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16 de março de 2015
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Matéria de Capa - Construção Imobiliária

Crescendo mais devagar, mas crescendo

Em ano difícil o setor da construção civil contabiliza 11.574 obras no Brasil, um crescimento de 11,8% sobre 2013

Pivô da crise norte-americana que eclodiu no fim de 2008, causando uma forte  recessão mundial, a indústria da construção civil foi um dos setores da economia que demonstrou maior sensibilidade, no Brasil, diante da crise econômica que se alastrou, em parte como consequência da redução do crédito privado. Os reflexos sobre a cadeia da construção só não foram piores graças a uma série de medidas de estímulo adotadas pelo governo, tais como a desoneração tributária de alguns materiais de construção, a expansão do crédito para habitação, notadamente para o Programa Minha Casa, Minha Vida, e o aumento de recursos para investimentos em infraestrutura, dentro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Ainda assim, o que assistimos foi uma redução do ritmo de crescimento do setor, na contra-mão de uma forte tendência de crescimento que se verificava no País, antes da crise mundial.

Em 2014, a construção civil e pesada no Brasil, entre aportes públicos e privados, nas áreas residencial, industrial e comercial contabilizaram 11.574 obras, 11,8% superior comparado a 2013. Em volume de investimentos, foram mais 487 bilhões de dólares em investimentos – 7% superior a 2013 e 20% a 2012. Os números são do ITC – Inteligência Empresarial, da Construção, que, pelo 12º ano consecutivo, elabora um detalhado estudo com a análise de desempenho do setor, publicando ainda, um ranking das 100 maiores empresas que atuam no mercado da construção civil no Brasil (ver tabelas nesta edição).

Apesar do número total de obras ser superior aos anos de 2012 e 2013, em 2014 o setor apresentou um cenário de baixo crescimento no setor privado. O principal responsável pelo crescimento em investimentos foram as obras de infraestrutura (viárias), que tiveram um aporte de US$ 206 bilhões de janeiro a dezembro, representando 72% do total de investimentos no segmento comercial.

Conforme esperado por empresários e analistas, o cenário do setor industrial teve uma queda em 28%, diferente do setor residencial que cresceu 14% e setor comercial que atingiu um crescimento elevado de 28% em investimentos.

Segundo as previsões apontadas pelo estudo do ITC, a estagnação da indústria da construção em 2015 deverá ser igual ou pior que o desempenho registrado em 2014, aguardando ainda as expectativas em relação às mudanças na economia e seu impacto na renda, no emprego e no crédito, bem como na política fiscal.