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Ainda sem texto final , Código Florestal pode ser votado terça-feira

AE

06/05/2011 11h26 | Atualizada em 06/05/2011 14h51


O agendamento da votação do novo Código Florestal para a próxima terça-feira, 10, mesmo sem o texto final fechado, acirrou os ânimos da oposição e de deputados governistas incomodados com condução do processo pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), relator do texto. Após dias de intensas negociações, o presidente da Câmara, Marco Maia, anunciou anteontem à noite o adiamento da votação do Código Florestal e garantiu que a proposta começa a ser votada independentemente de consenso.

Maia afirmou que o prazo de uma semana vai servir para que os parlamentares possam se inteirar do texto que será votado em Plenário. "Há um entendimento que nós temos de caminhar para um acordo que possibilite a votação sem que lá na frente se tenha vetos.

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O agendamento da votação do novo Código Florestal para a próxima terça-feira, 10, mesmo sem o texto final fechado, acirrou os ânimos da oposição e de deputados governistas incomodados com condução do processo pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), relator do texto. Após dias de intensas negociações, o presidente da Câmara, Marco Maia, anunciou anteontem à noite o adiamento da votação do Código Florestal e garantiu que a proposta começa a ser votada independentemente de consenso.

Maia afirmou que o prazo de uma semana vai servir para que os parlamentares possam se inteirar do texto que será votado em Plenário. "Há um entendimento que nós temos de caminhar para um acordo que possibilite a votação sem que lá na frente se tenha vetos."

Na opinião de Maia, é importante também o avanço na proteção do meio ambiente junto com a garantia da produção dos agricultores.

Durante as negociações, os ministros do Meio Ambiente, Izabella Teixeira; da Agricultura, Wagner Rossi; e das Relações Institucionais, Luiz Sérgio, foram convocados para tentar fechar um acordo que não houve. "O adiamento é o último esforço para a conclusão de um grande pacto sobre o novo código", afirmou Luiz Sérgio.

O ministro assinalou que o código florestal é um tema que envolve parcela significativa da população brasileira e sua negociação não pode promover "vencedor nem vencido".

Luiz Sérgio anunciou para a próxima terça-feira pela manhã uma reunião de todos os líderes da base com os ministros envolvidos no tema Código Florestal em busca de um texto de consenso em torno dos pontos divergentes.

O líder do governo, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), admitiu que a maioria dos partidos da base apoia o relatório de Aldo, enquanto que o governo cobra mudanças no trecho relativo às áreas consolidadas (já plantadas) e à recomposição da reserva legal. "A maioria da base está com o relatório", declarou Vaccarezza após a reunião que decidiu pelo adiamento. "Há 98% de acordo com o relator, não adianta polarizar em um texto que está quase consensual", declarou. As divergências entre governo e relator não diminuíram ao longo do dia. Quanto à recomposição da reserva legal, o governo exige que a isenção seja somente para as propriedades de agricultura familiar, prevalecendo a situação de 2008. Para o governo, as demais propriedades, independentemente do seu tamanho, não devem ser dispensadas de cumprir essa exigência.

 

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