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05 de abril de 2012
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Especial Construção Imobiliária

Brookfield mantém-se fiel à classe média

A Brookfield Incorporações ainda não divulgou seus resultados finais de 2011, mas a prévia operacional, divulgada em janeiro deste ano mostra que o volume de vendas no quarto trimestre de 2011 totalizou R$1,3 bilhão, representando um crescimento de 35,7%

Os lançamentos da companhia no quarto trimestre de 2011 atingiram R$ 1,8 bilhão, um volume 62,2% superior ao quarto trimestre do ano passado. No ano de 2011 as vendas contratadas totalizaram R$ 4,4 bilhões, com um crescimento equivalente a 21,1% em relação ao ano de 2010, excedendo o guidance referente a 2011 de R$ 3,8 bilhões a R$ 4,2 bilhões. Os lançamentos anuais totalizaram R$ 3,9 bilhões, com um crescimento de 31,8% superior ao ano anterior.

O foco da Brookfield mantém-se na classe média, para a qual destina 50% do seu portfólio, com unidades que variam de R$ 170 mil e R$ 500 mil. Na visão da empresa, esse nicho de mercado ainda mantém boas perspectivas de crescimento já que 80% do financiamento oriundo da poupança disponível obrigatoriamente é destinado a esse segmento.

O segmento Econômico representa entre 15% e 20% dos negócios da empresa. Os imóveis que atendem à classe média-alta e alta situam-se entre 10% e 15%, enquanto o segmento corporativo/comercial participa com cerca de 15% e 20% dos lançamentos da companhia.

As principais características dos imóveis que se destinam a público de renda média são que possuem dois ou três dormitórios, com varanda, e uma metragem em torno de 100 m2.

Cristiano Machado, CFO da companhia, destaca que os clientes buscam empreendimentos que atendam às necessidades de quem vive em grandes cidades, como itens de lazer e serviço. “A classe média é um público que gosta de receber visitas, mas não necessariamente dentro de casa, por isso, os projetos costumam oferecer opções como salão de festas, salão de jogos, espaço gourmet e churrasqueira, além dos itens tradicionais para uso exclusivo dos moradores, que incluem piscina e área fitness”, diz.

Segundo o executivo, não houve retração de vendas em 2011 e a expectativa para 2012 é positiva. “Nós estamos otimistas com as perspectivas para os próximos anos e esperamos crescer nossa operação. Apesar dos últimos indicadores mostrarem um crescimento menor do PIB, a demanda por novas moradias no Brasil, estimada em aproximadamente 1,5 milhão de unidades por ano, ainda é bem maior que a oferta”.

45 milhões de pessoas

A expectativa da empresa é reforçada também pelo crescimento do segmento de média renda, que tem crescido de maneira consistente, principalmente em consequência do aumento de renda. “Alguns estudos estimam que este segmento da popu


Os lançamentos da companhia no quarto trimestre de 2011 atingiram R$ 1,8 bilhão, um volume 62,2% superior ao quarto trimestre do ano passado. No ano de 2011 as vendas contratadas totalizaram R$ 4,4 bilhões, com um crescimento equivalente a 21,1% em relação ao ano de 2010, excedendo o guidance referente a 2011 de R$ 3,8 bilhões a R$ 4,2 bilhões. Os lançamentos anuais totalizaram R$ 3,9 bilhões, com um crescimento de 31,8% superior ao ano anterior.

O foco da Brookfield mantém-se na classe média, para a qual destina 50% do seu portfólio, com unidades que variam de R$ 170 mil e R$ 500 mil. Na visão da empresa, esse nicho de mercado ainda mantém boas perspectivas de crescimento já que 80% do financiamento oriundo da poupança disponível obrigatoriamente é destinado a esse segmento.

O segmento Econômico representa entre 15% e 20% dos negócios da empresa. Os imóveis que atendem à classe média-alta e alta situam-se entre 10% e 15%, enquanto o segmento corporativo/comercial participa com cerca de 15% e 20% dos lançamentos da companhia.

As principais características dos imóveis que se destinam a público de renda média são que possuem dois ou três dormitórios, com varanda, e uma metragem em torno de 100 m2.

