Infraestrutura
Portal 2014
02/03/2011 13h28
A possível parceria do Internacional com uma construtora para gerenciar a reforma do Beira-Rio pode elevar o custo da obra para um valor entre R$ 200 milhões e R$ 270 milhões. Segundo o orçamento da antiga diretoria do clube, a obra custará R$ 155 milhões nos moldes atuais.
A diferença ocorre pelo acréscimo da comissão da construtora no empreendimento (recurso conhecido pela sigla BDI, ou Budget Difference Income). Em geral, a comissão varia entre 30% e 35% do valor do orçamento.
No entanto, segundo o conselheiro colorado Pedro Affatato, ex-vice-presidente de Finanças do clube e candidato derrotado à presidência nas últimas eleições de dezembro, a parceria que vem sendo estudada com a construtora Andrade Gutierrez prevê u
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A possível parceria do Internacional com uma construtora para gerenciar a reforma do Beira-Rio pode elevar o custo da obra para um valor entre R$ 200 milhões e R$ 270 milhões. Segundo o orçamento da antiga diretoria do clube, a obra custará R$ 155 milhões nos moldes atuais.
A diferença ocorre pelo acréscimo da comissão da construtora no empreendimento (recurso conhecido pela sigla BDI, ou Budget Difference Income). Em geral, a comissão varia entre 30% e 35% do valor do orçamento.
No entanto, segundo o conselheiro colorado Pedro Affatato, ex-vice-presidente de Finanças do clube e candidato derrotado à presidência nas últimas eleições de dezembro, a parceria que vem sendo estudada com a construtora Andrade Gutierrez prevê um orçamento de até R$ 270 milhões para a reforma do Beira-Rio –o que representa uma adição de 74% sobre o valor inicial.
A proposta da empreiteira chegou ao clube no ano passado e, no primeiro momento, foi descartada pela direção. Outras empresas também estariam interessadas na parceria com o clube.
Nesta segunda-feira, o jornal “Zero Hora” noticiou que o orçamento da reforma passaria a R$ 253 milhões com uma parceria. Procurado, o presidente do Inter, Giovani Luigi, não confirmou os números. “Não falamos em valores”, disse.
Até dezembro, data da última eleição no clube, a própria direção colorada vinha gerenciando a obra, ajudada pela formação de três engenheiros: o presidente Vitorio Piffero e os vices Emídio Ferreira e Pedro Affatato. A construtora Tedesco foi contratada para executar o serviço recebendo 8% do orçamento da reforma.
Reforma de R$ 1 bilhão
Affatato alerta que o custo da parceria pode ser ainda maior se contabilizada as receitas a que o clube abriria mão para remunerar a construtora. Segundo o conselheiro, o valor pode chegar a R$ 1 bilhão ao longo dos próximos anos.
Isso porque a construtora também participaria das receitas de administração de novas áreas de estacionamentos, camarotes e demais áreas comerciais que ficariam a cargo da empresa pelos próximos 20 anos –levando em conta a proposta que estaria sendo estudada atualmente no Beira-Rio.
O clube manteria as receitas atualmente existentes. “Se o Internacional fizer a obra, tudo será pago em três anos. As receitas a que o clube estaria abrindo mão poderiam ser investidas no futebol. Prefiro que este recurso volte para o clube”, diz o ex-vice-presidente em defesa do modelo atual.
Garantias
A atual direção do Inter e o Comitê Organizador Local da Copa 2014 (COL) vem levantando dúvidas sobre a capacidade e os riscos do clube em sustentar a reforma até dezembro de 2012, quando a obra deveria ficar pronta. O COL pediu que o clube apresentasse garantias financeiras para a obra.
Caso o Inter não as apresente, especula-se que a Arena do Grêmio, que está em construção na zona norte de Porto Alegre em parceria com a construtora OAS, seja transformada no estádio oficial da cidade para a Copa. Na semana passada, o ministro do Esporte, Orlando Silva Jr., afirmou estar preocupado com a demora do clube para apresentar as garantias.
Hoje, o clube tem cerca de R$ 70 milhões em caixa para tocar a obra, fruto da venda do antigo Estádio dos Eucaliptos e do aluguel dos novos camarotes que serão construídas no novo Beira-Rio. Segundo o projeto original, o valor do aluguel antecipado dos camarotes seria suficiente para chegar aos R$ 155 milhões do primeiro orçamento.
Decisão
A definição do modelo entrou em uma semana decisiva. Três reuniões que serão realizadas antes do carnaval podem definir o rumo da polêmica.
Na última segunda, ex-presidentes e conselheiros com mais de 30 anos de mandato debateram a questão. Depois, o Conselho Fiscal analisa o assunto, que ainda passará pelo Conselho Deliberativo na quarta-feira.
Qualquer mudança, no entanto, precisa ser aprovada pelo Conselho Deliberativo do clube, em nova reunião que deverá ocorrer somente após o carnaval.
16 de abril 2020
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