Sustentabilidade
Valor
17/11/2011 15h04 | Atualizada em 17/11/2011 17h19
O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) afirmou que a Chevron será autuada assim que o vazamento no campo de Frade, na bacia de Campos, for estancado.
“O valor da multa é proporcional ao dano ambiental causado. E esse dano somente poderá ser mensurado ao final dos trabalhos”, diz a nota divulgada pelo Ibama e assinada pelo presidente do órgão ambiental, Curt Trennepohl.
Essa foi a primeira manifestação oficial do Ibama desde o início do vazamento, que já ocorre há uma semana por uma fratura no solo oceânico, em local próximo a um poço de avaliação que estava sendo perfurado pela companhia.
“Assim que recebeu a comunicação da Chevron sobre o vazamento de óleo no campo de Frade
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O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) afirmou que a Chevron será autuada assim que o vazamento no campo de Frade, na bacia de Campos, for estancado.
“O valor da multa é proporcional ao dano ambiental causado. E esse dano somente poderá ser mensurado ao final dos trabalhos”, diz a nota divulgada pelo Ibama e assinada pelo presidente do órgão ambiental, Curt Trennepohl.
Essa foi a primeira manifestação oficial do Ibama desde o início do vazamento, que já ocorre há uma semana por uma fratura no solo oceânico, em local próximo a um poço de avaliação que estava sendo perfurado pela companhia.
“Assim que recebeu a comunicação da Chevron sobre o vazamento de óleo no campo de Frade, na bacia de Campos, o Ibama mobilizou suas equipes de Coordenação Geral de Petróleo e Gás e da Coordenação de Emergências ambientais para acompanhar as medidas adotadas pela empresa”, continua a nota do Ibama.
O órgão ambiental lembrou que, no processo de licenciamento de atividade de exploração de petróleo é exigido um Plano de Emergência Individual (PEI) com todas as medidas necessárias na hipótese de um acidente.
“A empresa responsável pela perfuração em nenhum momento sonegou informações aos órgãos ambientais e implementou o PEI exatamente com previsto no licenciamento”, frisa o Ibama, acrescentando que especialistas do órgão estiveram na região do acidente e acompanham a evolução do caso da sala de situação coordenada pela Marinha do Brasil, que conta também com a participação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Sem gravidade
Nesta quinta-feira (18), o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse que o vazamento de óleo provocado pela empresa Chevron “não tem a gravidade que se anuncia.”
De acordo com o ministro, a Petrobras e outras empresas estão ajudando na operação para estancar o vazamento. Ele ainda minimizou o impacto do acidente alegando que o óleo não está seguindo na direção de nenhuma praia.
“O vazamento não se deu na direção da praia e sim em sentido contrário, portanto não perturba ninguém. Além disso o óleo está sendo recolhido”, disse ele.
Na quarta-feira (16), a delegacia de Meio Ambiente e Patrimônio Histórico da Polícia Federal no Rio de Janeiro anunciou a abertura de um inquérito para investigar o vazamento.
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