Cristiano Machado, CFO da companhia, destaca que os clientes buscam empreendimentos que atendam às necessidades de quem vive em grandes cidades, como itens de lazer e serviço. “A classe média é um público que gosta de receber visitas, mas não necessariamente dentro de casa, por isso, os projetos costumam oferecer opções como salão de festas, salão de jogos, espaço gourmet e churrasqueira, além dos itens tradicionais para uso exclusivo dos moradores, que incluem piscina e área fitness”, diz.

Segundo o executivo, não houve retração de vendas em 2011 e a expectativa para 2012 é positiva. “Nós estamos otimistas com as perspectivas para os próximos anos e esperamos crescer nossa operação. Apesar dos últimos indicadores mostrarem um crescimento menor do PIB, a demanda por novas moradias no Brasil, estimada em aproximadamente 1,5 milhão de unidades por ano, ainda é bem maior que a oferta”.

45 milhões de pessoas

A expectativa da empresa é reforçada também pelo crescimento do segmento de média renda, que tem crescido de maneira consistente, principalmente em consequência do aumento de renda. “Alguns estudos estimam que este segmento da população irá chegar a mais de 45 milhões de pessoas entre 2007 e 2030. Dessa forma, esperamos sustentar taxas de crescimento saudáveis em 2012 e nos próximos anos”, calcula Machado.

A demanda por imóveis no Brasil ainda é bem maior que a oferta, enfatiza o executivo. Por isso, o mercado residencial continuará aquecido ainda por muitos anos. Para o executivo da Broockfield, o mercado comercial, principalmente o de lajes corporativas, deve continuar superaquecido também em razão da alta procura. “Grandes empresas precisam de espaços maiores e empresas com sedes antigas estão procurando prédios mais modernos, que atendam as novas necessidades. Para se ter uma ideia, a taxa de vacância no Rio de Janeiro está abaixo de 4% e em São Paulo está abaixo de 3%, um índice muito reduzido”, destaca.

Expansão acelerada

A Brookfield Incorporações está presente em oito regiões metropolitanas e está entre os três principais players do mercado em cada uma delas. As praças são: São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Goiânia, Campinas, Curitiba, Campo Grande e Cuiabá. A empresa continuará trabalhando nessas localidades que combinam intensidade, em termos de volume, e alto potencial de crescimento. Essa combinação é fundamental para o equilíbrio entre risco/retorno das operações. Essa seletividade geográfica é, inclusive, um dos diferenciais competitivos da companhia, pois ao restringir as áreas de atuação, a empresa consegue conhecer mais profundamente as necessidades e demandas dos mercados, além de controlar melhor os custos através de um grande volume de operações e de relacionamento mais profundo com seus fornecedores.

Um case de sucesso em São Paulo foi o lançamento do Ca’d’Oro São Paulo, empreendimento mixed-use que será composto por uma torre residencial e outra de uso misto, com unidades comerciais e a nova edição do hotel. O projeto será desenvolvido no mesmo terreno onde o hotel Ca’d’Oro operou por quase seis décadas. Foi lançado em setembro e vendido em apenas um final de semana.  O hotel ficará no topo da torre comercial, que tem um total de 27 pavimentos. Do 1º ao 18º funcionarão as 387 salas comerciais de 26m2 a 38m2. E do 19º ao 27º funcionará o Ca’d’oro, com um total de 147 apartamentos.  Haverá piscina, academia panorâmica, sauna, SPA, lobby bar e o famoso restaurante, que trouxe para a cidade o sabor da refinada cozinha italiana. Aurélio Guzzoni, filho do criador do antigo hotel, atuará como sócio, sendo administrador das dependências do hotel. Já a torre residencial terá 31 andares e 374 unidades, com 11 opções de planta, que variam entre 40m2 a 79m2. O empreendimento oferecerá diversas opções de lazer como piscina na cobertura, mirante, enoteca, quadra de jogos, salão de jogos e de festas e área para ginástica.

