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08 de maio de 2014
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Logística

Etanolduto começa a sair do papel

Primeiro trecho, no interior de São Paulo, já está em funcionamento

Etanolduto: uma rede para transportar o etanol

Há 10 anos, quando se começou a pensar em um sistema de transporte da produção do etanol, dos grandes centros produtores para os principais pontos de distribuição, a ideia parecia um sonho. Mas o sonho começou a virar realidade no ano passado, quando um primeiro trecho do Etanolduto começou a funcionar. A primeira fase do projeto, entre Ribeirão Preto e Paulínia, no interior de São Paulo, já está em funcionamento.

A Logum Logística, empresa responsável pelo projeto, inaugurou em agosto de 2013 o Terminal Terrestre de Ribeirão Preto (Centro Coletor de Ribeirão Preto). Estão em fase de execução os trechos Uberaba-Ribeirão Preto além do Duto e Terminal de Uberaba. O restante do trajeto passa pela elaboração de Projeto Executivo.

O investimento é de R$ 7 bilhões, com financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Quando concluído, a capacidade de transporte ultrapassará 20 milhões de m³ de etanol por ano e armazenamento de 1,2 milhão de m³ de etanol. O Sistema Logístico de Etanol prevê cerca de 1.300 km de extensão de dutos e 700 km de hidrovia, 15 terminais de coleta e distribuição. A Logum, empresa líder do projeto, é uma sociedade anônima composta pela Odebrecht TransPort, Petrobras, Copersucar, Raízen (20% cada uma), Camargo Correa e Uniduto Logística (10% cada).

Quando pronto, o etanolduto atravessará 45 municípios, ligando as principais regiões produtoras de cana nos Estados de Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso Sul, Rio de Janeiro e São Paulo ao principal Centro de Armazenagem da Logum, no município de Paulínia (SP).

O plano de negócios da empresa contempla a elaboração do projeto, implantação e operação do sistema, compreendendo o recebimento do etanol em centros coletores e terminais terrestres e hidroviários, e o transporte - via dutos e barcaças - até terminais terrestres e marítimos para entrega.  Dali, o etanol é transportado para as Regiões Metropolitanas de São Paulo e do Rio de Janeiro. Além disso, o combustível será entregue em portos para a exportação ou cabotagem.

A obra está a cargo do Consórcio Etanol – formado por Odebrecht Engenharia Industrial e Camargo Corrêa. As obras do Terminal de Ribeirão Preto foram finalizadas em abril deste ano,


Etanolduto: uma rede para transportar o etanol

Há 10 anos, quando se começou a pensar em um sistema de transporte da produção do etanol, dos grandes centros produtores para os principais pontos de distribuição, a ideia parecia um sonho. Mas o sonho começou a virar realidade no ano passado, quando um primeiro trecho do Etanolduto começou a funcionar. A primeira fase do projeto, entre Ribeirão Preto e Paulínia, no interior de São Paulo, já está em funcionamento.

A Logum Logística, empresa responsável pelo projeto, inaugurou em agosto de 2013 o Terminal Terrestre de Ribeirão Preto (Centro Coletor de Ribeirão Preto). Estão em fase de execução os trechos Uberaba-Ribeirão Preto além do Duto e Terminal de Uberaba. O restante do trajeto passa pela elaboração de Projeto Executivo.

O investimento é de R$ 7 bilhões, com financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Quando concluído, a capacidade de transporte ultrapassará 20 milhões de m³ de etanol por ano e armazenamento de 1,2 milhão de m³ de etanol. O Sistema Logístico de Etanol prevê cerca de 1.300 km de extensão de dutos e 700 km de hidrovia, 15 terminais de coleta e distribuição. A Logum, empresa líder do projeto, é uma sociedade anônima composta pela Odebrecht TransPort, Petrobras, Copersucar, Raízen (20% cada uma), Camargo Correa e Uniduto Logística (10% cada).

Quando pronto, o etanolduto atravessará 45 municípios, ligando as principais regiões produtoras de cana nos Estados de Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso Sul, Rio de Janeiro e São Paulo ao principal Centro de Armazenagem da Logum, no município de Paulínia (SP).

