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Veículos elétricos ainda dependem de infraestrutura

Brasil Econômico

26/10/2010 11h28 | Atualizada em 26/10/2010 17h31


Entre os desafios enfrentados pela indústria automobilística para emplacar os veículos elétricos no país está a infraestrutura energética.

Para Juan Pablo De Vera, presidente da Reed Exhibitions Alcantara Machado — empresa responsável pela organização da 26ª edição do Salão do Automóvel — , o aumento da matriz energética e de redes de transmissão é um processo de resolução complexa, mas que a solução deve surgir com o empenho dos setores envolvidos.

"O Brasil tem matriz elétrica ampla e capacidade para se desenvolver mais, é questão de tempo", conclui.

Entretanto, o investimento em veículos elétricos pode não ser um bom negócio para o país. É o que pensa Adriano Pires, mestre em planejamento energético e diretor-f

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Entre os desafios enfrentados pela indústria automobilística para emplacar os veículos elétricos no país está a infraestrutura energética.

Para Juan Pablo De Vera, presidente da Reed Exhibitions Alcantara Machado — empresa responsável pela organização da 26ª edição do Salão do Automóvel — , o aumento da matriz energética e de redes de transmissão é um processo de resolução complexa, mas que a solução deve surgir com o empenho dos setores envolvidos.

"O Brasil tem matriz elétrica ampla e capacidade para se desenvolver mais, é questão de tempo", conclui.

Entretanto, o investimento em veículos elétricos pode não ser um bom negócio para o país. É o que pensa Adriano Pires, mestre em planejamento energético e diretor-fundador do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE).

Ele explica que o consumo per capita de energia em 2019, sem os veículos elétricos, deve ser 63 vezes maior que o verificado atualmente e que a adição desse tipo de carro no consumo seria um problema para a matriz energética e distribuição elétrica do país.

"O Brasil é um país privilegiado no que se refere a biodiesel e etanol. Com o pré-sal teremos mais gasolina e gás disponível, por isso o Brasil não deveria se preocupar em adotar o carro elétrico", explica Pires, que acredita o país deva apenas investir em tecnologia para exportação e focar nos veículos híbridos.

Veículos híbridos, como o Ford Fusion, seriam mais adequados para o mercado brasileiro, de acordo com especialista em infraestrutura.

 

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