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Vale inicia em setembro, na Zâmbia, projeto de exploração de cobre de US$ 400 mi, diz Lula

Meta é explorar 50 mil toneladas de cobre por ano e gerar 1,5 mil empregos diretos

Agência Estado

12/07/2010 11h24 | Atualizada em 12/07/2010 14h25


LUSAKA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva informou nesta quinta-feira, 8, que a Vale iniciará em setembro, na Zâmbia, o projeto de exploração de cobre, estimado em US$ 400 milhões. Em discurso no encontro com o presidente da Zâmbia, Rupiah Bwezani Banda, Lula disse que a meta é explorar 50 mil toneladas de cobre por ano e gerar 1,5 mil empregos diretos.

Lula voltou a criticar o posicionamento dos países desenvolvidos e de instituições como FMI e o Banco Mundial, no processo da crise financeira internacional. Ele disse que o FMI ficou em silêncio e o Banco Mundial mudo e que não foram tomadas decisões concretas para dar garantias de que a crise terminou. "A crise poderia ser tratada como se fosse coisa do passado, se os país

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LUSAKA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva informou nesta quinta-feira, 8, que a Vale iniciará em setembro, na Zâmbia, o projeto de exploração de cobre, estimado em US$ 400 milhões. Em discurso no encontro com o presidente da Zâmbia, Rupiah Bwezani Banda, Lula disse que a meta é explorar 50 mil toneladas de cobre por ano e gerar 1,5 mil empregos diretos.

Lula voltou a criticar o posicionamento dos países desenvolvidos e de instituições como FMI e o Banco Mundial, no processo da crise financeira internacional. Ele disse que o FMI ficou em silêncio e o Banco Mundial mudo e que não foram tomadas decisões concretas para dar garantias de que a crise terminou. "A crise poderia ser tratada como se fosse coisa do passado, se os países ricos colocassem em prática medidas discutidas no G-20, disse Lula, referindo-se ao grupo dos países com maiores economias. "O sistema financeiro não está controlado, paraísos fiscais ainda existem e ainda não há crédito para atender o comercio internacional", completou. Segundo ele, ainda vale a regra de que só países pobres têm de pagar por suas contas.

Lula reafirmou o interesse do governo brasileiro de se aproximar da África. Disse que a fé que tem no desenvolvimento das oportunidades de negócios de países como a Zâmbia é maior que a dos próprios africanos. "Nós acreditamos na África mais do que os próprios africanos. Falo isso de coração". Ele reclamou dos Estados Unidos, citando a disputa no âmbito da Organização Mundial do Comércio sobre o algodão "Nós ganhamos, mas entre a gente ganhar e eles cumprirem, o governo brasileiro precisou fazer medida provisória com retaliações a produtos americanos para que eles descobrissem que nós não estávamos brincando", disse.

Sobre a possibilidade de assumir um cargo no Banco Mundial ou no Fundo Monetário Internacional, quando deixar o governo do Brasil, Lula respondeu a um jornalista da Zâmbia que esses rumores não passavam de boatos. "Eu não sou banqueiro, e não sei quem plantou essa notícia". Lula segue agora para Johannesburgo, onde hoje à noite participará da cerimônia de início da jornada da Copa do Mundo Brasil 2014.

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