O plano de negócios da empresa contempla a elaboração do projeto, implantação e operação do sistema, compreendendo o recebimento do etanol em centros coletores e terminais terrestres e hidroviários, e o transporte - via dutos e barcaças - até terminais terrestres e marítimos para entrega.  Dali, o etanol é transportado para as Regiões Metropolitanas de São Paulo e do Rio de Janeiro. Além disso, o combustível será entregue em portos para a exportação ou cabotagem.

A obra está a cargo do Consórcio Etanol – formado por Odebrecht Engenharia Industrial e Camargo Corrêa. As obras do Terminal de Ribeirão Preto foram finalizadas em abril deste ano, incluindo a faixa de dutos até a Refinaria da Petrobras em Paulínia (Replan) e as interligações entre as instalações da Logum e da Petrobras na Replan. Nessa fase, o sistema tem 206 km de extensão, com a capacidade de transportar mais de 20 bilhões de litros de etanol por ano, quando concluído. A Logum também iniciou as obras de construção e montagem do Poliduto Uberaba. A estrutura de 145 km vai ligar Ribeirão Preto (SP) a Uberaba (MG), atravessando 11 municípios.

O primeiro trecho do Sistema Logístico de Etanol, construído entre as cidades paulistas de Ribeirão Preto e Paulínia, comporta 206 km de dutos que ligam uma das principais regiões produtoras de cana-de-açúcar e de etanol a uma das maiores refinarias do país, a Refinaria de Paulínia.

Segundo a empresa, o projeto Logum, é pioneiro no mundo, sendo complementar aos modais existentes para transporte de etanol. O sistema logístico multimodal de etanol tem aproximadamente 1.300 km de extensão de dutos e 750 km de hidrovia, nove terminais, sendo oito de coleta de etanol e um de distribuição. A capacidade de transporte do projeto Logum na sua maturidade será de aproximadamente 13 milhões de m³/ano.  Os principais pólos produtores ficam em São Paulo, Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul e os pontos finais de escoamento localizam-se nas regiões  metropolitanas de Rio de Janeiro e São Paulo, incluindo o Porto de Santos.

Características

Uma das principais características é com respeito à profundidade o qual a rede é implantada. Segundo a norma NBR 15280-1 de projeto de dutos, em solos normais a profundidade mínima de um duto enterrado é 1,2 m contando da geratriz superior. O etalnoduto atende perfeitamente a esta norma, ficando a 1,5 m de profundidade.

A dutovia é feita com tubos API 5L. Os cuidados com a soldagem começam com a elaboração de procedimentos qualificados em conformidade com a norma americana API 1104. Do ponto de vista logístico, o modal dutoviário, segundo a empresa, é um meio de transporte mais eficiente, seguro, previsível e econômico. O duto é projetado com sistema de proteção catódica para combate a corrosão. Entretanto, ele é dimensionado com uma sobre espessura de corrosão para garantia de uma espessura residual segura para o duto.

Existe ainda um provador de corrosão que monitora pontualmente a corrosão no duto. A dutovia irá dispor de um sistema de monitoramento de vazamentos através de balanço de massa e uma ferramenta de simulação em tempo real para detecção de um eventual vazamento. O sistema comporta já uma programação de operações de passagem de pigs para garantia da integridade do duto. Trata-se de processo de manutenção em rede de dutos, com o uso de equipamentos específicos para desobstrução e verificação da integridade da via.

O trecho tem capacidade para transportar 12 bilhões de litros de etanol por ano pelos 207 km entre o Terminal Terrestre de Ribeirão Preto e a Refinaria do Planalto (Replan), em Paulínia. Com 24 polegadas de diâmetro, a vazão mínima é de 943 mil litros do biocombustível por hora, e a máxima, de 2,155 milhões de litros por hora.

O próximo trecho do projeto, que liga o Terminal Terrestre de Ribeirão Preto ao Terminal Terrestre de Uberaba, no Triângulo Mineiro, já está em fase de obras e dentro do cronograma, com previsão de entrega para outubro. Nesse trecho serão executados 145 km de duto além do terminal, com capacidade para 28 milhões de m3.