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24/06/2010 16h39 | Atualizada em 24/06/2010 21h04
Enquanto o Brasil inteiro só pensa na Copa da África, um grupo de brasileiros já está com os olhos voltados para a Copa de 2014 no Brasil. O operário baiano Gilson Borba é um deles. Na manhã de ontem (21), ele acordou cedo, trocou a camisa da seleção canarinho por um uniforme azul e entrou em campo, com um time de trabalhadores responsáveis para iniciar a demolição do Estádio Octávio Mangabeira, no centro de Salvador.
Conhecido como Fonte Nova, o estádio é um dos primeiros a iniciar as obras fundamentais rumo à Copa de 2014. O processo completo de demolição e liberação da área para reconstrução vai durar aproximadamente quatro meses e foi d
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Enquanto o Brasil inteiro só pensa na Copa da África, um grupo de brasileiros já está com os olhos voltados para a Copa de 2014 no Brasil. O operário baiano Gilson Borba é um deles. Na manhã de ontem (21), ele acordou cedo, trocou a camisa da seleção canarinho por um uniforme azul e entrou em campo, com um time de trabalhadores responsáveis para iniciar a demolição do Estádio Octávio Mangabeira, no centro de Salvador.
Conhecido como Fonte Nova, o estádio é um dos primeiros a iniciar as obras fundamentais rumo à Copa de 2014. O processo completo de demolição e liberação da área para reconstrução vai durar aproximadamente quatro meses e foi dividido em três etapas: a preparação do canteiro de obras, a demolição mecânica e a implosão.
O trabalho de Gilson começou pelo Ginásio Antônio Balbino –o Balbininho, que em menos de três horas já estava completamente destruído. Duas empresas foram contratadas pelo Consórcio Fonte Nova Negócios e Participações para a operação: a Arcoenge e a Controlled Demolition Inc, ambas especializadas neste tipo de intervenção.
Com o auxílio de máquinas especializadas, equipadas com rompedores hidráulicos (responsáveis por quebrar estruturas de concreto armado), tesouras hidráulicas (que fragmentam este material) e conchas (que carregam o entulho), os trabalhos foram iniciados pelo Balbininho e piscinas. Simultaneamente pelos vestiários e anel inferior. O processo de demolição mecanizada vai durar, aproximadamente dois meses.
A etapa seguinte é a implosão. “Nesta etapa serão utilizados detonadores de alta potência”, explica Marcos Lessa, porta-voz do Consórcio. “As colunas e os pilares serão todos revertidos com uma tela de aço, além disso, cobriremos as laterais do estádio com uma tela que suporta este tipo de pressão, para evitar que os detritos sejam arremessados para fora”, acentuou. Esta etapa exige a liberação de licenças e alvarás específicos emitidos pela Secretaria de Meio Ambiente, Exército, Iphan e pela Sucom.
Segundo Nilton Vasconcelos, secretário de Trabalho e Esporte do governo da Bahia, apesar de ter saído na frente, o trabalho de reconstrução da Fonte Nova deve seguir acelerado, tendo em vista a Copa das Confederações, em 2013. “Nosso cronograma está respeitando todos os prazos que foram exigidos pela Fifa. Temos a certeza que ao final de 2013 entregaremos aos baianos um estádio moderno e bonito para os espetáculos da a Copa de 2014”, destaca.
Dênio Cidreira, presidente da Fonte Nova Negócios e Participações, ressaltou que o processo de construção do novo estádio foi iniciado com a montagem dos tapumes. Associado à demolição, ao lado do estádio foi criado um pátio de montagem de prémoldados que serão utilizados na obra. “Além do que, paralelamente à demolição, vamos executar algumas etapas da fundação”, ressalta.
Enquanto isso, Robson Pereira, torcedor do Esporte Clube Bahia e segurança do canteiro de obra, assiste de camarote o processo de reconstrução do equipamento. “Já vim a muitos jogos na Fonte Nova. Hoje fico na expectativa por que sei que o novo estádio ficará muito mais bonito”, fala. “Nunca vi a seleção jogar ao vivo, vamos ver se aqui terei essa possibilidade”, conclui o trabalhador, na expectativa de assistir, pela primeira vez, um jogo da Seleção Brasileira.
A nova arena esportiva será multifuncional e terá capacidade para 50.433 lugares, com assentos cobertos e 70 camarotes. O custo da Arena Fonte Nova está estimado em R$ 591,7 milhões e será pago pelas empresas OAS e Odebrecht que formam o consórcio vencedor da licitação. O novo estádio respeitará as características arquitetônicas originais. Segundo o projeto, o formato de ferradura será mantido, porém os torcedores ficarão mais próximos do gramado.
16 de abril 2020
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