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Vazamento em poço da BP é finalizado no Golfo do México

Associated Press

20/09/2010 16h00 | Atualizada em 20/09/2010 19h01


 

Uma tampa de cimento encerrou permanentemente o vazamento de petróleo em um poço da BP PLC cerca de 2,5 milhas (4 quilômetros) abaixo do fundo do mar no Golfo do México, cinco meses após a explosão que afundou uma plataforma de exploração e gerou o pior vazamento da história dos Estados Unidos.

O almirante aposentado da Guarda Costeira, Thad Allen, representante do governo federal durante o desastre, disse no domingo que o poço da BP "está efetivamente fechado" e não representa uma ameaça maior para o Golfo. Allen disse que um teste de pressão para garantir que o plug de cimento estava seguro foi concluído na manhã do mesmo dia.

O presidente americano, Barack Obama, considerou o fechamento do poço que apresentav

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Uma tampa de cimento encerrou permanentemente o vazamento de petróleo em um poço da BP PLC cerca de 2,5 milhas (4 quilômetros) abaixo do fundo do mar no Golfo do México, cinco meses após a explosão que afundou uma plataforma de exploração e gerou o pior vazamento da história dos Estados Unidos.

O almirante aposentado da Guarda Costeira, Thad Allen, representante do governo federal durante o desastre, disse no domingo que o poço da BP "está efetivamente fechado" e não representa uma ameaça maior para o Golfo. Allen disse que um teste de pressão para garantir que o plug de cimento estava seguro foi concluído na manhã do mesmo dia.

O presidente americano, Barack Obama, considerou o fechamento do poço que apresentava o vazamento como um marco de sua administração na resposta ao desastre. Obama declarou, em um comunicado, que sua administração continua comprometida a fazer tudo o que for possível para assegurar que a costa do Golfo recupere-se totalmente do desastre.

O vazamento de petróleo foi contido em meados de julho, depois que uma tampa provisória foi colocada sobre o poço. Lama e cimento foram posteriormente injetados, permitindo a remoção da tampa.

O poço, no entanto, não podia ser declarado vedado até que outro poço de alívio fosse perfurado para que a ruptura fosse bem fechada na parte inferior, garantindo que o problema não fosse gerado novamente. O poço de alívio interceptou a área do vazamento na quinta-feira e as equipes começaram a bombear lama e cimento na última sexta-feira.

O desastre ocorrido em 20 de abril matou 11 trabalhadores e gerou o vazamento de 206 milhões de galões (780 milhões de litros) de petróleo.

O incidente provocou um pesadelo ambiental e econômico para as pessoas que vivem, trabalham e se divertem ao longo de centenas de quilômetros da costa do Golfo entre os estados da Flórida e do Texas. O problema também gerou investigações civis e criminais, custou ao diretor executivo (CEO) da BP, Tony Hayward, seu cargo na empresa, e elevou o controle do governo sobre a indústria de petróleo e gás, incluindo uma onerosa moratória para a perfuração em águas profundas que ainda está em andamento.

A catástrofe também representou um preço alto para a outrora poderosa gigante petrolífera BP PLC. O preço das ações da companhia britânica afundou depois da explosão, embora tenha se recuperado um pouco. A imagem da empresa como gestora do meio ambiente foi manchada e seu declarado compromisso com a segurança foi posto em cheque. Os proprietários de postos de gasolina da marca BP, nos Estados Unidos, foram afetados com quedas em vendas, pois os clientes protestaram nas bombas de combustível.

Do lado financeiro a BP já gastou US$ 9,5 bilhões para limpar o vazamento e se comprometeu a reservar mais US$ 20 bilhões para um fundo de compensação das vítimas. A empresa ainda pode enfrentar dezenas de bilhões de dólares em multas do governo e em custos legais de centenas de processos pendentes.

A BP assumiu parte da culpa pelo desastre no Golfo, em um relatório interno emitido no início deste mês, reconhecendo entre outras coisas, que os seus trabalhadores interpretaram mal um teste-chave de pressão sobre o poço. Mas, em uma prévia de uma possível estratégia jurídica, a BP também apontou o dedo para os seus parceiros dividindo a responsabilidade sobre a plataforma condenada.

A maior parte do poço era de propriedade da BP, mas a companhia estava alugando a plataforma de exploração de petróleo Deepwater Horizon, que explodiu, pertencente à empresa Transocean.

 

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