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EXAME
29/06/2010 13h28 | Atualizada em 29/06/2010 17h11
São Paulo - Depois de décadas sem investir em infraestrutura, o Brasil começa a colocar de pé grandes obras de sustentação do crescimento econômico, graças, em grande medida, à iniciativa privada. Estima-se que só para dar conta dos projetos já contratados serão investidos 340 bilhões de reais nos próximos cinco anos. Gigantescos contratos para a solução de gargalos em setores como transporte, energia e saneamento puxaram o crescimento de grandes empreiteiras, entre elas OAS, Camargo Corrêa, Odebrecht e Andrade Gutierrez.
Nenhuma delas, porém, cresceu tanto nesse período quanto a Queiroz Galvão. Sediada no Rio de Janeiro, a empresa registrou um crescimento de 190% desde 2005 e chegou a um faturamento de 2,3 bilhões de dólares no
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São Paulo - Depois de décadas sem investir em infraestrutura, o Brasil começa a colocar de pé grandes obras de sustentação do crescimento econômico, graças, em grande medida, à iniciativa privada. Estima-se que só para dar conta dos projetos já contratados serão investidos 340 bilhões de reais nos próximos cinco anos. Gigantescos contratos para a solução de gargalos em setores como transporte, energia e saneamento puxaram o crescimento de grandes empreiteiras, entre elas OAS, Camargo Corrêa, Odebrecht e Andrade Gutierrez.
Nenhuma delas, porém, cresceu tanto nesse período quanto a Queiroz Galvão. Sediada no Rio de Janeiro, a empresa registrou um crescimento de 190% desde 2005 e chegou a um faturamento de 2,3 bilhões de dólares no ano passado. De acordo com um estudo exclusivo de Melhores e Maiores de EXAME, apenas um grupo de dez companhias - entre as maiores do país - apresentou crescimento contínuo de receitas entre 2004 e 2009. E a Queiroz Galvão é uma delas.
Essa expansão pode ser explicada, em larga medida, pela diversificação do portfólio de obras da companhia. Conhecida por atuar principalmente nos setores de construção civil e rodoviário, a Queiroz Galvão conquistou importantes contratos nos últimos anos.
Setores estratégicos
Em 2005, juntou-se à Camargo Corrêa na construção do estaleiro Atlântico Sul, em Pernambuco, uma obra de 1,8 bilhão de reais. Três anos mais tarde, entregou àPetrobras a plataforma P-53, construída em parceria com outras duas empresas a um custo de 1,3 bilhão de reais.
A empreiteira está presente ainda em duas grandes obras em andamento no estado de São Paulo. A primeira delas é a construção do trecho sul do Rodoanel, um investimento de 4 bilhões de reais concluído em março deste ano. A outra é construção dos túneis e estações de toda a linha Amarela do metrô, um consórcio que conta também com a participação de Camargo Corrêa, OAS e Odebrecht e exigirá investimentos de 3 bilhões de reais.
A obra, a maior em andamento no país na área de transporte metropolitano, começou em 2004 e deverá ser entregue até 2012. "A Queiroz Galvão conseguiu expandir sua atuação para áreas de forte crescimento, como petróleo e siderurgia", afirma Francisco Cunha, sócio da consultoria TGI. "Na retomada dos investimentos em infraestrutura no país, estava preparada para atuar em grandes obras."
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