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Recife se apressa para qualificar mão de obra

Centros de treinamento públicos e privados lançam novos cursos pata atender à demanda de empresas do Nordeste

O Estado de S.Paulo

02/08/2011 12h38 | Atualizada em 02/08/2011 18h20


 

Diante da efervescência econômica que domina Pernambuco, a ordem é capacitar, qualificar e profissionalizar a mão de obra. O objetivo é que o pernambucano seja o principal beneficiário do mercado de trabalho em expansão.

Indícios dessa movimentação estão no número de novos cursos oferecidos tanto no nível técnico como no superior. No segundo semestre deste ano, a Universidade Federal de Pernambuco fará vestibular para Engenharia Naval, setor que inexistia no Estado e que tende a se expandir. A Faculdade Boa Viagem (FBV), uma instituição particular, inovou ao oferecer cursos de dois anos, de nível superior, em Logística, Gestão Financeira e Gestão de Negócios.

"Nossa primeira turma, no segundo semestre de 2007, t

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Diante da efervescência econômica que domina Pernambuco, a ordem é capacitar, qualificar e profissionalizar a mão de obra. O objetivo é que o pernambucano seja o principal beneficiário do mercado de trabalho em expansão.

Indícios dessa movimentação estão no número de novos cursos oferecidos tanto no nível técnico como no superior. No segundo semestre deste ano, a Universidade Federal de Pernambuco fará vestibular para Engenharia Naval, setor que inexistia no Estado e que tende a se expandir. A Faculdade Boa Viagem (FBV), uma instituição particular, inovou ao oferecer cursos de dois anos, de nível superior, em Logística, Gestão Financeira e Gestão de Negócios.

"Nossa primeira turma, no segundo semestre de 2007, teve 60 alunos", disse o coordenador do curso de Logística, Sandro Oliveira. "Hoje temos 250 alunos por semestre." Ele afirma que a instituição percebeu a necessidade do mercado e acertou na escolha. "A inserção dos nossos alunos tem sido fantástica."

O Instituto Federal de Pernambuco (IFPE), que ensina a um total de 14 mil estudantes em nove municípios, criou em novembro de 2007, um campus em Ipojuca, na região metropolitana do Recife, onde está instalado o complexo industrial portuário de Suape, visando atender especialmente às necessidades da área de petróleo e gás e do Estaleiro Atlântico Sul (EAS).

Em parceria com o EAS, que definiu o currículo a ser cumprido, o IFPE iniciou, em abril, o curso técnico em construção naval - com duração de dois anos - para uma turma de 36 alunos por semestre. Até o fim do ano serão 108 vagas. No segundo semestre do ano passado, foi aberta a primeira turma de técnico em petroquímica - demanda da Petroquímica Suape - e outras duas turmas serão abertas ainda neste ano, com um total de 108 alunos.

O Governo do Estado, que promove qualificação profissional a 17.077 alunos em 13 escolas técnicas, tem por meta inaugurar outras 43 até 2014. O Sistema S, através do Senai, integra o esforço por qualificação. Capacitou 23 mil pessoas no período 2007/2010. Neste ano, serão capacitados mais 48 mil. Para o diretor técnico do Senai, Uaci Matias, o desafio da qualificação e profissionalização no Estado se estende pelo menos até 2015 ou 2016. "A corrida está apenas começando, até lá deveremos enfrentar problemas de mão de obra", afirma. D

 

 

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