Mercado
Valor
21/10/2010 11h59
A Vale está otimista com a Ásia, o Brasil, a África, mas se preocupa com as condições da economia global durante a recuperação da crise e, principalmente, com a volatilidade cambial.
“A minha preocupação é com a flutuação do dólar. O que vai acontecer com o dólar?”, questionou o presidente da Vale, Roger Agnelli, durante o Vale Day na NYSE Euronext, em Londres.
Apesar do questionamento, Agnelli se mostrou muito positivo com relação ao cenário econômico futuro para os negócios de sua empresa. “A Vale está no melhor momento de sua história, operando em capacidade máxima em todas as frentes”, afirmou.
Para o executivo, os preços das commodities não devem registrar fortes flutuações e os mercados asiáticos tendem
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A Vale está otimista com a Ásia, o Brasil, a África, mas se preocupa com as condições da economia global durante a recuperação da crise e, principalmente, com a volatilidade cambial.
“A minha preocupação é com a flutuação do dólar. O que vai acontecer com o dólar?”, questionou o presidente da Vale, Roger Agnelli, durante o Vale Day na NYSE Euronext, em Londres.
Apesar do questionamento, Agnelli se mostrou muito positivo com relação ao cenário econômico futuro para os negócios de sua empresa. “A Vale está no melhor momento de sua história, operando em capacidade máxima em todas as frentes”, afirmou.
Para o executivo, os preços das commodities não devem registrar fortes flutuações e os mercados asiáticos tendem a cada vez mais representar o centro da demanda mundial de commodities.
“A China não é uma bolha, eles sabem o que estão fazendo”, afirmou. Agnelli considera correta a elevação das taxas de juros chinesas pela autoridade monetária, anunciada ontem. A decisão deve diminuir as especulações no mercado imobiliário e dar mais opções de investimentos para a população.
“Não acho que isso terá um impacto grande para o consumo na China, pois o driver principal do crescimento do país é os investimentos. Não vejo nenhuma grande mudança na tendência”, completou.
Além da Ásia, a África também é considerada um foco de expansão da Vale no mercado internacional. “Estou me apaixonando pela África, há muitas oportunidades”, se entusiasmou o executivo.
Agnelli reafirmou ainda que a Vale consegue crescer de modo orgânico nos próximos anos e destacou os investimentos previstos na área de fertilizantes, que devem alcançar US$ 12 bilhões até 2014. A meta de produção da Vale, como já divulgado pela empresa, é de 11 milhões de toneladas de potássio e 17 milhões de toneladas de fosfato até 2017.
Nesta semana, a companhia divulgou os números de produção do terceiro trimestre. A empresa superou as expectativas de analistas ao produzir 82,6 milhões de toneladas de minério de ferro, o melhor desempenho trimestral desde o recorde de 85,8 milhões de toneladas no terceiro trimestre de 2008.
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