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20 de dezembro de 2011
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Especial Portos

R$ 80 milhões para o Porto do Itaqui

Investimento faz parte de plano estratégico até o horizonte de 2010, tendo como meta tornar Itaqui em um porto de classe mundial

A Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap) conseguiu garantir, junto ao Ministério dos Portos, a liberação de R$ 80 milhões para serem investidos na construção do berço 108 no Porto do Itaqui. O ministério já está empenhando R$ 38 milhões do total dos recursos. O dinheiro possibilitará o início da construção do berço 108.

Em 2010, o porto maranhense de Itaqui movimentou 12,6 milhões de toneladas. Com as obras previstas no Planejamento Estratégico do Porto do Itaqui, essa capacidade instalada deverá chegar a 79,7 milhões de toneladas em 2020, alcançando, assim, a liderança nacional em granéis sólidos e líquidos. A construção do berço 108, exclusivamente para a movimentação de granéis líquidos, vai movimentar de 3 a 4 milhões de toneladas/ano. A obra significará um aumento de cerca de 40% na capacidade operacional do Itaqui. Esse tipo de carga corresponde hoje a mais de 50% das operações totais.

O novo berço representa a geração de mais oportunidades de investimentos na área de derivados de petróleo com a ampliação do parque de tancagem. Cenário favorável para a expansão das empresas, como o Terminal Marítimo do Maranhão (Temmar) e a Odfjell Terminals (Granel Química) que já operam no porto.

O plano de expansão e modernização do Porto foi iniciado em 2010 com a construção do berço 100, que amplia para sete o número de berços operacionais. A previsão é que até 2014 o Itaqui tenha nove berços para movimentação de cargas.

Crescimento acentuado

A Emap, que trabalha no desenvolvimento e implementação do Planejamento Estratégico do Porto do Itaqui, quer torná-lo de classe mundial. O Itaqui é hoje o principal indutor do crescimento econômico do Maranhão, que tem previsão de investimentos da ordem de R$ 120 bilhões até 2016.

Para atender demandas atuais e futuras, a Emap atualiza o Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ) e o Programa de Arrendamento, investe na expansão da infraestrutura portuária, na modernização de equipamentos e no fomento de cargas em contêiner.

Atualmente, 50% da movimentação de carga no Porto do Itaqui são de derivados de petróleo, o que deve sofrer um incremento de 40% com a entrada em operação de um novo berço, de número 108, cujo processo de construção, no valor de R$ 80 milhões, será conduzido pela Emap.

O Plano de Negócios da empresa prevê uma nova matriz de carga com ampliação de linha regular de contêiner; a entrada em funcionamento do Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram), no final de 2013, cujo processo licitatório está em andamento; e com a introdução de novos produtos como celulose e pellets, da empresa Suzano Papel e Celulose. A descarga de carvão para a MPX e de cobre e níquel para a Vale também influenciarão nesses números.