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05 de abril de 2012
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Especial Construção Imobiliária

Construção Imobiliária: nada abala o setor no Brasil

Nem as inseguranças causadas pela crise financeira internacional, nem os riscos de um apagão da mão de obra foram razões suficientes para abalar a confiança dos investidores do setor da construção civil no Brasil, que prossegue aquecido, com grande volume de lançamentos, gerando empregos e riquezas para o País. Analistas desse segmento de economia apostam na continuidade desta tendência, até mesmo com significativo crescimento até 2016, impulsionado pelos grande eventos desportivos internacionais e fortalecimento da economia, que colocam o Brasil na ordem do dia dos investidores internacionais.

Entre os segmentos industriais, comerciais e residenciais, o número de obras subiu 3,4% em 2011 em relação a 2010. Em termos de volume de investimentos, os números ultrapassam a faixa dos US$ 421 bilhões, sendo 29,8% superior ao aplicado no ano anterior. Os números são do ITC (Inteligência Empresarial da Construção), que há quase 35 anos acompanha a evolução do setor da construção, realizando pesquisas sobre novos empreendimentos nos segmentos Residencial, Comercial e Industrial em todo Brasil.

Esse processo de crescimento é alavancado principalmente pelo segmento Industrial. As construções que envolveram novas fábricas, pátios fabris, além de obras de infraestrutura (em áreas como energia e saneamento básico) receberam US$ 290,6 bilhões em investimentos em 2011. Mas a verdade é que todos os setores investiram pesado durante o período. Em número de obras, destacam-se as relacionadas ao Consumo (271 obras), Energia (428 obras) e Saneamento (418 obras). E em volume de investimentos os setores Agroindustrial, Energia, Ferrosos, Mecânica e Petróleo, representaram, respectivamente, participações de 14,3%, 19,7%, 21,8%, 15,2% e 19,5%.

Do total de obras Comerciais divulgadas em 2011, os Edifícios Comerciais representaram 37% e as obras de Rodovias 14,2%. Os investimentos no setor foram de US$ 86,2 bilhões e os principais destaques foram os Edifícios Corporativos, com 12,6% do total; os Shoppings, com 9,4%; os Hotéis e Resorts, com 16,7%; e as Rodovias, com 44,1% dos investimentos.

As obras Residenciais também cresceram e os investimentos saltaram 17% em 2011. O incentivo do governo federal e o apetite dos grandes players mostram um cenário positivo (ver detalhes nesta edição). Com investimentos na casa dos US$ 44,6 bilhões e área construída passando de 76,2 milhões de m2 em 2010,


Nem as inseguranças causadas pela crise financeira internacional, nem os riscos de um apagão da mão de obra foram razões suficientes para abalar a confiança dos investidores do setor da construção civil no Brasil, que prossegue aquecido, com grande volume de lançamentos, gerando empregos e riquezas para o País. Analistas desse segmento de economia apostam na continuidade desta tendência, até mesmo com significativo crescimento até 2016, impulsionado pelos grande eventos desportivos internacionais e fortalecimento da economia, que colocam o Brasil na ordem do dia dos investidores internacionais.

Entre os segmentos industriais, comerciais e residenciais, o número de obras subiu 3,4% em 2011 em relação a 2010. Em termos de volume de investimentos, os números ultrapassam a faixa dos US$ 421 bilhões, sendo 29,8% superior ao aplicado no ano anterior. Os números são do ITC (Inteligência Empresarial da Construção), que há quase 35 anos acompanha a evolução do setor da construção, realizando pesquisas sobre novos empreendimentos nos segmentos Residencial, Comercial e Industrial em todo Brasil.

Esse processo de crescimento é alavancado principalmente pelo segmento Industrial. As construções que envolveram novas fábricas, pátios fabris, além de obras de infraestrutura (em áreas como energia e saneamento básico) receberam US$ 290,6 bilhões em investimentos em 2011. Mas a verdade é que todos os setores investiram pesado durante o período. Em número de obras, destacam-se as relacionadas ao Consumo (271 obras), Energia (428 obras) e Saneamento (418 obras). E em volume de investimentos os setores Agroindustrial, Energia, Ferrosos, Mecânica e Petróleo, representaram, respectivamente, participações de 14,3%, 19,7%, 21,8%, 15,2% e 19,5%.

Do total de obras Comerciais divulgadas em 2011, os Edifícios Comerciais representaram 37% e as obras de Rodovias 14,2%. Os investimentos no setor foram de US$ 86,2 bilhões e os principais destaques foram os Edifícios Corporativos, com 12,6% do total; os Shoppings, com 9,4%; os Hotéis e Resorts, com 16,7%; e as Rodovias, com 44,1% dos investimentos.

As obras Residenciais também cresceram e os investimentos saltaram 17% em 2011. O incentivo do governo federal e o apetite dos grandes players mostram um cenário positivo (ver detalhes nesta edição). Com investimentos na casa dos US$ 44,6 bilhões e área construída passando de 76,2 milhões de m2 em 2010, para 88,7 milhões de m2 em 2011, a alta no segmento foi de 14%.

Em número de obras o crescimento foi de 8%, chegando a 6.500 novos empreendimentos, entre edifícios e condomínios de casas ante a 5.981 registrados em 2010.

Nas regiões do Brasil, o Sudeste se destacou com 6.590 obras (representando 57% do total), seguido do Norte e Nordeste com 2.153 obras (18,6%), o Sul com 1.960 (17%) e a região Centro-Oeste com 856 obras (7,4%), ainda segundo o ITC.

Do total de obras analisadas em 2011, cerca de 44% encontravam-se na Fase 1, representando os estágios iniciais de construção. As obras Industriais somaram 1.130, as Comerciais 1.635 e as Residenciais 2.313, sendo 804  Lançamentos e 2.908 obras em Projeto.

A Fase 2, quando as obras já estão em execução, representaram 31,4% do total de obras do período. As obras Industriais somaram 408, as Comerciais 727 e as Residenciais 2.492, sendo 1.037 no estágio de Acabamento.