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31 de março de 2011
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Especial Nordeste / Logística

Avançam as obras do Píer de minério de ferro em Ponta da Madeira

A Construtora Norberto Odebrecht está executando as obras de implantação do Pier IV para embarque de minério de ferro no Terminal Marítimo da Ponta da Madeira, no Maranhão. As obras foram iniciadas em outubro de 2009 e devem ser concluídas em março de 2012.  O valor do contrato é de aproximadamente R$ 448,3 milhões, com recursos da Companhia Vale do Rio Doce (Vale), e o escopo prevê a elaboração de projetos executivos; construção de Píer com extensão de 1.700 m, plataforma de serviços com 2.000 m2 e de dois berços de atracação, com extensão de 300 m cada.

A construtora ficou ainda responsável pelo fornecimento de equipamentos e montagem eletromecânica dos sistemas de atracação e amarração de navios, bem como pela construção das obras civis das estruturas de apoio ao píer. Deverá fornecer ainda as bases dos transportadores de correia, casas de transferência e torre de amostragem para novas linhas de embarque; construir edificações destinadas à subestação elétrica, inspetoria e central de ar comprimido; executar enrocamento, terraplanagem, urbanização da área, construção de rede de dutos elétricos, remoção de interferências e sistema de drenagem de efluentes.

Os berços norte e sul, que integram sua estrutura, vão permitir a atracação de navios de grande porte devido à profundidade de aproximadamente 25 m. Também integram a estrutura dois carregadores de navio, berço para rebocadores, subestações elétricas, entre outros. O píer terá capacidade para receber até 53 navios por mês com até 400 mil toneladas de porte bruto (TPB). Com a obra, o Terminal Portuário de Ponta da Madeira terá a maior capacidade de embarque de carga do Brasil, em toneladas. Com a conclusão das obras, a Vale pretende transportar e embarcar 230 milhões de toneladas por ano (mtpa). Atualmente, a capacidade de embarque é de 130 mtpa.

Plataforma coreana agiliza as obras 
As obras de construção do Píer IV estão sendo executadas com o emprego de nova tecnologia utilizada em alto-mar. Trata-se da plataforma auto-elevatória Jack Up, equipamento de fabricação coreana que pretende agilizar a produção e garantir segurança durante o processo de cravação das estacas e montagem das peças pré-moldadas do píer.

No início de fevereiro deste ano, a Jack Up cravou sua primeira estaca de concreto armado moldada in loco, revestida de chapas de aço. A previsão é de que o equipament


A Construtora Norberto Odebrecht está executando as obras de implantação do Pier IV para embarque de minério de ferro no Terminal Marítimo da Ponta da Madeira, no Maranhão. As obras foram iniciadas em outubro de 2009 e devem ser concluídas em março de 2012.  O valor do contrato é de aproximadamente R$ 448,3 milhões, com recursos da Companhia Vale do Rio Doce (Vale), e o escopo prevê a elaboração de projetos executivos; construção de Píer com extensão de 1.700 m, plataforma de serviços com 2.000 m2 e de dois berços de atracação, com extensão de 300 m cada.

A construtora ficou ainda responsável pelo fornecimento de equipamentos e montagem eletromecânica dos sistemas de atracação e amarração de navios, bem como pela construção das obras civis das estruturas de apoio ao píer. Deverá fornecer ainda as bases dos transportadores de correia, casas de transferência e torre de amostragem para novas linhas de embarque; construir edificações destinadas à subestação elétrica, inspetoria e central de ar comprimido; executar enrocamento, terraplanagem, urbanização da área, construção de rede de dutos elétricos, remoção de interferências e sistema de drenagem de efluentes.

Os berços norte e sul, que integram sua estrutura, vão permitir a atracação de navios de grande porte devido à profundidade de aproximadamente 25 m. Também integram a estrutura dois carregadores de navio, berço para rebocadores, subestações elétricas, entre outros. O píer terá capacidade para receber até 53 navios por mês com até 400 mil toneladas de porte bruto (TPB). Com a obra, o Terminal Portuário de Ponta da Madeira terá a maior capacidade de embarque de carga do Brasil, em toneladas. Com a conclusão das obras, a Vale pretende transportar e embarcar 230 milhões de toneladas por ano (mtpa). Atualmente, a capacidade de embarque é de 130 mtpa.

Plataforma coreana agiliza as obras 
As obras de construção do Píer IV estão sendo executadas com o emprego de nova tecnologia utilizada em alto-mar. Trata-se da plataforma auto-elevatória Jack Up, equipamento de fabricação coreana que pretende agilizar a produção e garantir segurança durante o processo de cravação das estacas e montagem das peças pré-moldadas do píer.

No início de fevereiro deste ano, a Jack Up cravou sua primeira estaca de concreto armado moldada in loco, revestida de chapas de aço. A previsão é de que o equipamento permaneça na obra até março de 2012, quando será concluída a construção do berço sul, que será o primeiro dos dois atracadouros do Píer IV a iniciar operações.

A estrutura do equipamento é composta de quatro bases cilíndricas e uma plataforma metálica com capacidade para acomodar 42 pessoas. Com foco na segurança, a plataforma desliza sobre cilindros também metálicos, o que possibilita seu isolamento seguro das condições climáticas adversas do Complexo Portuário de São Luís (CPSL). Na região, a velocidade da corrente marítima pode alcançar até 3,5 m/s devido à variação de maré, que pode chegar a 7 m num período de seis horas.

Hidrofresa
Outro equipamento de alta tecnologia utilizado nas obras da retroárea do porto é a hidrofresa, um maquinário italiano que permite maior dinamismo às escavações das quatro caixas dos futuros viradores de vagões, previstos no projeto de expansão de Ponta da Madeira. O virador de vagão é uma estrutura que serve para descarregar com mais rapidez os vagões com minério de ferro.

A hidrofresa entra em ação cortando o terreno por meio de grandes rodas e correntes dentadas que possibilitam escavações profundas, fragmentação do terreno e transporte do material de forma rápida e eficiente. Para as caixas dos novos viradores são feitas escavações de até 30 m de profundidade.

Num primeiro momento foram construídas muretas guias para auxiliar a hidrofresa nas escavações das lamelas, que funcionam como uma parede de contenção das caixas dos novos viradores de vagões.

O equipamento também contribui para minimizar os possíveis incômodos às comunidades vizinhas às obras, já que permite a redução dos níveis de ruído e vibração durante as escavações.

 

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