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27 de julho de 2014
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Edição Especial Número 50

Transposição do Rio São Francisco

O país subestimou a dimensão e a complexidade da obra de Transposição do Rio São Francisco, iniciada em 2007 e ainda incompleta. Essa foi a explicação dada pela presidente Dilma Rousseff, para o atraso na conclusão do projeto, após visita às obras em municípios de Ceará e Paraíba, em maio passado. De acordo com o Ministério da Integração Nacional, 55% do projeto já estão concluídos e a meta é avançar em média 2% ao mês. O ministério prevê a entrega de 100 quilômetros de canais em cada eixo neste prazo e a expectativa é de que todas as obras, que integram o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), sejam concluídas até dezembro de 2015. Quando foram iniciadas as obras, previa-se que a transposição do rio São Francisco seria concluída em 2012.

Em entrevista coletiva em Jati (CE), a presidente justificou os atrasos na avaliação do cronograma como fruto da "inexperiência" do país em realizar uma obra desse porte. "A gente começou bastante inexperiente, e houve uma subestimação. Em nenhum lugar do mundo uma obra dessa dimensão é feita em tão pouco tempo. Ela é bastante sofisticada, leva um tempo de maturação. Houve atraso porque se superestimou a velocidade que ela poderia ter, minimizando a complexidade", disse.

Segundo a presidente, para cada real de investimento na obra, outros três são colocados em obras complementares o que vai garantir a socialização da água. "São as obras que chamamos de estruturantes. Ao todo são R$ 33 bilhões se você somar as principais obras, inclusos aí os R$ 8 bilhões da transposição", disse.

Com o projeto, Dilma disse que 1.100 km de rios que secam durante a seca no Nordeste vão se tornar perenes.

Estão em construção canais, aquedutos e barragens naquela que vem sendo classificada pelo governo de “maior obra de infraestrutura hídrica do país”. O objetivo do empreendimento, orçado atualmente em R$ 8 bilhões, é irrigar a Região Nordeste e o semi-árido do Brasil, garantindo água para 12 milhões de pessoas em 390 municípios de Ceará, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte.

O projeto contempla 477 quilômetros de canais (mais do que a distância entre Rio de Janeiro e São Paulo), formando os eixos Norte, que vai de Cabrobó (PE) a Cajazeiras (PB), e Leste, com início em Floresta (PE) e término em Monteiro (PB) que conduzirão a água no semiárido nordestino.

Atualmente, as obras, que incluem a recuperação de 23 açudes, construção de 27 reservatórios, além de nove estações de bombeamento, 14 aquedutos e quatro túneis exclusivos para a passagem de água, empregam mais de 9.200 trabalhadores.