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18 de maio de 2015
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Mobilidade Urbana

Transolímpica: medalha de ouro em mobilidade para o Rio de Janeiro

Com 23 km de extensão, projeto prevê a construção de 31 pontes, 25 viadutos, 18 estações, dois terminais e dois túneis, atravessando o Maciço da Pedra Branca

A Cidade do Rio de Janeiro está passando por muitas transformações para sediar as Olimpíadas do próximo ano. Os maiores investimentos são na área de mobilidade urbana. Um exemplo é a Transolímpica, um corredor de 23 km que ligará o Bairro de Deodoro ao Recreio dos Bandeirantes atravessando a Serra do Engenho Velho, na Estrada do Catonho, por um túnel que está sendo perfurado no Maciço da Pedra Branca. A Transolímpica vai transportar 70 mil pessoas diariamente, passando por importantes bairros como Jacarepaguá, Curicica, Taquara, Boiúna, Sulacap, Magalhães Bastos e Vila Militar.

Uma vez concluída, a nova linha vai se integrando a outros dois corredores de BRTs já inaugurados: Transoeste e Transcarioca, além da malha de trens metropolitanos de passageiros, Administrados pela SuperVia. Com a operação da nova linha, o tempo de viagem entre o Recreio dos Bandeirantes e Deodoro diminuirá para menos da metade. Ao invés de duas horas e meia, gastas até então, os passageiros do BRT levarão apenas 30 minutos no deslocamento.

A grande diferença entre a Transolímpica e os demais corredores de BRT em operação é que a Transolímpica foi concebida dentro do formato de Parceria Público-Privada (PPP) para ser uma concessão. Parte dos custos das obras, estimadas em R$ 1,6 bilhão, está sendo bancada pela prefeitura do Rio de Janeiro e outra parte pela concessionária que, ao final da obra, terá a responsabilidade sobre a operação, conservação e manutenção do corredor.

A remuneração da concessionária se dará através de cobrança de pedágio. Para isso, será instalada uma praça com as cabines para a cobrança da tarifa, na altura do bairro de Magalhães Bastos. Em 19 de abril de 2012, foi anunciado que o consórcio formado por Invepar, Odebrecht e CCR, chamado Rio Olímpico, venceu o leilão do projeto da Transolímpica. O contrato tem duração de 35 anos.

O projeto  prevê a construção três pistas por sentido, sendo uma delas exclusiva para o BRT e as outras duas para os demais veículos. Ao longo dos 23 km de extensão, serão construídos 31 pontes, 25 viadutos, 18 estações, dois terminais e de dois túneis, um deles atravessando o Maciço da Pedra Branca.

Durante os Jogos Olímpicos, o corredor fará a ligação da Vila dos Atletas, na Barra da Tijuca, ao Parque Radical de Deodoro (que sediará as provas


A Cidade do Rio de Janeiro está passando por muitas transformações para sediar as Olimpíadas do próximo ano. Os maiores investimentos são na área de mobilidade urbana. Um exemplo é a Transolímpica, um corredor de 23 km que ligará o Bairro de Deodoro ao Recreio dos Bandeirantes atravessando a Serra do Engenho Velho, na Estrada do Catonho, por um túnel que está sendo perfurado no Maciço da Pedra Branca. A Transolímpica vai transportar 70 mil pessoas diariamente, passando por importantes bairros como Jacarepaguá, Curicica, Taquara, Boiúna, Sulacap, Magalhães Bastos e Vila Militar.

Uma vez concluída, a nova linha vai se integrando a outros dois corredores de BRTs já inaugurados: Transoeste e Transcarioca, além da malha de trens metropolitanos de passageiros, Administrados pela SuperVia. Com a operação da nova linha, o tempo de viagem entre o Recreio dos Bandeirantes e Deodoro diminuirá para menos da metade. Ao invés de duas horas e meia, gastas até então, os passageiros do BRT levarão apenas 30 minutos no deslocamento.

A grande diferença entre a Transolímpica e os demais corredores de BRT em operação é que a Transolímpica foi concebida dentro do formato de Parceria Público-Privada (PPP) para ser uma concessão. Parte dos custos das obras, estimadas em R$ 1,6 bilhão, está sendo bancada pela prefeitura do Rio de Janeiro e outra parte pela concessionária que, ao final da obra, terá a responsabilidade sobre a operação, conservação e manutenção do corredor.

A remuneração da concessionária se dará através de cobrança de pedágio. Para isso, será instalada uma praça com as cabines para a cobrança da tarifa, na altura do bairro de Magalhães Bastos. Em 19 de abril de 2012, foi anunciado que o consórcio formado por Invepar, Odebrecht e CCR, chamado Rio Olímpico, venceu o leilão do projeto da Transolímpica. O contrato tem duração de 35 anos.

O projeto  prevê a construção três pistas por sentido, sendo uma delas exclusiva para o BRT e as outras duas para os demais veículos. Ao longo dos 23 km de extensão, serão construídos 31 pontes, 25 viadutos, 18 estações, dois terminais e de dois túneis, um deles atravessando o Maciço da Pedra Branca.

Durante os Jogos Olímpicos, o corredor fará a ligação da Vila dos Atletas, na Barra da Tijuca, ao Parque Radical de Deodoro (que sediará as provas de pentatlo moderno, esgrima, tiro e mountain bike). A estimativa da prefeitura é que 55 mil veículos/dia circulem pelo corredor, podendo chegar a 90 mil/dia sem necessidade de obra ou projeto de ampliação.

