Forbes
07/01/2026 16h19
Depois de um período marcado por juros aumentados e maior seletividade da demanda, o mercado imobiliário entra em 2026 com um conjunto de fatores que apontam para um ambiente mais favorável.
A expectativa de queda da Selic, a ampliação das linhas de crédito e o fortalecimento do Minha Casa Minha Vida formam a base de um cenário que deve sustentar a evolução do setor, ainda que o calendário eleitoral imponha algum grau de cautela.
O consenso entre os agentes do mercado é que o crédito voltará a ocupar papel central neste ano.
A projeção de redução de 2 pontos percentuais a 3 pontos percentu
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Depois de um período marcado por juros aumentados e maior seletividade da demanda, o mercado imobiliário entra em 2026 com um conjunto de fatores que apontam para um ambiente mais favorável.
A expectativa de queda da Selic, a ampliação das linhas de crédito e o fortalecimento do Minha Casa Minha Vida formam a base de um cenário que deve sustentar a evolução do setor, ainda que o calendário eleitoral imponha algum grau de cautela.
O consenso entre os agentes do mercado é que o crédito voltará a ocupar papel central neste ano.
A projeção de redução de 2 pontos percentuais a 3 pontos percentuais nas taxas de juros, combinada ao aumento do financiamento imobiliário, tende a aliviar a pressão especialmente sobre a classe média, hoje o segmento mais sensível ao custo do dinheiro.
“Estimativas da Abrainc indicam que, a cada 1% de redução da Selic, cerca de 160 mil famílias voltam a ter acesso ao financiamento habitacional”, afirma Luiz França, presidente da Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias) .
Para Ely Wertheim, presidente executivo do Secovi-SP, o cenário de 2026 é claramente mais positivo do que o apresentado recentemente.
A única ressalva que ele faz é em relação ao cenário político, sobretudo para entender melhor quais serão as propostas para a área habitacional.
Esse movimento ocorre em um mercado cada vez mais concentrado na base da pirâmide.
O Minha Casa Minha Vida responde hoje por cerca de 65% da produção imobiliária na cidade de São Paulo, principal mercado do país, participação que era próxima de 45% até 2023.
O segmento segue com maior liquidez e velocidade de vendas, sustentado por títulos menores e condições de crédito mais acessíveis.
A faixa média, aqueles que adquirem imóveis de R$ 700 mil a R$ 1,5 milhão, permanecem mais pressionados pelo custo do financiamento, enquanto a alta renda, de R$ 2 milhões ou mais, mostra menor dependência do crédito tradicional.
07 de janeiro 2026
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