Mercado
EXAME
27/10/2010 13h15
A Vale SA, maior mineradora do mundo, pode não comprar novos contratos de proteção cambial, ou hedge, contra custos de até US$ 30 bilhões em moedas que não o dólar. A decisão pode ser tomada por causa da “guerra cambial” que dificulta previsões sobre o câmbio.
A empresa com sede no Rio de Janeiro fez hedge em US$ 4 bilhões em custos este ano, considerando que o dólar ficaria em média em R$ 1,92 este ano. A Vale ainda tem que tomar uma decisão sobre a estratégia para 2011, levando em conta que o Brasil e outros países estão fazendo intervenções cambiais para limitar os ganhos de suas moedas, disse o diretor financeiro da companhia, Guilherme Cavalcanti.
“Ano passado foi muito fácil”, disse Cavalcanti, 41, em entrevist
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A Vale SA, maior mineradora do mundo, pode não comprar novos contratos de proteção cambial, ou hedge, contra custos de até US$ 30 bilhões em moedas que não o dólar. A decisão pode ser tomada por causa da “guerra cambial” que dificulta previsões sobre o câmbio.
A empresa com sede no Rio de Janeiro fez hedge em US$ 4 bilhões em custos este ano, considerando que o dólar ficaria em média em R$ 1,92 este ano. A Vale ainda tem que tomar uma decisão sobre a estratégia para 2011, levando em conta que o Brasil e outros países estão fazendo intervenções cambiais para limitar os ganhos de suas moedas, disse o diretor financeiro da companhia, Guilherme Cavalcanti.
“Ano passado foi muito fácil”, disse Cavalcanti, 41, em entrevista em 20 de outubro em Londres. “Mas agora há um nível que é incerto. Talvez eu fique fora do mercado porque a incerteza pode ser muito alta.”
Investidores estão despejando dinheiro em ativos de mercados emergentes por causa de juros baixos e crescimento econômico limitado nos Estados Unidos e na Europa Ocidental. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, tem dito que existe uma “guerra cambial” em todo o mundo, com os esforços de governos para combater fluxos de capital que estão prejudicando exportadores.
Enquanto a maior parte das vendas da Vale é em dólares, despesas em reais e em dólares canadenses responderam por cerca de 80 por cento dos custos da empresa no ano passado. A mineradora teve um ganho cambial de US$ 665 milhões no ano passado, em comparação com uma perda de US$ 1,01 bilhão em 2008, segundo documento enviado às autoridades reguladoras do mercado americano em 29 de abril.
O governo brasileiro teria que cortar gastos para conseguir reduzir os juros e levar o câmbio para um nível “equilibrado”, disse Cavalcanti.
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