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10 de agosto de 2015
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Excelência Operacional & Lean Construction

Mapeamento do Fluxo de Valor Construtivo

Este artigo visa explorar uma importante ferramenta de trabalho, muito utilizada ultimamente em todo mundo, denominada C-VSM - Construction Value Stream Mapping ou Mapeamento do Fluxo de Valor Construtivo. Sua origem está na indústria e ela vem sendo amplamente aplicada em diversos outros tipos de mercado, levando em consideração obviamente certas adaptações em cada um deles. Seu principal intuito é fornecer aos gestores uma ampla visão do Estado Atual da obra ou frente de serviço analisada, bem como estudar o Estado Futuro e propor as melhorias as serem implementadas. Seu foco principal são as melhorias e o como fazer o que os japoneses chamam de KAIZEN, ou seja, as MELHORIAS CONTÍNUAS em nosso dia a dia. Assim sendo, ela é estruturada com base no Fluxo de Valor da Obra ou Projeto, ou seja, na Sequência Construtiva e cadeia logística, bem como no fluxo de informações para se realizar uma Gestão eficiente e com Excelência.

Um C-VSM pode ser implementado levando em consideração 7 passos distintos:

Os passos da figura acima visam sistematizar de maneira simples e objetiva o que deve ser feito para se construir um bom Estado Atual do C-VSM, para que este sirva de base para a elaboração do Estado Futuro a ser implementado / otimizado.

O C-VSM pode ser dividido em 3 grandes áreas, conforme mostrado na figura abaixo:

Fluxo de Informação – parte superior do Mapa – voltada aos principais elementos de Gestão, Planejamento, Programação e Controle (Ciclo GPPC)

Fluxo de Valor ou Sequência Construtiva – parte intermediária – voltada para o fechamento da melhor sequência a ser executada na produção, levando-se em consideração todos os Stakeholders do empreendimento.

Números e Dados – parte inferior – voltada às informações técnicas como quantitativos, prazos, etc.

A figura acima é um exemplo real de C-VSM. Nela podemos verificar diversos elementos, tais como:

Principais Stakeholders – subempreiteiros e fornecedores

Quem Gerencia o que

Quem planeja e programa, como é feito e com que frequência

Como é a relação com o cliente

A partir das linhas traçadas, verifica-se desde o início quais os principais elementos complicadores do projeto para uma boa Gestão e Planejamento

Análise das principais restrições e/ou problem


Este artigo visa explorar uma importante ferramenta de trabalho, muito utilizada ultimamente em todo mundo, denominada C-VSM - Construction Value Stream Mapping ou Mapeamento do Fluxo de Valor Construtivo. Sua origem está na indústria e ela vem sendo amplamente aplicada em diversos outros tipos de mercado, levando em consideração obviamente certas adaptações em cada um deles. Seu principal intuito é fornecer aos gestores uma ampla visão do Estado Atual da obra ou frente de serviço analisada, bem como estudar o Estado Futuro e propor as melhorias as serem implementadas. Seu foco principal são as melhorias e o como fazer o que os japoneses chamam de KAIZEN, ou seja, as MELHORIAS CONTÍNUAS em nosso dia a dia. Assim sendo, ela é estruturada com base no Fluxo de Valor da Obra ou Projeto, ou seja, na Sequência Construtiva e cadeia logística, bem como no fluxo de informações para se realizar uma Gestão eficiente e com Excelência.

Um C-VSM pode ser implementado levando em consideração 7 passos distintos:

Os passos da figura acima visam sistematizar de maneira simples e objetiva o que deve ser feito para se construir um bom Estado Atual do C-VSM, para que este sirva de base para a elaboração do Estado Futuro a ser implementado / otimizado.

O C-VSM pode ser dividido em 3 grandes áreas, conforme mostrado na figura abaixo:

Fluxo de Informação – parte superior do Mapa – voltada aos principais elementos de Gestão, Planejamento, Programação e Controle (Ciclo GPPC)

Fluxo de Valor ou Sequência Construtiva – parte intermediária – voltada para o fechamento da melhor sequência a ser executada na produção, levando-se em consideração todos os Stakeholders do empreendimento.

Números e Dados – parte inferior – voltada às informações técnicas como quantitativos, prazos, etc.

A figura acima é um exemplo real de C-VSM. Nela podemos verificar diversos elementos, tais como:

Principais Stakeholders – subempreiteiros e fornecedores

Quem Gerencia o que

Quem planeja e programa, como é feito e com que frequência

Como é a relação com o cliente

A partir das linhas traçadas, verifica-se desde o início quais os principais elementos complicadores do projeto para uma boa Gestão e Planejamento

Análise das principais restrições e/ou problemas

Melhorias a serem atingidas com foco no atingimento das metas do projeto

Outros…

Após o desenvolvimento do Estado Atual do C-VSM e, a partir de Post-it´s coloridos (outras cores), detalham-se os possíveis problemas para a realização e cumprimento deste Mapa, colocando os post-its em seus respectivos locais de origem. Com isso, desenha-se então o Estado Futuro, ou seja, como este Mapa deveria estar em um futuro escolhido pela equipe de Gestão, de forma a se reduzir ou mesmo eliminar os problemas encontrados. Um Projeto pode ter um único ou vários C-VSM´s. A aplicação desta ferramenta deve ser realizada conforme as necessidades e objetivos a serem atingidos. Afinal, ela é bastante flexível e útil para ser utilizada sempre que necessário.

Ao final das dinâmicas realizadas por um time multifunctional da obra (Mapeamento do Estado Atual e Desenho do Estado Futuro), constrói-se também conjuntamente um Plano de Ação, no modelo 5W2H (O que, Porque, Quem, Como, Quando, Como e Quanto). Desta forma, cada envolvido participa do processo de maneira ativa e o Plano de Ação deixa claro a todos os seus respectivos entregáveis.

Na prática o C-VSM pode ser implementado em dois Níveis: Nível 1, que seria da obra como um todo, como demonstrado acima e Nível 2, ou seja, se focarmos apenas em uma frente de serviço ou processo. Este segundo nível mais micro é muito utilizado quando queremos melhorar algo específico e, para isso, aprofundamos ainda mais no detalhamento das informações voltadas às melhorias a serem atingidas. Isso faz com que o Time envolvido discuta não apenas temas gerenciais, mas também temas técnicos e específicos como produtividade, índices, logística de canteiro, entre outros. Esta é uma excelente forma de se “enxergar” os desperdícios e atuar no que agrega valor ao produto e ao cliente.

Como podemos ver, esta é uma ferramenta bastante poderosa. Ela deve fazer parte da Toolbox que os gestores necessitam possuir, em termos de aprendizados sobre Excelência Operacional & Lean Construction, para fornecer a eles as informações adequadas para uma tomada de decisão ou resolução de problemas e restrições de maneira rápida e assertiva, em qualquer fase de um projeto.

Mapas como este, bem estruturados e com uma gestão visual e transparente a todos, são utilizados para orientar os colaboradores no caminho certo rumo ao atingimento de seus objetivos e metas. Este é um princípio básico da Lean Construction, ou seja, a constante busca pela melhoria.

Jevandro Barros

Diretor Geral IOpEx Brasil

 

 

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