Sustentabilidade
AE
02/03/2011 13h08
São Paulo - O governo de São Paulo quer aumentar de 12 para 15 o número de equipamentos que bombeiam água dos Rios Tietê e Pinheiros para a Represa Billings. Hoje os existentes nas Usinas Elevatórias de Traição e Pedreira jogam 675 metros cúbicos por segundo. O plano é aumentar em 200 metros cúbicos por segundo. Mas essa alternativa da administração estadual para minimizar enchentes na capital já desperta polêmica: além de ineficaz, especialistas dizem que ela pode aumentar o volume de sujeira no manancial que abastece quase 30% da região metropolitana de São Paulo.
O bombeamento de águas do Pinheiros para a Billings foi proibido em 5 de outubro de 1992. O despejo pode ocorrer apenas em situações de emergência: para evitar enchen
...

São Paulo - O governo de São Paulo quer aumentar de 12 para 15 o número de equipamentos que bombeiam água dos Rios Tietê e Pinheiros para a Represa Billings. Hoje os existentes nas Usinas Elevatórias de Traição e Pedreira jogam 675 metros cúbicos por segundo. O plano é aumentar em 200 metros cúbicos por segundo. Mas essa alternativa da administração estadual para minimizar enchentes na capital já desperta polêmica: além de ineficaz, especialistas dizem que ela pode aumentar o volume de sujeira no manancial que abastece quase 30% da região metropolitana de São Paulo.
O bombeamento de águas do Pinheiros para a Billings foi proibido em 5 de outubro de 1992. O despejo pode ocorrer apenas em situações de emergência: para evitar enchentes na capital ou falta de água nas indústrias da Baixada Santista. Fora disso, a prioridade é não poluir as águas, utilizadas para abastecimento.
“É proibido pela Constituição paulista bombear o Pinheiros para a Billings. Agora, na enchente, eu não vejo problema”, disse ontem o governador Geraldo Alckmin (PSDB). “No caso do Pinheiros estamos estudando aumentar ainda mais o bombeamento. À medida que você bombear com mais eficiência para a Billings, fizer a reversão do Pinheiros, você ajuda o Tietê a passar mais depressa.”
A Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae), responsável pelo bombeamento, informou que a instalação de três novas bombas aumentará a disponibilidade e a confiabilidade do sistema, que deve estar apto a atuar em momentos de chuva intensa, com risco de enchentes. Mas não aumentará o volume de água bombeada, “que continuará sendo análogo aos volumes provocados pelas cheias atuais”. A justificativa para ampliar a quantidade de equipamentos é bombear em um tempo menor, drenando rapidamente regiões de várzea dos Rios Pinheiros e Tietê, para evitar transbordamento.
A previsão para compra das três bombas, fabricação, obras civis e instalação é dezembro de 2013. O custo será de R$ 190 milhões, segundo a Emae. Alckmin aposta que os investimentos em coleta a tratamento de esgoto na terceira etapa do Projeto Tietê também vão melhorar a qualidade da água dos rios, minimizando impactos ambientais do bombeamento na Billings. “Vai melhorar muito o Pinheiros, que pode ficar até no mesmo nível ou melhor que a Billings.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
08 de julho 2020
25 de junho 2020
Av. Francisco Matarazzo, 404 Cj. 701/703 Água Branca - CEP 05001-000 São Paulo/SP
Telefone (11) 3662-4159
© Sobratema. A reprodução do conteúdo total ou parcial é autorizada, desde que citada a fonte. Política de privacidade