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14 de outubro de 2010
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Transporte

R$ 3 bilhões deixaram de ser investidos em aeroportos

De todos os gargalos que ameaçam a realização da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016, o mais grave é o da infraestrutura aeroportuária, superando até mesmo os atrasos nas obras de construção ou modernização dos estádios. Todos os aeroportos das 12 cidades sede do Mundial de futebol operam hoje no limite das suas capacidades. Eles são responsáveis por cerca de 83% da operação de todo tráfego aéreo brasileiro e necessitam de investimentos urgentes para que possam receber o grande volume de visitantes que o País espera durante a realização dos jogos. De acordo com estimativas do Ministério do Esporte, circularão pelo País nada menos que 600 mil turistas estrangeiros e 3,1 milhões de brasileiros durante a Copa.

Em São Paulo, por exemplo, os três aeroportos existentes, juntos, recebem cerca de 40 milhões de passageiros/ano, considerando um mercado nacional que cresce a taxas médias de 10% a cada ano. Isso significa dizer que a cada cinco anos seria necessária a construção de um novo aeroporto como o de Guarulhos. No Nordeste, nos últimos seis anos, na maioria dos aeroportos a movimentação dobrou e, em alguns casos, triplicou, tornando urgente a ampliação da capacidade.

Dados do Sindicato Nacional das Indústrias de Arquitetura e Engenharia Consultiva (Sinaenco), divulgados no Portal 2014, dão conta de que a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), estatal que administra a infraestrutura aeroportuária do país, adiou os investimentos em nove dos 14 aeroportos internacionais que receberão os turistas durante o evento. O volume de recursos que deixaram de ser aplicados nas intervenções necessárias soma R$ 3 bilhões, o equivalente a 68% do total que precisaria ser investido na modernização ou ampliação de terminais de passageiros ou na infraestrutura para pouso e decolagem de aeronaves nas capitais.

Os aeroportos internacionais de Belo Horizonte (Confins), Brasília (Juscelino Kubitschek) e São Paulo (Guarulhos/Cumbica), que concentrarão a maior parte do embarque e desembarque de turistas ao longo da Copa, têm obras atrasadas. O mesmo acontece em Manaus, Curitiba, Cuiabá, Fortaleza, Porto Alegre e Campinas, que também enfrentam problemas para tocar as obras. Apenas Salvador, Rio de Janeiro (Galeão), Recife e Natal (S. Gonçalo do Amarante) estão em dia com as datas fixadas pela Infraero.

A Infraero se defende. Representantes


De todos os gargalos que ameaçam a realização da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016, o mais grave é o da infraestrutura aeroportuária, superando até mesmo os atrasos nas obras de construção ou modernização dos estádios. Todos os aeroportos das 12 cidades sede do Mundial de futebol operam hoje no limite das suas capacidades. Eles são responsáveis por cerca de 83% da operação de todo tráfego aéreo brasileiro e necessitam de investimentos urgentes para que possam receber o grande volume de visitantes que o País espera durante a realização dos jogos. De acordo com estimativas do Ministério do Esporte, circularão pelo País nada menos que 600 mil turistas estrangeiros e 3,1 milhões de brasileiros durante a Copa.

Em São Paulo, por exemplo, os três aeroportos existentes, juntos, recebem cerca de 40 milhões de passageiros/ano, considerando um mercado nacional que cresce a taxas médias de 10% a cada ano. Isso significa dizer que a cada cinco anos seria necessária a construção de um novo aeroporto como o de Guarulhos. No Nordeste, nos últimos seis anos, na maioria dos aeroportos a movimentação dobrou e, em alguns casos, triplicou, tornando urgente a ampliação da capacidade.

Dados do Sindicato Nacional das Indústrias de Arquitetura e Engenharia Consultiva (Sinaenco), divulgados no Portal 2014, dão conta de que a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), estatal que administra a infraestrutura aeroportuária do país, adiou os investimentos em nove dos 14 aeroportos internacionais que receberão os turistas durante o evento. O volume de recursos que deixaram de ser aplicados nas intervenções necessárias soma R$ 3 bilhões, o equivalente a 68% do total que precisaria ser investido na modernização ou ampliação de terminais de passageiros ou na infraestrutura para pouso e decolagem de aeronaves nas capitais.

