e projetos insuficientes.

Em janeiro, estudo recebido pelo Comitê Organizador Local (COL) da Copa constatou que a cobertura do Maracanã estava tecnicamente comprometida e que deveria ser refeita. Caso isso ocorra, será necessário um investimento adicional de R$ 200 milhões do governo do estado, num orçamento que já passou de R$ 600 milhões para R$ 705 milhões, devido a alterações realizadas no projeto inicial para atender exigências da Fifa.

De acordo com a Empresa de Obras Públic

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Cercada de polêmicas e desacertos, a reforma do Maracanã para a Copa do Mundo de 2014 segue para nova fase. Mas não sem escapar de problemas com prazos, licitação e projetos insuficientes.

Em janeiro, estudo recebido pelo Comitê Organizador Local (COL) da Copa constatou que a cobertura do Maracanã estava tecnicamente comprometida e que deveria ser refeita. Caso isso ocorra, será necessário um investimento adicional de R$ 200 milhões do governo do estado, num orçamento que já passou de R$ 600 milhões para R$ 705 milhões, devido a alterações realizadas no projeto inicial para atender exigências da Fifa.

De acordo com a Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio (Emop), não há comprovação de que a cobertura do estádio esteja comprometida. Segundo o órgão, “o que há é a constatação de que houve deterioração de partes dos materiais de estrutura”.

O subsecretário estadual de Obras, Hudson Braga, afirma que a Secretaria contratou um estudo especializado que garantirá com rigor científico se existe ou não o comprometimento da estrutura. O estudo, afirma Braga, chegaria às mãos da Seobras nesta semana, para, a partir dele, a secretaria falar em soluções e custos.

O consórcio que toca as obras do estádio é formado pelas construtoras Andrade Gutierrez, Delta e Odebrecht. Na última semana, porém, denúncias feitas pelo Tribunal de Contas da União (TCU), apontavam graves irregularidades no edital de licitação do estádio, acusando a planilha orçamentária de “peça de ficção”.

Segundo o tribunal, o projeto básico do Maracanã era composto por 37 plantas, enquanto o do Mineirão, por exemplo, possuía 1.309.

As constatações levaram o TCU a solicitar ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) que só liberasse 20% dos R$ 400 milhões do financiamento aprovado para a obra. Segundo Braga, no entanto, a liberação desta porcentagem já estava prevista no contrato original.

Ele reiterou que, através do projeto executivo, que de estar pronto em 15 de abril, é que se poderá fazer uma análise detalhada da obra e esclarecer as acusações do TCU. Enquanto isso, a Emop garante que as obras seguem o cronograma e que o estádio será entregue em dezembro de 2012, a tempo da Copa das Confederações.

Segundo a empresa, a demolição da arquibancada superior está em fase final e a retirada dos entulhos já começou. A Emop espera concluir a limpeza até o final de março quando começará a construir as novas arquibancadas. Vestiários, camarotes, banheiros e bares também estão sendo demolidos.

Nesta semana, a visitação ao estádio foi temporariamente interrompida e voltará a funcionar após o carnaval.

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