Infraestrutura
Webtranspo
10/01/2012 14h03
O CBT (Comitê Brasileiro de Túneis) tem se posicionado a favor da construção de um túnel desde o início das discussões sobre a travessia entre Santos e Guarujá. Para isso, a entidade utiliza um embasamento científico, por meio de exemplos de obras ao redor do mundo. Em agosto de 2011, quando o governo de São Paulo optou pelo túnel imerso como solução técnica para a travessia entre as duas cidades, o Comitê registrou publicamente seus elogios à medida que representa a melhor relação custo-benefício entre as alternativas consideradas. O órgão argumenta que o túnel imerso é o caminho mais curto entre Santos e Guarujá.
A construção terá aproximadamente 500 metros na parte sob a água e outros 400 metros para as rampas de acesso, três
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O CBT (Comitê Brasileiro de Túneis) tem se posicionado a favor da construção de um túnel desde o início das discussões sobre a travessia entre Santos e Guarujá. Para isso, a entidade utiliza um embasamento científico, por meio de exemplos de obras ao redor do mundo. Em agosto de 2011, quando o governo de São Paulo optou pelo túnel imerso como solução técnica para a travessia entre as duas cidades, o Comitê registrou publicamente seus elogios à medida que representa a melhor relação custo-benefício entre as alternativas consideradas. O órgão argumenta que o túnel imerso é o caminho mais curto entre Santos e Guarujá.
A construção terá aproximadamente 500 metros na parte sob a água e outros 400 metros para as rampas de acesso, três pistas de tráfego de cada lado para automóveis, caminhões e outros veículos, uma faixa para o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), além de uma ciclovia segregada, na qual os ciclistas não terão contato com as outras pistas.
Segundo um relatório do ITA (International Tunnelling Association), entidade da qual o CBT é o representante brasileiro, até 1996 existiam no mundo 108 túneis imersos utilizados para transporte. De lá para cá, não há relatos de nenhum acidente grave envolvendo esses projetos. “Pelo contrário, o grande terremoto de 1989 em São Francisco, na Califórnia, deixou intacto o metrô abaixo da Baía e levou ao colapso a ponte sobrejacente e os viadutos de aproximação, provocando centenas de mortes”, afirma Tarcísio Barreto Celestino, ex-presidente e Conselheiro do CBT.
A outra opção para realizar a travessia entre as duas cidades seria a construção de uma ponte. Para o Comitê, porém, esta alternativa traria desvantagens, como a necessidade de construir longas rampas de acesso, nas duas pontas da obra, em Santos e Guarujá, de aproximadamente dois quilômetros de cada lado. “Cada cidade terá um minhocão. E sabe-se hoje que minhocões trazem a degradação da paisagem urbana e, especialmente, dos bairros vizinhos. A prova disso é que cidades do mundo inteiro estão demolindo seus elevados, substituindo-os por soluções subterrâneas”, diz Celestino.
16 de abril 2020
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