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Assessoria de Imprensa
20/05/2011 14h45 | Atualizada em 20/05/2011 20h10

Falta de normas técnicas; legislação confusa e desconhecida pelos agentes da área; carência de especializações; falta de planejamento; operação de veículos ou equipamentos, ou acessórios inadequados; deficiência técnica da mão-de-obra.
Estas são algumas das principais causas dos acidentes ocorridos no âmbito da movimentação/transporte de cargas no país, problema que se amplia com a expansão da economia e da demanda por obras de grande porte. É a conclusão do 1º Workshop Sobratema 2011, com o tema Transporte e Movimentação de Cargas, realiz
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Falta de normas técnicas; legislação confusa e desconhecida pelos agentes da área; carência de especializações; falta de planejamento; operação de veículos ou equipamentos, ou acessórios inadequados; deficiência técnica da mão-de-obra.
Estas são algumas das principais causas dos acidentes ocorridos no âmbito da movimentação/transporte de cargas no país, problema que se amplia com a expansão da economia e da demanda por obras de grande porte. É a conclusão do 1º Workshop Sobratema 2011, com o tema Transporte e Movimentação de Cargas, realizado dia 12 de maio no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo. O evento atraiu mais de 170 participantes das áreas técnico-operacionais de construtoras e empresas da área de transporte e movimentação de cargas para ouvir especialistas no assunto.
Elygerson Alves Alvares, da Fundação Adolpho Bósio de Educação no trânsito abordou, em sua palestra, a questão da legislação específica no transporte rodoviário de cargas. Um dos temas mais relevantes foi a distribuição de pesos por eixos, as dimensões adequadas dos veículos, configuração do tipo de carga, e a responsabilidade dos agentes envolvidos que resultam muitas vezes em multas e perdas paras as empresas. As resoluções governamentais criadas para ampliar questões de segurança e a falta de uma legislação específica de transporte na construção civil também foram abordadas por Alvares, que ressaltou as peculiaridades das condições das vias brasileiras, em geral, em péssimo estado.
Carlos Gabos, engenheiro mecânico especializado na movimentação de carga, da empresa Odebrecht , abordou a questão da segurança e dos riscos que envolvem as operações de movimentação de cargas, sejam de pequeno ou grande porte. Ele destacou que os acidentes estão sempre vinculados ao uso de equipamentos inadequados ou em más condições; pessoas incapacitadas ou com o comportamento inadequado a frente das operações. Alertou à falta de procedimentos definidos, que fazem com que as operações de movimentação de cargas sejam executadas sob altos riscos, enfatizando que a única maneira de se reduzir os riscos é realizar o planejamento e controle da operação, o treinamento das equipes, e manter o melhor conhecimento sobre os equipamentos utilizados e das condições da operação. “O perfil ideal do profissional dessa área é aquele que se preocupa com a segurança da operação e dos seus colegas de equipe”, destacou.
O consultor Fernando Fuertes abordou as formas corretas de se realizar a amarração de cargas, foco dos principais acidentes na área de transporte em vias públicas. Destacou a necessidade das empresas exigirem o uso de veículos equipados com pontos de amarração adequados para o transporte de cargas, e as formas mais seguras de se realizar a amarração de cargas. Daí a necessidade de se contar com planejamento da operação e fiscalização por um profissional técnico, ressaltou.
Fuertes defende a criação de um curso para a profissão de motorista com treinamento na área de amarração, assim como cursos específicos para a fiscalização, além de normas técnicas e um manual de instruções, entre outros procedimentos. E sugere o endurecimento de leis de responsabilidade e conseqüências para danos materiais e pessoais causados pela perda de carga.
Já Oswaldo Antonio Biltoveni, instrutor de cursos no Instituto Opus, da Sobratema, abordou em sua palestra a necessidade de profissionais qualificados em içamento de cargas com guindastes, bem como o perfil destes profissionais. Ele apontou os requisitos necessários na elaboração de um plano de rigging com o máximo detalhamento da operação.
Lembrou que no universo de 9.550 obras que devem acontecer no Brasil até 2016, segundo pesquisa realizada pela Sobratema, a frota de máquinas terá um aumento de 70 mil novos equipamentos por ano, exigindo maior aparato técnico-operacional das empresas.
“A estatísticas mostram que em mais de 90% dos acidentes com guindastes a causa deve-se a falha humana”, disse. É destacou que as principais deficiências devem-se à falta de definição de pré-requisitos de escolaridade do pessoal, indefinições nas atribuições e responsabilidades, ausência de normas mais abrangentes, literatura técnica escassa e falta de classificação oficial de cargos para o setor. “O objetivo deste novo profissional é ter a capacidade de desenvolver um plano de rigging visando a melhor performance operacional do equipamento, mediante as condições de segurança necessárias”, disse.
Para Paulo Oscar Auler Neto, responsável pelo programa Workshop Sobratema, o objetivo do evento foi plenamente atingido, com a presença maciça dos profissionais das áreas técnico-operacionais de construtoras e empresas que atuam na área de movimentação /transporte de cargas. “Nosso objetivo foi levantar as questões pertinentes ao aperfeiçoamento dessa atividade, que está crescendo junto com a expansão de obras pelo país. Temas como a profissionalização do setor, o aperfeiçoamento da legislação foram levantados. Mas talvez o mais importante foi reunir os fabricantes de equipamentos, as prestadoras de serviços, e técnicos para discutir esses problemas.
Para Afonso Mamede, presidente da Sobratema, a entrada de novos fabricantes de equipamentos amplia a necessidade de troca de informações e de conhecimentos nos diversos níveis operacionais, e o Workshop Sobratema insere-se como ótima oportunidade para este intercâmbio.
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