Sustentabilidade
O Globo
10/08/2011 10h45 | Atualizada em 10/08/2011 17h18
Foi lançado ontem, em São Paulo, um livro que cria alicerces mais fortes para o debate sobre a construção sustentável no Brasil. Ele defende, por exemplo, que não é possível falar seriamente sobre o tema quando 80% do setor ainda vivem na informalidade. Empresas informais sonegam impostos, desrespeitam as leis trabalhistas e ignoram a legislação ambiental. Os autores de “O Desafio da Sustentabilidade na Construção Civil”, são os especialistas Vahan Agopyan e Vanderley M. John, que estão há muitos anos na estrada e são professores da Escola Politécnica da USP.
Um ranking feito pela certificadora americana Leed (Liderança em Energia e Design Ambiental) classificou o Brasil, em 2010, como o quinto país do mundo em construções susten
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Foi lançado ontem, em São Paulo, um livro que cria alicerces mais fortes para o debate sobre a construção sustentável no Brasil. Ele defende, por exemplo, que não é possível falar seriamente sobre o tema quando 80% do setor ainda vivem na informalidade. Empresas informais sonegam impostos, desrespeitam as leis trabalhistas e ignoram a legislação ambiental. Os autores de “O Desafio da Sustentabilidade na Construção Civil”, são os especialistas Vahan Agopyan e Vanderley M. John, que estão há muitos anos na estrada e são professores da Escola Politécnica da USP.
Um ranking feito pela certificadora americana Leed (Liderança em Energia e Design Ambiental) classificou o Brasil, em 2010, como o quinto país do mundo em construções sustentáveis. O professor Vanderley diz que não tem nada contra esse tipo de certificação, mas que elas acabam servindo mais como peças de marketing: “Não são 5, 50 ou 500 prédios certificados que vão tornar a construção brasileira sustentável”.
Vanderley argumenta que é preciso fazer um diagnóstico consistente do setor, baseado em fatos e números e não em opiniões. O livro desmente um número internacionalmente aceito. O de que o uso de edifícios seria responsável por 30% das emissões de CO2. Usando dados do inventário nacional de emissões, eles concluem que o percentual é de apenas 2,8%, por conta da nossa matriz energética limpa.
Mas trabalhar com dados consistentes é apenas uma parte do desafio. São necessárias políticas sérias e metas transparentes para cada um dos atores dessa cadeia produtiva. Começa com as construtoras que precisam ter trabalhadores formalmente contratados. Passa por fornecedores de materiais como areia, brita e cerâmica que, muitas vezes, não são capazes de comprovar a origem dos seus produtos. E termina com prefeituras de cidades pequenas, médias e grandes que têm códigos de obras obsoletos.
Faça sua parte
O Conselho Brasileiro da Cosntrução Sustentável criou um sistema que ajuda os projetistas e usuários a descobrir se a empresa que fornece material para sua obra é sustentável. Eles é chamado de "Seis Passos" e avalia, em primeiro lugar, se a empresa está formalizada, o que pode ser verificado pelo CNPJ. Depois confirma se respeitam as licenças ambientais, as questões sociais, a qualidade e normas técnicas do produto, se o forncedor tem responsablidade socioambiental e, finalmente, se faz propganda enganosa. Vale conferir as dicas em www.cbcs.org.br
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