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25 de junho de 2018
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Construção Naval

Santo de casa faz milagre

Estaleiro situado no Pontal do Paraná acelera as obras de montagem de nova plataforma de petróleo

Prosseguem de vento em popa as obras da plataforma FPSO P-76, que será utilizada pela Petrobrás no campo de Búzios III, na área da Cessão Onerosa do pré-sal da Bacia de Santos. Mais do que uma obra de construção de plataforma de petróleo como tantas já realizadas no país, esta, em especial, tem um significado emblemático. Ela marca a retomada da indústria naval no Brasil, que atravessou um período crítico de ausência de contratos, fruto dos graves problemas enfrentados pela Petrobras. Além disso, a execução das obras pela Techint evidencia a capacidade da indústria nacional em cumprir contatos de construção de plataformas, com um alto índice de conteúdo local, dentro dos mais elevados padrões internacionais de qualidade, precisão e eficiência.

Neste momento, o navio-plataforma está na fase de integração, no Estaleiro do Pontal do Paraná, da Techint. Quando concluído, ele terá capacidade para produzir até 150 mil barris de petróleo e comprimir 7 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia. O início do trabalho de conversão da embarcação em unidade de extração e processamento de óleo e gás começou no Estaleiro Inhaúma, pelo Estaleiro Enseada, no Rio de Janeiro, onde foi feita a conversão parcial de seu casco. Para esta obra, a Techint emprega 3,7 mil pessoas e empregará 4 mil até o final deste ano.

O projeto foi desenvolvido integralmente no estaleiro do Pontal do Paraná. Dos 20 módulos que existem na Plataforma, 15 foram realizados no Brasil Brasil pela própria Techint E&C, em projeto competitivo e com 71% de conteúdo local de qualidade. Cinco foram subcontratados no exterior – eram os módulos mais simples. A estratégia foi executar no Brasil os módulos mais sofisticados, mais complexos, que agregavam mais valor, e com isso ter um controle maior dos prazos de execução  e total eficiência do processo de construção dos módulos.

Luiz Guilherme de Sá, diretor Comercial da Techint, descreve o processo de montagem da plataforma: “Depois de construídos os módulos, é iniciada a etapa de içamento de todos eles através de um guindaste de grande porte. Durante 45 dias fizemos esta campanha, realizando 43 içamentos. Concluída esta fase, começamos a etapa de integração, que é exatamente pegar esses módulos em cima do navio  e interliga-los, passando todo o cabeamento e efetivamente preparando a unidade para começar a operar. Estamos executando este


Prosseguem de vento em popa as obras da plataforma FPSO P-76, que será utilizada pela Petrobrás no campo de Búzios III, na área da Cessão Onerosa do pré-sal da Bacia de Santos. Mais do que uma obra de construção de plataforma de petróleo como tantas já realizadas no país, esta, em especial, tem um significado emblemático. Ela marca a retomada da indústria naval no Brasil, que atravessou um período crítico de ausência de contratos, fruto dos graves problemas enfrentados pela Petrobras. Além disso, a execução das obras pela Techint evidencia a capacidade da indústria nacional em cumprir contatos de construção de plataformas, com um alto índice de conteúdo local, dentro dos mais elevados padrões internacionais de qualidade, precisão e eficiência.

Neste momento, o navio-plataforma está na fase de integração, no Estaleiro do Pontal do Paraná, da Techint. Quando concluído, ele terá capacidade para produzir até 150 mil barris de petróleo e comprimir 7 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia. O início do trabalho de conversão da embarcação em unidade de extração e processamento de óleo e gás começou no Estaleiro Inhaúma, pelo Estaleiro Enseada, no Rio de Janeiro, onde foi feita a conversão parcial de seu casco. Para esta obra, a Techint emprega 3,7 mil pessoas e empregará 4 mil até o final deste ano.

O projeto foi desenvolvido integralmente no estaleiro do Pontal do Paraná. Dos 20 módulos que existem na Plataforma, 15 foram realizados no Brasil Brasil pela própria Techint E&C, em projeto competitivo e com 71% de conteúdo local de qualidade. Cinco foram subcontratados no exterior – eram os módulos mais simples. A estratégia foi executar no Brasil os módulos mais sofisticados, mais complexos, que agregavam mais valor, e com isso ter um controle maior dos prazos de execução  e total eficiência do processo de construção dos módulos.

Luiz Guilherme de Sá, diretor Comercial da Techint, descreve o processo de montagem da plataforma: “Depois de construídos os módulos, é iniciada a etapa de içamento de todos eles através de um guindaste de grande porte. Durante 45 dias fizemos esta campanha, realizando 43 içamentos. Concluída esta fase, começamos a etapa de integração, que é exatamente pegar esses módulos em cima do navio  e interliga-los, passando todo o cabeamento e efetivamente preparando a unidade para começar a operar. Estamos executando este trabalho no momento. E, além disso, estamos executando também um escopo que inclui a conclusão da conversão do navio.”

A previsão é de que o projeto esteja concluído até o final de 2018.

A unidade da Techint no Pontal do Paraná é uma das raras unidades offshore no país com estrutura plenamente apta a atender demandas de construção de plataformas flutuantes. A empresa gera lá atualmente mais de 4.500 empregos de qualidade, com 70% de mão de obra da região, e tornou-se referência em conteúdo local de qualidade.

“Queremos mostrar ao mercado que é possível desenvolver no Brasil projetos de conteúdo local com tecnologia de qualidade e prazos eficientes. Temos orgulho da nossa capacidade de execução de grandes projetos, que são capazes de contribuir para o desenvolvimento da indústria no país, e nos sentimos honrados em fazer parte dessa iniciativa”, ressalta o presidente da Techint E&C, Ricardo Ourique.

A Techint Engenharia faz parte do grupo industrial italiano Techint, tem forte atuação nos países da América Latina e realiza projetos na Europa, África e Oriente Médio. O Estaleiro do Pontal do Paraná recebeu investimentos da ordem de R$ 300 milhões, além de um investimento grande para capacitação de mão de obra, para se tornar apto às demandas do setor de petróleo e gás.

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