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Randon prevê movimento de consolidação no setor

Valor Online

09/11/2011 15h10


Uma semana depois da aquisição da Folle, fabricante catarinense de reboques e semirreboques frigorificados, o diretor corporativo de relações com investidores da Randon, Astor Schmitt, disse que espera uma consolidação do setor de implementos rodoviários no país.

"Essa pulverização do mercado não vai resistir muito tempo", afirmou o executivo.

Conforme Schmitt, a Randon terá de fazer um "esforço de investimento orgânico e não orgânico" para manter a taxa média de crescimento anual superior a 17% registrada nos últimos anos. Ele não informou se o grupo está negociando aquisições, mas disse que, por ser líder do mercado, a empresa "tem a obrigação básica de estar atenta ao movimento de consolidação".

De acordo com o

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Uma semana depois da aquisição da Folle, fabricante catarinense de reboques e semirreboques frigorificados, o diretor corporativo de relações com investidores da Randon, Astor Schmitt, disse que espera uma consolidação do setor de implementos rodoviários no país.

"Essa pulverização do mercado não vai resistir muito tempo", afirmou o executivo.

Conforme Schmitt, a Randon terá de fazer um "esforço de investimento orgânico e não orgânico" para manter a taxa média de crescimento anual superior a 17% registrada nos últimos anos. Ele não informou se o grupo está negociando aquisições, mas disse que, por ser líder do mercado, a empresa "tem a obrigação básica de estar atenta ao movimento de consolidação".

De acordo com o diretor, de 2003 a 2010 o número de fabricantes de reboques e semirreboques no país saltou de 44 para 145, ao mesmo tempo em que a produção no setor cresceu de 27,4 mil para 59,2 mil unidades por ano. A partir de agora, porém, a tendência é que o comportamento se inverta, diz.

A Randon comprou a Folle por R$ 23,3 milhões. O valor ainda está sujeito a ajustes, mas o grupo gaúcho planeja aplicar R$ 100 milhões em cinco anos (incluindo a aquisição) para aumentar a receita bruta da nova controlada, batizada de Randon Brantech, de R$ 25 milhões em 2010 para R$ 350 milhões no fim do período.

No terceiro trimestre, a desaceleração dos níveis de atividade detectada ainda nos três meses anteriores provocou uma queda de 5,1% no lucro líquido do grupo ante o mesmo intervalo de 2010, para R$ 62,9 milhões.

O desempenho trimestral foi influenciado pelo ritmo menor de expansão da receita líquida. A alta nas vendas líquidas foi de 8,8%, para R$ 1,07 bilhão, enquanto no segundo trimestre havia sido de 19,5% e no primeiro, de 21,9%. Já as exportações cresceram 13,8% em dólares, para US$ 75,6 milhões, a maior parte para as regiões do Mercosul e Chile, América do Norte e África.

Conforme Schmitt, o grupo também enfrentou um aumento de 9,25% na folha salarial (que representa 11% dos custos totais da empresa) a partir de julho, devido à data-base dos funcionários. Além disso, mudanças no mix de produtos vendidos reduziram ganhos de escala e margens.

A margem bruta recuou de 25,4% para 24,3% no trimestre, enquanto o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda) diminuiu de R$ 147,5 milhões para R$ 136 milhões. Nos nove meses, a receita líquida avançou 16,3%, enquanto a margem bruta passou de 24,6% para 25,3%.

 

 

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