Os aeroportos internacionais de Belo Horizonte (Confins), Brasília (Juscelino Kubitschek) e São Paulo (Guarulhos/Cumbica), que concentrarão a maior parte do embarque e desembarque de turistas ao longo da Copa, têm obras atrasadas. O mesmo acontece em Manaus, Curitiba, Cuiabá, Fortaleza, Porto Alegre e Campinas, que também enfrentam problemas para tocar as obras. Apenas Salvador, Rio de Janeiro (Galeão), Recife e Natal (S. Gonçalo do Amarante) estão em dia com as datas fixadas pela Infraero.

A Infraero se defende. Representantes da estatal garantem que ela vai investir cerca de R$ 5,4 bilhões nos 14 aeroportos das cidades sede da Copa, entre 2011 e 2014. Segundo o diretor de Engenharia e Meio Ambiente da Infraero, Jaime Parreira, 61% dos recursos virão da própria Infraero e 39% do governo federal.

Quase R$ 1 bi para Guarulhos

Um dos casos mais graves é o do Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP). Segundo o Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea), nele o fluxo de Cumbica chegou a 21,6 milhões de passageiros em 2009, ultrapassando em 1,1 milhão a capacidade instalada.

Ainda de acordo com a Infraero, Guarulhos deverá receber o maior volume de recursos, isoladamente: R$ 952 milhões. Entre as ações a serem implementadas está a instalação dos módulos operacionais para ampliar a capacidade aeroporto. As estruturas modulares são semelhantes a uma sala convencional de embarque e desembarque e contam com ar condicionado, sanitários e sistema informativo de voos. Trata-se de uma solução bastante usada em vários aeroportos pelo mundo, principalmente na Europa e nos Estados Unidos, para atender uma questão pontual de necessidade de expansão e de licença de operação enquanto os grandes investimentos não se efetivam.

A prioridade, no entanto, é a construção do terceiro terminal. O início da construção do sistema de pista e pátio estava previsto para janeiro de 2005, mas o projeto não avançou. O Tribunal de Contas da União encontrou indícios de sobrepreço e paralisou a obra em 2008. Após revisão do órgão, o valor da obra caiu de R$ 370,5 milhões para R$ 232,5 milhões.

Em julho, a Infraero anunciou a conclusão do processo licitatório para a contratação das empresas responsáveis pelos projetos de engenharia para a construção do terceiro terminal. O vencedor da licitação foi o consórcio MAG, formando pelas empresas PJJ Malucelli Arquitetura e Construção, Andrade e Rezende Engenharia de Projetos e Gabinete de Projetação Arquitetônica.

A elaboração dos projetos custará R$ 22,6 milhões. As empresas de engenharia e construção farão os estudos preliminares, os projetos básico e executivo. Os estudos preveem ainda a realização de serviços complementares, como o sistema viário de acesso e o pátio de estacionamento de aeronaves. O consórcio terá 23 meses, contados a partir da ordem de serviço, para a conclusão do trabalho.

Com as intervenções, Guarulhos terá aumentado a sua atual capacidade de movimentação de 24 milhões de passageiros por ano para 35 milhões de passageiros até 2014.

Atualmente, o Aeroporto de Guarulhos opera com dois terminais. São 46 empresas aéreas nacionais e internacionais, regulares, cargueiras e charters que utilizam 286 balcões de check-in.

O sistema de pistas é formado por duas pistas : uma com 3.700 metros e outra de 3 mil metros de extensão que recebem, em média diária, 650 operações de pousos e decolagens de aeronaves .

De Guarulhos partem e chegam voos procedentes e com destinos a 27 países e 153 cidades nacionais e estrangeiras. Para atender os usuários do aeroporto, a rede comercial dos terminais de passageiros é formada por cerca de 198 pontos comerciais.

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