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China resiste ao trem-bala brasileiro

Segundo empresas chinesas, as condições estabelecidas pelo governo brasileiro são duras

Agência Estado

18/04/2011 13h46 | Atualizada em 18/04/2011 17h28


As empresas chinesas hesitam em participar da licitação do Trem de Alta Velocidade (TAV), o trem-bala brasileiro, porque as condições estabelecidas pelo governo são muito "duras" e alguns trechos da obra apresentam dificuldades para sua execução, afirmou o vice-ministro do Comércio da China, Wang Chao, responsável pelo relacionamento com Brasil.

Na visita que realizou ao País na semana passada, a presidente Dilma Rousseff ressaltou a importância que o Brasil atribui à participação dos chineses na concorrência e o tema entrou no comunicado conjunto assinado por ela e seu anfitrião, o presidente chinês Hu Jintao.

O tema foi tratado em uma frase, segundo a qual a "parte brasileira acolhe positivamente o interesse de empresas

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As empresas chinesas hesitam em participar da licitação do Trem de Alta Velocidade (TAV), o trem-bala brasileiro, porque as condições estabelecidas pelo governo são muito "duras" e alguns trechos da obra apresentam dificuldades para sua execução, afirmou o vice-ministro do Comércio da China, Wang Chao, responsável pelo relacionamento com Brasil.

Na visita que realizou ao País na semana passada, a presidente Dilma Rousseff ressaltou a importância que o Brasil atribui à participação dos chineses na concorrência e o tema entrou no comunicado conjunto assinado por ela e seu anfitrião, o presidente chinês Hu Jintao.

O tema foi tratado em uma frase, segundo a qual a "parte brasileira acolhe positivamente o interesse de empresas chinesas em participar do processo de licitação referente ao trem de alta velocidade brasileiro”.

Na interpretação de um diplomata que participou da negociação do texto, isso significa que a porta para a presença chinesa na disputa não foi totalmente fechada. Mas isso exigirá a persuasão das empresas do país ou a mudança em algumas das regras estabelecidas.

"A China quer conhecer melhor as condições do lado brasileiro”, observou Wang em entrevista por escrito concedida na segunda-feira, dia em que a presidente brasileira chegou a Pequim para sua primeira visita oficial à China. Nela o vice-ministro também falou da necessidade de compreensão do processo pelo qual a escolha do vencedor será realizada.

A licitação para escolha do vencedor estava marcada para novembro e foi adiada por ausência de interessados - só os coreanos manifestaram disposição de apresentar proposta. A data para realização do leilão já mudou duas vezes e agora está marcada para julho. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

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