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30/06/2010 13h32 | Atualizada em 30/06/2010 17h03
Nos últimos dez anos, o Brasil viu sua indústria naval ressurgir. Puxada principalmente pelo setor petrolífero - impulsionado pelas descobertas no pré-sal - e também pela decisão do governo de impulsionar o transporte marítimo e fluvial, a recuperação deste mercado fez com que os empregos diretos gerados na área pulassem de 1,9 mil em 2000 para 46,5 mil em 2009.
Em 2014, os postos de trabalho diretos na área devem chegar a 60 mil e os indiretos, a 240 mil. Este contingente de mão-de-obra seria suficiente para lotar três estádios como o Maracanã. Esta constatação faz parte do relatório “Cenário 2010 – 1º Trimestre”. A análise foi realizado pela Sinava
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Nos últimos dez anos, o Brasil viu sua indústria naval ressurgir. Puxada principalmente pelo setor petrolífero - impulsionado pelas descobertas no pré-sal - e também pela decisão do governo de impulsionar o transporte marítimo e fluvial, a recuperação deste mercado fez com que os empregos diretos gerados na área pulassem de 1,9 mil em 2000 para 46,5 mil em 2009.
Em 2014, os postos de trabalho diretos na área devem chegar a 60 mil e os indiretos, a 240 mil. Este contingente de mão-de-obra seria suficiente para lotar três estádios como o Maracanã. Esta constatação faz parte do relatório “Cenário 2010 – 1º Trimestre”. A análise foi realizado pela Sinaval (Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore).
Segundo o levantamento, a continuidade deste crescimento deverá recolocar o Brasil entre os países líderes na construção naval mundial. Pedro Britto, ministro da SEP (Secretaria Especial dos Portos), prevê que, em pouco tempo, o Brasil deverá disputar mercados com potências asiáticas que hoje dominam a construção naval, tanto de navios quanto de plataformas.
“Temos que estar preparados para competir com os gigantes da área naval que hoje dominam o mercado, como a Coreia do Sul, a China e o Japão. Para isso, é preciso desenvolver nossas competências para disputarmos em igualdade de produtividade, com mão de obra qualificada”, argumento.
Segundo o ministro, além do impulso recebido pelas descobertas de petróleo, a decisão de se investir em outra matriz de transporte - retomando a vocação de utilizar os mais de oito mil quilômetros de costa e a extensa rede de rios – ajudará o crescimento do setor.
“O Brasil tem mais de 40 mil quilômetros de vias interiores navegáveis. Precisamos investir em cabotagem. Atualmente, só 13% do transporte brasileiro é realizado por hidrovias. Nos próximos 15 anos, precisamos mudar isso para 29%, o que vai reduzir o custo de transporte e os impactos no meio ambiente”, avaliou.
Neste aspecto, na última semana, Sérgio Machado, presidente da Transpetro – empresa que faz parte da Petrobras -, anunciou a decisão de investir em transporte hidroviário. Segundo ele, a estatal estará recebendo até esta quarta-feira, 30, propostas de empresas interessadas em participar da licitação para a construção de 20 navios empurradores e 80 barcaças.
Os comboios, que serão construídos por um estaleiro da região, vão atuar no transporte de gasolina e álcool combustível na Hidrovia Tietê-Paraná, com potencial para substituir 40 mil viagens de caminhões por ano. O início das operações está previsto para 2012. A construção das embarcações deve gerar 3 mil empregos.
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