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Transporte ferroviário de cargas bate recorde histórico

Foram escoadas 555,48 milhões de toneladas úteis pelos trilhos que cortam o país, número que representa um crescimento de 2,57% em relação ao ano anterior e consolida o terceiro ano consecutivo de recordes na movimentação ferroviária nacional

Frota & Cia

11/03/2026 08h30


Em um cenário de retomada econômica e expansão do agronegócio, o transporte ferroviário de cargas no Brasil alcançou, no fechamento de 2025, o maior volume já registrado na história do modal.

Foram escoadas 555,48 milhões de toneladas úteis pelos trilhos que cortam o país, número que representa um crescimento de 2,57% em relação ao ano anterior e consolida o terceiro ano consecutivo de recordes na movimentação ferroviária nacional.

Os dados, compilados pelo Ministério dos Transportes em parceria com a Infra S.A., revelam – na avaliação do governo – que a combinaç

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Em um cenário de retomada econômica e expansão do agronegócio, o transporte ferroviário de cargas no Brasil alcançou, no fechamento de 2025, o maior volume já registrado na história do modal.

Foram escoadas 555,48 milhões de toneladas úteis pelos trilhos que cortam o país, número que representa um crescimento de 2,57% em relação ao ano anterior e consolida o terceiro ano consecutivo de recordes na movimentação ferroviária nacional.

Os dados, compilados pelo Ministério dos Transportes em parceria com a Infra S.A., revelam – na avaliação do governo – que a combinação entre investimentos privados, revisão do marco legal e previsibilidade regulatória começa a dar resultados concretos.

Enquanto as rodovias seguem saturadas e os custos logísticos continuam sendo o calcanhar de Aquiles da economia brasileira, os trilhos emergem como alternativa viável e cada vez mais estratégica para o escoamento da produção.

Mais uma vez, a dupla minério de ferro e grãos assumiu o protagonismo na composição da carga transportada. O minério, carro-chefe das exportações brasileiras, respondeu por 401,35 milhões de toneladas movimentadas, registrando alta de 2,72% na comparação com 2024.

O setor agrícola, por sua vez, apresentou a maior taxa de expansão entre todos os segmentos, contemplando uma alta de 4,62% no volume transportado.

Por trás desse número está a engrenagem que move o centro-oeste brasileiro. Produtores de Mato Grosso, principal estado produtor de grãos do país, encontraram nas ferrovias uma rota eficiente para enviar a safra rumo aos portos do Sudeste, reduzindo a dependência do transporte rodoviário em trechos de longa distância.

“Pela terceira vez consecutiva, batemos o recorde de movimentação de cargas por ferrovias no Brasil, em um momento em que também registramos um volume de investimentos privados histórico no setor“, afirmou o secretário Nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro.

Entre 2023 e 2025, os investimentos no setor ferroviário somaram R$ 40 bilhões, volume 60% superior ao total aportado entre 2019 e 2022, período em que apenas R$ 25 bilhões foram aplicados. E a promessa para os próximos anos consiste em mais R$ 140 bilhões em investimentos para 2026, com a realização de oito leilões até o fim do ano. A projeção total, considerando o conjunto de iniciativas em andamento, chega a R$ 600 bilhões injetados no modal.

Entre os projetos mais emblemáticos está a retomada das obras da Transnordestina, em 2023, após anos de paralisação e incertezas. A ferrovia, considerada estratégica para a logística do Nordeste, já consumiu R$ 11,3 bilhões dos R$ 15 bilhões estimados para sua conclusão. Com 71% das obras executadas, o cronograma atual prevê a entrega da Fase 1 em 2027 e da Fase 2 em 2028.

Atualmente, o Ministério dos Transportes gere 14 concessões ferroviárias vigentes e trabalha em duas frentes paralelas, incluindo a renovação de contratos que se aproximam do fim e a ativação de trechos ociosos da malha. Cinco concessões estão em fase final de vigência, incluindo a Malha Sul, Malha Oeste, Ferrovia Centro-Atlântica, Ferrovia Tereza Cristina e Ferrovia Transnordensina Logística, exigindo novos contratos para evitar a descontinuidade dos serviços.

Paralelamente, a pasta encaminhou à Agência Nacional de Transportes Terrestres as diretrizes para o primeiro chamamento público de trechos ferroviários. O modelo inédito colocará à disposição da iniciativa privada o Corredor Minas–Rio, atualmente classificado como linha ociosa.

A expectativa é que o projeto-piloto sirva de referência para novos chamamentos, podendo viabilizar a retomada de até 10 mil quilômetros da malha ferroviária federal que hoje não geram receita nem cumprem sua função logística.

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