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Canal do Transporte
21/03/2012 14h15 | Atualizada em 21/03/2012 17h41
A Randon encerrou 2011 com uma receita bruta de nada menos que R$ 6,4 bilhões, valor 14,1% superior ao do ano anterior e seu novo recorde. É o que aponta o último balanço da companhia, que registrou crescimento e recordes em praticamente todos os seus indicadores financeiros no ano.
Números
A receita líquida da Randon atingiu R$ 4,2 bilhões em 2011, com crescimento de 11,8% sobre 2010 e também recorde. Pela primeira vez em sua história, a companhia registrou um lucro bruto acima de R$ 1 bi (R$ 1,02 bilhão, aumento de 12,4% na comparação com o ano anterior); enquanto o EBITDA (lucro antes das operações financeiras) ficou em R$ 556,7 milhões (+3
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A Randon encerrou 2011 com uma receita bruta de nada menos que R$ 6,4 bilhões, valor 14,1% superior ao do ano anterior e seu novo recorde. É o que aponta o último balanço da companhia, que registrou crescimento e recordes em praticamente todos os seus indicadores financeiros no ano.
Números
A receita líquida da Randon atingiu R$ 4,2 bilhões em 2011, com crescimento de 11,8% sobre 2010 e também recorde. Pela primeira vez em sua história, a companhia registrou um lucro bruto acima de R$ 1 bi (R$ 1,02 bilhão, aumento de 12,4% na comparação com o ano anterior); enquanto o EBITDA (lucro antes das operações financeiras) ficou em R$ 556,7 milhões (+3%) e o Lucro Líquido Consolidado alcançou R$ 269,1 milhões (+7,9%), com Margem Líquida de 6,5%, ambos recordes.
O diretor corporativo e de relações com investidores da Randon, Astor Milton Schmitt, destacou o crescimento médio da ordem de 15% da receita bruta nos últimos cinco exercícios (desde 2007). “Iniciamos o ano com uma série de apreensões, mas tivemos também surpresas positivas. A indústria brasileira de veículos comerciais, notadamente de caminhões e chassis para ônibus, teve crescimento muito expressivo em 2011”, analisa.
A Randon também contabilizou números expressivos nas exportações, atribuídas por Schmitt como um dos fatores para os bons resultados no ano. As vendas consolidadas para o exterior da companhia e suas controladas somaram US$ 294,4 milhões em 2011, um crescimento de 22,5% em relação ao exercício anterior. O principal mercado externo foi a região do Mercosul + Chile, com 45% do total; seguido por Nafta (28%); África (11%); Américas do Sul e Central (7%); e Europa (3%).
Segundo Schmitt, o resultado foi uma grata surpresa para a empresa, que no final de 2010 imaginava que suas exportações não passariam de US$ 250 milhões. “Apesar dos problemas cambiais que enfrentamos ao longo da maior parte de 2011, que só melhorou um pouco no final do ano, conseguimos retomar exportações – puxadas pelo reaquecimento da demanda dos mercados compradores por um lado, por outro beneficiadas pelo derretimento do dólar norte-americano”, comenta.
A companhia informa que investiu R$ 248,3 milhões ao longo de 2011, valor 33,4% superior ao de 2010. Um dos principais investimentos foi a conclusão das novas instalações da expedição da Randon Implementos, prédio localizado junto à fábrica, no Complexo Interlagos, em Caxias do Sul (RS), com área de mais de 5 mil m², que começou a ser construído no ano anterior. O local conta com passarela ligando as dependências da fábrica com a nova expedição, área para a entrega técnica dos produtos e pátio com capacidade de 300 vagas para estacionamento.
Segmentos
A maior parte da receita líquida da companhia em 2011 veio do segmento de Veículos e Implementos (Randon S.A. Implementos e Participações, Randon Argentina, Randon Implementos para o Transporte e Randon Brantech Implementos para o Transporte), que respondeu por 49,7% do apurado. Desse total, os veículos rebocados representaram 81% da receita, enquanto veículos especiais e vagões ferroviários alcançaram 10% e 9%, respectivamente. “O mercado e a produção de rebocados se manteve relativamente estável, com crescimento inferior a 2%. Nós conseguimos avançar 8%, o que agregou um pequeno ganho de market share e também foi propiciada a retomada das exportações”, avalia Astor Schmitt. “Fabricamos 25,7 mil semi-reboques, ficamos entre as quatro maiores do mundo”, acrescenta David Abramo Randon, diretor-presidente da Randon.
De acordo com a companhia, o ano de 2011 foi pontuado pelo lançamento de uma nova família de produtos, a Linha R, que alavancou vendas ao longo do período e promoveu a substituição de todas as linhas de veículos rebocados da marca Randon. “A revisão dos subsídios existentes no ano de 2010, com a aplicação de taxas de juros menos atrativas a partir do segundo trimestre de 2011, não arrefeceu as vendas”, destaca Schmitt.
A divisão ferroviária da Randon produziu 913 vagões no ano, totalizando 16% de participação de mercado, o que a coloca como segunda maior fabricante nacional do setor. A companhia ressalta em seu balanço que a segunda metade de 2011 foi marcada por uma ausência de grandes ordens de compra, contrastando com um primeiro semestre aquecido, cenário alterado apenas em outubro, quando anunciou a venda de 168 vagões à MRS Logística.
Já o segmento de autopeças, formado pelas empresas Castertech, Fras-le, JOST, Master e Suspensys, representou 48,8% das vendas líquidas consolidadas da companhia, com receita de R$ 2 bilhões contra R$ 1,8 bilhão em 2010. “No ano, só a Master fabricou 1,1 milhão de freios”, destaca o diretor-presidente.
Perspectivas
Para 2012, a Randon prevê receita bruta de R$ 6,1 bilhões e receita líquida de R$ 4,2 bilhões, praticamente os mesmos resultados de 2011, e ampliar suas exportações para R$ 330 milhões. Os investimentos da companhia no ano, por sua vez, devem saltar para R$ 400 milhões. “Em 2012 esperamos manter o crescimento de 2011. Este ano queremos uma participação maior no mercado de vagões e temos uma expectativa boa na área dos grãos”, conclui David Randon.
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