Infraestrutura
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20/04/2011 14h14 | Atualizada em 20/04/2011 17h38
Investidores interessados no projeto do TAV (Trem de Alta Velocidade) foram convocados pela Fiesp (Federação de Indústrias do Estado de São Paulo) para uma reunião. A intenção da entidade é articular formas para viabilizar mais rapidamente a criação do sistema que ligará São Paulo a Campinas e ao Rio de Janeiro.
“Interessados há com certeza, o Brasil hoje é muito bem visto no mundo por investidores. Já fomos procurados por franceses, coreanos, espanhóis, enfim, o que precisa agora é que nos digam com clareza o que está faltando para aparar eventuais arestas. É nisso que vamos trabalhar”, comentou Paulo Skaf, presidente da Fiesp.
Conforme o modelo de concessão d
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Investidores interessados no projeto do TAV (Trem de Alta Velocidade) foram convocados pela Fiesp (Federação de Indústrias do Estado de São Paulo) para uma reunião. A intenção da entidade é articular formas para viabilizar mais rapidamente a criação do sistema que ligará São Paulo a Campinas e ao Rio de Janeiro.
“Interessados há com certeza, o Brasil hoje é muito bem visto no mundo por investidores. Já fomos procurados por franceses, coreanos, espanhóis, enfim, o que precisa agora é que nos digam com clareza o que está faltando para aparar eventuais arestas. É nisso que vamos trabalhar”, comentou Paulo Skaf, presidente da Fiesp.
Conforme o modelo de concessão definido para o leilão, o Governo aplicará R$ 3,4 bilhões como sócio investidor – com a criação da Etav (Empresa de Transporte Ferroviário de Alta Velocidade). E financiará mais R$ 20 bilhões ao consórcio vencedor.
Na opinião de Bernardo Figueiredo, diretor-geral da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), “a operação é altamente viável. O projeto começa gerando caixa de R$ 2 bilhões por ano, porque o custo operacional e de manutenção é muito baixo. O que é caro é o capital, por isso estamos criando condições de financiar o investimento para a construção da infraestrutura”, relatou .
O projeto que tem custo total de R$ 33 bilhões terá prazo de concessão estipulado em 40 anos. Figueiredo também afirmou que a tarifa-teto de R$ 200 não será alterada. No entanto, disse que “o resto é passível de ajuste, mas nada que justifique um novo adiamento” e que o governo está aberto para conversas até a data do leilão, acertada para julho.
Carlos Cavalcanti, diretor-titular do Deinfra (Departamento de Infraestrutura) da Fiesp, aprova o modelo de concessão. Segundo ele, a proposta apresenta uma oportunidade ao País de padronizar todos os projetos de infraestrutura com a participação do setor privado.
“O setor público não vai dar conta da revolução que temos de fazer para recuperar o atraso na rede. Há 60 anos não investimos em trem no Brasil”, comentou. “E esse modelo, já vitorioso no setor elétrico desde 2004, garantiu que o Brasil tivesse um regime de planejamento e de plena oferta de energia hoje, acima da média mundial e à frente dos Brics”, observou o diretor.
De acordo com a ANTT, as obras do TAV devem ter início no segundo semestre de 2012. Embora o prazo previsto no Edital seja de seis anos, a agência espera finalizar a ligação SP-RJ até as Olimpíadas de 2016.
16 de abril 2020
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