No Rio de Janeiro, o destaque de 2011 foi o empreendimento comercial One World Offices, na Barra da Tijuca, que foi comercializado em menos de uma semana. O complexo empresarial compreenderá duas torres corporativas (Asia e Europe Tower), com acabamento de alto padrão e infraestutura inteligente de um edifício de qualidade internacional. O empreendimento está sendo construído em um terreno de 15.963 m². As torres corporativas terão 11 pavimentos, totalizando 314 unidades de salas cada, mais oito lojas no pavimento térreo de cada torre. As salas variam de 25m² a 51m² (ExecutivesUnits), e possibilidades de interligações de 50m² a 1260m² (Executive mix).  Há ainda opção de Sky Places, salas com terraços de 41m² a 106m², ao ar livre.

Na região Centro-Oeste, o edifício Astral, em Ceilândia (DF), teve 144 unidades vendidas em um final de semana. Possui unidades de 1 e 2 quartos, com metragens de 46m², 57m² e 59m², sendo equipado com churrasqueira, piscina infantil e adulto, praça de leitura e redário, salão de festas, salão de jogos, brinquedoteca, playground, pista de skate, campo gramado, fitness, sauna, space dog e petcare.

Na área corporativa, a Brookfield Incorporações está concluindo o Pátio Bandeiras, na Faria Lima, valorizada região empresarial de São Paulo. O empreendimento tem projeto de Botti Rubin Arquitetos Associados e conta com lajes corporativas de 1500 a 5000 m².

Ação social

Uma iniciativa que a empresa está adotando para estimular o consumo consciente dos recursos naturais é a implantação de barracão ecológico no Rio de Janeiro, na área do empreendimento Brookfield Place, na Barra da Tijuca. “Nossa maior motivação foi experimentar recursos alternativos que pudessem ser replicados em outros canteiros. Assim, podemos manter os parâmetros de sustentabilidade da empresa e gerar economia ”,  afirma o engenheiro e diretor de obras, Carlos Éden.

Além de espaço para bicicletário dos operários e a utilização de lâmpadas fluorescentes e compactas, o espaço tira partido de placas de energia solar para o aquecimento da água de alguns chuveiros do banheiro dos operários. No escritório, refeitório, almoxarifado, sanitários e vestiários,  as telhas utilizadas nas dependências são de fibra vegetal que não retêm o calor e telhas translúcidas, que iluminam naturalmente o ambiente.

Entre as iniciativas adotadas na concepção do barracão ecológico estão ainda o acionamento automático dos chuveiros e válvulas dos mictórios, para controle de fluxo de água, e ainda o reaproveitamento da água proveniente dos lavatórios, chuveiros e até mesmo da chuva, por meio de calhas de captação de água pluvial para uso nos vasos sanitários. “No total, estima-se uma economia de 20 % a 30 % do consumo de energia elétrica e água potável da área de vivência da obra”, afirma Éden. A expectativa é que o modelo se repita em outros barracões Brasil afora.

A iniciativa reflete o esforço da Brookfield para causar o mínimo de impacto possível. Nesse sentido, a empresa também desenvolve  projetos através do Instituto Brookfield - organização sem fins lucrativos mantida pela Brookfield. Em seu escopo de atuação estão iniciativas ligadas à conservação ambiental, inclusão social e o desenvolvimento sustentável nas regiões onde a empresa está presente.

Outros programas adotados pela empresa:

Programa Escola Amiga  da Terra - Esse programa foi desenvolvido pelo Instituto Brookfield para construir um trabalho aprofundado e participativo de Educação Ambiental com as escolas da rede pública. Já são cinco anos trabalhando na formação e construção de conhecimentos com comunidades escolares, em parceria com a Secretaria de Educação de Santana de Parnaíba SP.

Programa Estrela Dalva - O  Programa Estrela Dalva conta com o apoio da Brookfield Incorporações desde 2007. O objetivo do programa é proporcionar a crianças e adolescentes superdotados de comunidades carentes o acesso às melhores escolas públicas do Rio de Janeiro.

Avemare - Desde 2006, o Instituto Brookfield apoia a Cooperativa de Trabalho de Catadores de Materiais Recicláveis da Vila Esperança (Avemare) na expansão do programa de coleta seletiva do município de Santana de Parnaíba (SP). Hoje, o foco desta parceria é a capacitação do Grupo de Educação Ambiental (GEA) da cooperativa, que é responsável pelas campanhas de conscientização da população.