Desafios de engenharia

Entre as várias obras em execução, como parte do empreendimento, destaca-se um viaduto de 130 metros e três pistas por sentido, no bairro de Sulacap, já em fase de finalização. Outros dois estão sendo construídos: o primeiro na Estrada dos Bandeirantes, no cruzamento da via com a Estrada do Calmete e a Avenida Salvador Allende, e o outro na Avenida Brasil, na altura de Magalhães Bastos.  Além deles, três outros viadutos próximos à Rua Carlos Pontes e à Estrada do Rio Grande e Rua Ipadu, já tiveram as fundações iniciadas.

Mas a intervenção com maior complexidade de execução é o túnel no Maciço da Pedra Branca, que teve suas perfurações iniciadas em novembro de 2013. Sua principal finalidade será desafogar a ligação entre a Baixada de Jacarepaguá e a região de Realengo, na zona oeste e que atualmente é feita pela estrada do Catonho, já saturada pelo grande número de veículos que trafegam por ali diariamente.

Na verdade, estão sendo perfurados dois túneis em trechos do Maciço da Pedra Branca. O maior deles na Serra do Engenho Velho, e o segundo, na Pedra da Boiúna.

O túnel do Engenho Velho tem na pista direita 1.397,67m e na esquerda, 1.412,05m. Já o do Boiúna tem na pista da direita 177,00m e esquerdo 193,00m, somando uma extensão total 3.332,72m. Todo o complexo de túneis terá seção de 15,14m de largura por 8,17m de altura, (área de 104,43m²), onde serão implantadas três faixas de rolamento, sendo uma para o BRT.

As escavações já atingem cerca de 300 m e 100 m, respectivamente. O volume de escavação já ultrapassa os 350 mil m³ de rocha, material que está sendo reutilizado como aterro nas obras de urbanização previstas para adequação de pistas ao BRT. A perfuração total consumirá ao todo 600 mil quilos de explosivos.

Para a construção dessas passagens estão sendo realizadas detonações de maneira monitorada, controlada e segura. Foi elaborado um Plano de Fogo, determinando a quantidade de explosivos e a maneira como eles serão utilizados no procedimento. No momento das detonações a frente de escavação é isolada e evacuada. Somente depois da ventilação para troca de ar, o controle de danos e a inspeção da área com medidores de gases é que são retomadas as atividades de remoção dos escombros.

Toda perfuração será feita em dezoito meses e consumirá ao todo 600 mil quilos de explosivos. As detonações são monitoradas pela Fundação Geo-Rio, órgão vinculado à Secretaria Municipal de Obras, e foram iniciadas pelo emboque norte, sentido Barra da Tijuca, na Estrada do Catonho; e seguem posteriormente para o sul, localizado na Estrada Curumaú.

As detonações são procedimentos controlados e uma série de medidas são implementadas para garantir a segurança. A cada detonação, uma sirene é tocada quatro vezes para alertar sobre o procedimento. O primeiro toque acontece 20 minutos antes da detonação. Neste momento é iniciada a mobilização para os bloqueios. O segundo toque, 10 minutos antes do acionamento, indica o bloqueio do trânsito e dos pedestres no entorno dos canteiros de obras. O terceiro toque da sirene, cinco minutos antes do acionamento, sinaliza que a detonação será realizada em instantes. O quarto sinal são dois longos toques no momento do acionamento. O quinto toque (intermitente e curto) ocorre após a detonação e sinaliza que a área está liberada para o retorno das atividades. As obras do complexo de túneis estão sendo executadas pela construtora Toniolo Busnello.

Ao final da obra terão sido escavados 600 mil m³ de rocha – material que será reutilizado como aterro nas obras de urbanização previstas para adequação das pistas ao BRT. Vale destacar o caráter sustentável do processo, por evitar a aplicação de britas e saibro.

O túnel da Transolímpica será o quinto maior túnel da cidade e o segundo a ser construído no Maciço da Pedra Branca – o primeiro foi o Túnel José Alencar, implantado em 2012 durante as obras do BRT Transoeste.

SH nos projetos olímpicos

O Consórcio Construtor Transrio, responsável pela construção do BRT Transolímpica, conta com as soluções da SH no projeto. Fôrmas para paredes e pilares em concreto, escoramentos, torres de carga modular, andaimes de acesso, escadas, contabilizando mais de 1.500 toneladas de equipamentos, estão sendo utilizados na execução de pilares circulares, travessas, cortinas e fundações.

Antônio Junior, gerente da unidade da SH no Rio de Janeiro, comenta quais são os principais desafios da empresa, nesta obra: “É necessário agilidade na entrega dos projetos, acompanhamento do planejamento e da execução da obra, além do atendimento diário na entrega e retirada de equipamentos”.

O gerente também ressalta o que está por vir. “O maior desafio será a execução do elevado Duque de Caxias, que é uma de obra de arte da Transolímpica e iniciará em poucos dias”.

Além da Transolímpica, a SH ofereceu suas soluções na obra da Transcarioca e está fornecendo equipamentos para a construção da Vila dos Atletas, Parque Olímpico da Barra da Tijuca e o Complexo de Deodoro.

 

 

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