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03 de setembro de 2012
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Construção Naval

Plataforma P-59 é batizada na Bahia

A Petrobras batizou, no dia 13 de julho, sua mais nova embarcação, a plataforma de perfuração autoelevatórias P-59.

Essa foi a primeira unidade montada no estaleiro de São Roque do Paraguaçu, em Maragogipe (BA). Reativado após anos de abandono, pelo consórcio Rio Paraguaçu, constituído pelas construtoras Norberto Odebrecht, Queiroz Galvão e UTC, o estaleiro foi inteiramente modernizado, com investimentos da ordem de R$ 2 bilhões, segundo o governo do estado da Bahia.

No local, em uma área de 400 mil m2, já existiam galpões industriais e calado de cerca de 10 metros suficientes para a atracação de embarcações de grande porte. Mas as instalações eram precárias e obsoletas, exigindo novas linhas de painéis para fabricação de blocos, bem como equipamentos como pórticos e pontes rolantes, um guindaste de 700 toneladas e adaptações na carreira de embarque. O consórcio adquiriu, ainda, máquinas de corte a plasma e programa de modelagem 3D para as máquinas de corte. A alta tecnologia deu eficácia e agilidade aos processos. As adaptações levaram oito meses. Os investimentos no estaleiro serão ressarcidos, ao final do contrato, pela Petrobras, dona do estaleiro São Roque do Paraguaçu.

A P-59 e outra unidade idêntica, a P-60, foram objetos de um contrato em regime de EPC, orçado em cerca de US$ 700 milhões, assinado setembro de 2008. Ambas do modelo Super 116-E, para perfuração offshore, em lâminas d’água rasa, de até 110 metros. Com cascos flutuantes, pesando 11 mil t, as plataformas são dotadas de pernas retráteis, que podem ser abaixadas ao leito do mar para elevar a estrutura do casco acima do nível da água. A P-60 deve ser concluída até agosto.

Depois de fixada, a unidade permanece acima do nível da água, deixando o casco e os equipamentos de perfuração longe da movimentação das ondas do mar. Os equipamentos de perfuração da P-59 serão montados no convés de perfuração, numa estrutura móvel retrátil que pode ser estendida para fora da plataforma. Isso permite o movimento da torre de perfuração tanto no sentido longitudinal como no transversal. Permite, também, a perfuração de um conjunto de poços sem que seja necessário realocar a plataforma.

Inicialmente, a P-59 será alocada no poço exploratório Peroá Profundo, localizado no campo de Peroá, na costa do Espírito Santo.

A unidade tem capacidade de perfurar poços de até 9.144 metros de comprimento, em condições de alta pressão e temperatura, e foi projetada para atender aos cronogramas operacionais de exploração e produção da


Essa foi a primeira unidade montada no estaleiro de São Roque do Paraguaçu, em Maragogipe (BA). Reativado após anos de abandono, pelo consórcio Rio Paraguaçu, constituído pelas construtoras Norberto Odebrecht, Queiroz Galvão e UTC, o estaleiro foi inteiramente modernizado, com investimentos da ordem de R$ 2 bilhões, segundo o governo do estado da Bahia.

No local, em uma área de 400 mil m2, já existiam galpões industriais e calado de cerca de 10 metros suficientes para a atracação de embarcações de grande porte. Mas as instalações eram precárias e obsoletas, exigindo novas linhas de painéis para fabricação de blocos, bem como equipamentos como pórticos e pontes rolantes, um guindaste de 700 toneladas e adaptações na carreira de embarque. O consórcio adquiriu, ainda, máquinas de corte a plasma e programa de modelagem 3D para as máquinas de corte. A alta tecnologia deu eficácia e agilidade aos processos. As adaptações levaram oito meses. Os investimentos no estaleiro serão ressarcidos, ao final do contrato, pela Petrobras, dona do estaleiro São Roque do Paraguaçu.

A P-59 e outra unidade idêntica, a P-60, foram objetos de um contrato em regime de EPC, orçado em cerca de US$ 700 milhões, assinado setembro de 2008. Ambas do modelo Super 116-E, para perfuração offshore, em lâminas d’água rasa, de até 110 metros. Com cascos flutuantes, pesando 11 mil t, as plataformas são dotadas de pernas retráteis, que podem ser abaixadas ao leito do mar para elevar a estrutura do casco acima do nível da água. A P-60 deve ser concluída até agosto.

Depois de fixada, a unidade permanece acima do nível da água, deixando o casco e os equipamentos de perfuração longe da movimentação das ondas do mar. Os equipamentos de perfuração da P-59 serão montados no convés de perfuração, numa estrutura móvel retrátil que pode ser estendida para fora da plataforma. Isso permite o movimento da torre de perfuração tanto no sentido longitudinal como no transversal. Permite, também, a perfuração de um conjunto de poços sem que seja necessário realocar a plataforma.

Inicialmente, a P-59 será alocada no poço exploratório Peroá Profundo, localizado no campo de Peroá, na costa do Espírito Santo.

A unidade tem capacidade de perfurar poços de até 9.144 metros de comprimento, em condições de alta pressão e temperatura, e foi projetada para atender aos cronogramas operacionais de exploração e produção da Petrobras nos próximos anos e dar suporte à eventual estratégia de incorporação de novos blocos exploratórios em águas rasas, dependente ainda de leilões da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP).

Durante a construção, foram gerados cerca 2.100 empregos diretos, no período de pico, dos quais 50% vindos do Recôncavo Baiano, 25% de São Roque, 15% de outros locais da Bahia e 10% de outros estados.

A conclusão da P-59 é um importante marco para indústria naval brasileira e representa a retomada da produção nacional desse tipo de plataforma, já que há quase 30 anos não eram construídas, no País, unidades autoelevatórias similares.

 

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