Infraestrutura
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27/07/2010 16h45 | Atualizada em 27/07/2010 19h46
Os planos de internacionalização da Eletrobrás incluem uma parceria estratégica de troca de energia com a Venezuela. O Brasil planeja importar eletricidade em período de seca no Hemisfério Sul, quando está úmido no Hemisfério Norte. E vice-versa: vai exportar energia quando os reservatórios estiverem bem abastecidos de água nas hidrelétricas. Geograficamente, o vizinho é perfeito, mas ainda faltam investimentos em geração de eletricidade por parte dos venezuelanos.
De olho na localização geográfica da Venezuela, a Eletrobrás já assinou um protocolo de cooperação para o desenvolvimento de linhas de transmissão, conforme afirma o superintendente de Operações no Exterior da empresa, Sinval Zaidan Gama. Segundo o executivo, a abundân
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Os planos de internacionalização da Eletrobrás incluem uma parceria estratégica de troca de energia com a Venezuela. O Brasil planeja importar eletricidade em período de seca no Hemisfério Sul, quando está úmido no Hemisfério Norte. E vice-versa: vai exportar energia quando os reservatórios estiverem bem abastecidos de água nas hidrelétricas. Geograficamente, o vizinho é perfeito, mas ainda faltam investimentos em geração de eletricidade por parte dos venezuelanos.
De olho na localização geográfica da Venezuela, a Eletrobrás já assinou um protocolo de cooperação para o desenvolvimento de linhas de transmissão, conforme afirma o superintendente de Operações no Exterior da empresa, Sinval Zaidan Gama. Segundo o executivo, a abundância de rios que ficam cheios em período complementar ao Brasil fortalece o projeto, mas é preciso aumentar a geração elétrica na Venezuela.
"Quando lá faltar e aqui estiver sobrando, vamos mandar energia para eles. E, eles, no Hemisfério Norte, poderão nos abastecer em período seco", explica o executivo. A Venezuela exporta 80 MW ao Brasil, para abastecer Roraima. Em janeiro, porém, o país sofreu escassez de energia por falta de chuvas e teve de racionar o insumo. O resultado foi um corte de quase metade da energia fornecida ao Norte do Brasil. Roraima, então, teve de acionar uma usina térmica.
A Eletrobrás se prepara para desembolsar R$ 60 milhões para a construção de parte de uma linha de transmissão de 500 quilômetros que interliga o sistema elétrico brasileiro ao sistema uruguaio. A parte do Uruguai já está em construção, pela estatal Administración Nacional de Usinas y Transmisiones Eléctricas. No Brasil, falta aval do Ibama para a licença de instalação do projeto.
Gama participou do Seminário Internacional de Integração Energética Bolívia-Brasil, realizado pelo Gesel/UFRJ, no Rio de Janeiro, onde destrinchou os planos de internacionalização da empresa, com a construção de usinas capazes de gerar 6 mil MW no continente. A meta da empresa é obter em 2020 10% da receita total no exterior.
Projetos na AL
A Eletrobrás deve iniciar ainda neste ano as obras da hidrelétrica de Tumarín na Nicarágua. A companhia tem 50% de participação no empreendimento, que deverá custar algo como US$ 850 milhões para gerar 220 MW. Outra usina de pequeno porte deve ser erguida pela Eletrobrás em Costa Rica.
Na Argentina, o projeto de construção de uma usina binacional, tal como Itaipu, no Paraguai, foi desdobrado em dois. "O impacto ambiental é menor quando se tem duas barragens, duas usinas", afirmou. Em oito meses, o executivo espera conluir os estudos de impacto ambiental.
Na Colômbia, a Eletrobrás foi pré-qualificada para participar do leilão de uma usina hidrelétrica com capacidade de geração de 2,5 mil MW. No Peru, a Eletrobrás desenvolve estudos para cinco projetos com capacidade de 7 mil MW.
Rumo aos EUA
Para aproveitar o plano de expansão de energias renováveis nos Estados Unidos, a Eletrobrás já adotou uma estratégia. Vai começar com pequenos projetos, adquirindo participações em empresas de transmissão e geração hidrelétrica e eólica, conforme contou Gama. Depois, quandos os EUA começarem a leliloar grandes concessões, a empresa já estará a par da cultura local e do marco regulatório.
"Temos por enquanto o objetivo de conhecer, ficar maduro. Depois, conhecendo o modelo regulatório e com toda a nossa expertise em grandes projetos, teremos condições de concorrer aos leilões", afirmou o executivo da Eletrobrás.
16 de abril 2020
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