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22/10/2010 13h05 | Atualizada em 22/10/2010 15h06
Croqui: película fotovoltáica sobre cobertura de concreto no Mineirão (crédito: Gustavo Penna Arquitetos)
Ensolarado o ano todo, o Brasil ainda não utiliza bem o que poderia uma fonte de energia limpa e renovável como a produzida a partir de painéis fotovoltaicos. Agora, dois estádios da Copa de 2014, o Mineirão (Belo Horizonte) e o Verdão (Cuiabá), estão prestes a instalar em suas estruturas sistemas para aproveitamento da energia solar. A proposta é que as concessionárias de energia locais possam armazenar e comercializar esta energia, atendendo a clientes particulares da área empresarial.
Mineirão
Em Belo Horizonte, os estudos para uso da energia fotovoltaica já vinham sendo desenvolvido


Croqui: película fotovoltáica sobre cobertura de concreto no Mineirão (crédito: Gustavo Penna Arquitetos)
Ensolarado o ano todo, o Brasil ainda não utiliza bem o que poderia uma fonte de energia limpa e renovável como a produzida a partir de painéis fotovoltaicos. Agora, dois estádios da Copa de 2014, o Mineirão (Belo Horizonte) e o Verdão (Cuiabá), estão prestes a instalar em suas estruturas sistemas para aproveitamento da energia solar. A proposta é que as concessionárias de energia locais possam armazenar e comercializar esta energia, atendendo a clientes particulares da área empresarial.
Mineirão
Em Belo Horizonte, os estudos para uso da energia fotovoltaica já vinham sendo desenvolvidos pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) antes mesmo que o Mineirão tivesse sido escolhido para sediar os jogos da Copa, conta o engenheiro Alexandre Heringer Lisboa, gestor de projetos de energia renovável da concessionária.
O exemplo veio da Alemanha e Suíça, lembra Lisboa, países que em 1998, durante a Eurocopa, souberam inovar ao construirem painéis de energia solar nos estádios onde seriam realizados os jogos do campeonato. Este fato estimulou o técnico a levar a proposta para a sua equipe na Cemig. "Coloquei a seguinte questão: se a Alemanha, onde o sol na maior parte do ano é 40% mais fraco do que nos dias menos ensolarados no Brasil, consegue rentabilidade com esse sistema, então, por que nós, que dispomos de tanta luz, não deveríamos tentar também?".
A ideia foi abraçada pela Companhia. Agora, os estudos estão quase finalizados, avisa Lisboa. "Falta apenas terminar o layout do projeto, com definições do tipo: qual o potencial a ser gerado pelo sistema, qual o melhor material para a fixação dos paineis, quantos paineis serão instalados?". O layout deve ser concluído até o final do mês, diz ele, explicando que resta concluir o projeto básico e lançar o edital de licitação da obra, provavelmente até março do ano que vem. Em dois ou três meses é possível fazer a montagem dos painéis, explica. Se for assim, a previsão é que o sistema passaria a funcionar em dezembro de 2012.
O projeto mineiro tem suporte tecnológico da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e financiamento - de 10 mil Euros - do Banco de Fomento do Governo Alemão (KfW). Outros parceiros são os escritórios Gustavo Penna Arquitetos Associados e a GMP, autores da nova arquitetura do estádio, que também coordenam a implantação da tecnologia, e a Agência de Cooperação Técnica Alemã (GTZ). O arquiteto Ricardo Gomes Lopes, do escritório Gustavo Penna, explica que, "se o sistema fotovoltaico for realmente aprovado e implantado, o projeto do Mineirão receberá uns trinta pontos na certificação Leed (Leadership in Energy and Environmental Design), passando à categoria Gold", já comemora.
16 de abril 2020
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