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28 de outubro de 2013
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Concreto Hoje

É para cima que se olha

Fabricantes apresentam ao mercado brasileiro bombas para concreto com alcances cada vez maiores; mas ainda não é nada que se compare às megamáquinas usadas em projetos internacionais

Em 2008, a Putzmeister bombeou concreto a 606 m de altura, durante as obras do Burj Dubai. No ano passado, uma máquina da Schwing-Stetter levou concreto bombeado a 422 m de altura, na construção do novo World Trade Center, nos Estados Unidos. Já a Zoomlion ganhou até título no livro dos recordes (Guines Book), em 2011, ao fabricar uma bomba-lança com mastro de 80 m de comprimento.

Calma! Esta coluna de Concreto Hoje não é uma lista de competição entre os fabricantes. Ela somente ilustrou – en passant – alguns megaprojetos aplicados mundo afora para comparar como anda o Brasil quando o assunto é bombeamento de concreto a grandes alturas.

E anda bem, mas ainda precisa subir alguns degraus. Em julho, a Putzmeister fez a primeira venda de uma bomba-lança com mastro de 63 m de comprimento para o País. Trata-se da maior máquina do gênero em operação na América Latina, segundo a empresa. Ela representa a tendência de bombas maiores para os próximos anos. Scwhing-Stetter e Zoomlion validam a perspectiva, demonstrando que também oferecem modelos com capacidade de bombeamento a altura semelhante para o mercado nacional.

A Rental Mix foi a compradora da bomba-lança de 63 m da Putzmeister. A empresa possuía em sua frota equipamentos de 36 a 52 m de capacidade de bombeamento, antes da nova aquisição. Ela deve empregar a máquina maior em obras de infraestrutura a partir de setembro deste ano. “Essa máquina também é capaz de trabalhar com eficiência em obras de construção simultânea de torres habitacionais, com até quatro jogos de forma”, diz Gabriel Carramenha, diretor da Rental Mix, ao contextualizar a gama de aplicabilidade do equipamento.

Enquanto a utilização dessa máquina, que é montada sobre chassi 10x4 e com dois eixos direcionáveis, dianteiros e um traseiro, está começando no Brasil, a Putzmeister cita como caso de sucesso a recuperação da Bay Bridge, ponte que liga São Francisco a Oakland, nos Estados Unidos. Lá, a 63Z foi aplicada em 2001. “A lança utilizada nesse equipamento abre em formato de ‘Z’, o que explica a vasta gama de aplicação possível para ela”, diz Rodrigo Satiro, gerente comercial da Putzmeister no Brasil.

A Zoomlion, que rompeu com a Brasil Máquinas (BMC) em janeiro deste ano e desde então atua com estrutura própria no mercado nacional, devendo iniciar, inclusive, uma fábrica local ainda neste ano, mostra que o fornecimento de bombas-lança


Em 2008, a Putzmeister bombeou concreto a 606 m de altura, durante as obras do Burj Dubai. No ano passado, uma máquina da Schwing-Stetter levou concreto bombeado a 422 m de altura, na construção do novo World Trade Center, nos Estados Unidos. Já a Zoomlion ganhou até título no livro dos recordes (Guines Book), em 2011, ao fabricar uma bomba-lança com mastro de 80 m de comprimento.

Calma! Esta coluna de Concreto Hoje não é uma lista de competição entre os fabricantes. Ela somente ilustrou – en passant – alguns megaprojetos aplicados mundo afora para comparar como anda o Brasil quando o assunto é bombeamento de concreto a grandes alturas.

E anda bem, mas ainda precisa subir alguns degraus. Em julho, a Putzmeister fez a primeira venda de uma bomba-lança com mastro de 63 m de comprimento para o País. Trata-se da maior máquina do gênero em operação na América Latina, segundo a empresa. Ela representa a tendência de bombas maiores para os próximos anos. Scwhing-Stetter e Zoomlion validam a perspectiva, demonstrando que também oferecem modelos com capacidade de bombeamento a altura semelhante para o mercado nacional.

A Rental Mix foi a compradora da bomba-lança de 63 m da Putzmeister. A empresa possuía em sua frota equipamentos de 36 a 52 m de capacidade de bombeamento, antes da nova aquisição. Ela deve empregar a máquina maior em obras de infraestrutura a partir de setembro deste ano. “Essa máquina também é capaz de trabalhar com eficiência em obras de construção simultânea de torres habitacionais, com até quatro jogos de forma”, diz Gabriel Carramenha, diretor da Rental Mix, ao contextualizar a gama de aplicabilidade do equipamento.

Enquanto a utilização dessa máquina, que é montada sobre chassi 10x4 e com dois eixos direcionáveis, dianteiros e um traseiro, está começando no Brasil, a Putzmeister cita como caso de sucesso a recuperação da Bay Bridge, ponte que liga São Francisco a Oakland, nos Estados Unidos. Lá, a 63Z foi aplicada em 2001. “A lança utilizada nesse equipamento abre em formato de ‘Z’, o que explica a vasta gama de aplicação possível para ela”, diz Rodrigo Satiro, gerente comercial da Putzmeister no Brasil.

A Zoomlion, que rompeu com a Brasil Máquinas (BMC) em janeiro deste ano e desde então atua com estrutura própria no mercado nacional, devendo iniciar, inclusive, uma fábrica local ainda neste ano, mostra que o fornecimento de bombas-lança com maior altura de bombeamento é mesmo uma tendência para o Brasil. “Prova disso é que já vendemos uma bomba-lança de 63 m de altura para um empreiteiro brasileiro cujo nome não pode ser revelado, até que a máquina esteja operante, algo que deve acontecer até o fim do ano”, revela Marcelo Antonelli, CEO da multinacional chinesa no Brasil. Segundo ele, o equipamento em questão possui seis secções de braços, com abertura em formato de ‘R’ ou de ‘Z’, a critério do adquirente.

Passível de revelação, todavia, é a bomba-lança de 56 m da Zoomlion em operação pela Alusa na construção de barragens há cerca de um ano. Nesse caso, a máquina conta com patolamento automático. Sistema semelhante a esse também está presente em equipamentos da Putzmeister e da Schwing-Stetter, permitindo abrir somente as patolas necessárias para apoio em condição de trabalho da máquina.

A Schwing-Stetter, por fim, também valida a máxima de que é para cima que se olha quando o assunto é bombeamento de concreto. A empresa já conta com duas unidades da sua bomba-lança com capacidade de 58 m de altura em operação no Brasil. Essas máquinas foram comercializadas em menos de um ano, de acordo com Luiz Polachini, gerente comercial da Schwing Stetter. “Também mostramos o quanto apostamos no potencial do mercado brasileiro, ao anunciar que as bombas-lança de 43 m estão sendo, consolidadamente, fabricadas no País”, diz ele.

Polachini pondera que isso não exime o crescimento do concreto bombeado em obras menores. “Pelo contrário. É por isso também que apostamos nas máquinas mais compactas ao lançarmos a nossa bomba-lança de 20 m, sem motor auxiliar, para o bombeamento de concreto”, diz. A tecnologia relatada pelo especialista nada mais é do que a eliminação de um segundo motor, que ficava acoplado ao chassi do caminhão portador da bomba-lança e era usado somente para o bombeamento de concreto. Agora, ainda de acordo com ele, o motor do caminhão faz essa função, reduzindo os índices de manutenção motriz e a emissão de poluentes para a atmosfera.

 

 

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