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Investimento em infraestrutura atinge R$ 280 bilhões com predominância do setor privado, mostra relatório da ABDIB 

Documento recém-lançado aponta crescimento em saneamento e transportes, enquanto o setor público reduz aportes em obras

Redação

12/03/2026 17h05 | Atualizada em 12/03/2026 17h24


Segundo a nova edição do Relatório Anual da ABDIB (Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base), o investimento em infraestrutura no Brasil atingiu a marca de R$ 280 bilhões em 2025, o que representa uma alta de 3% em comparação ao ano anterior.

No entanto, o estoque de infraestrutura do país permanece em 36% do Produto Interno Bruto (PIB), nível inferior ao das principais economias globais, destaca o documento.

Atualmente, o setor privado responde por 84% desse montante, enquanto o investimento público registrou queda de 11% no período.

O setor de saneamento básico apresenta o maior crescimento

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Segundo a nova edição do Relatório Anual da ABDIB (Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base), o investimento em infraestrutura no Brasil atingiu a marca de R$ 280 bilhões em 2025, o que representa uma alta de 3% em comparação ao ano anterior.

No entanto, o estoque de infraestrutura do país permanece em 36% do Produto Interno Bruto (PIB), nível inferior ao das principais economias globais, destaca o documento.

Atualmente, o setor privado responde por 84% desse montante, enquanto o investimento público registrou queda de 11% no período.

O setor de saneamento básico apresenta o maior crescimento setorial, com 35,7%, seguido por transporte e logística, que expandiram 12,7%.

Com isso, reduziu-se o hiato de investimento para 0,09% do PIB em 2025, devido ao avanço das concessões.

O foco das ações recai sobre a regulação da tarifa social e o enfrentamento da possível redução de 30% na disponibilidade de água nas próximas décadas em função de mudanças climáticas.

O setor portuário planeja a licitação de 41 empreendimentos entre 2025 e 2026, com foco no terminal de contêineres Tecon-10, em Santos.

As discussões centram-se na modernização do marco legal para aumentar a competitividade e a segurança jurídica das contratações.

A estratégia para o setor aeroportuário prioriza a aviação regional por meio do Programa Ampliar, que seleciona 101 terminais para receber aportes privados.

O setor enfrenta custos operacionais elevados e busca soluções para os problemas em contratos vigentes por meio de mediações consensuais.

Por sua vez, a malha de transporte sobre trilhos no Brasil soma 1.133 km em 21 sistemas urbanos.

O governo destina R$ 9,9 bilhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para obras de expansão e R$ 10,6 bilhões para a renovação de frotas de ônibus.

O debate sobre resíduos sólidos prioriza a sustentabilidade econômica das prefeituras para cumprir as metas do Plano Nacional.

As propostas incluem a criação de uma estrutura fiduciária em contratos como garantia contra a inadimplência pública e o incentivo ao uso de biometano e combustíveis derivados de resíduos.

A política de neoindustrialização avança com o programa Nova Indústria Brasil, que registra R$ 200 bilhões em aprovações de recursos pelo BNDES até maio de 2025.

O financiamento foca em digitalização e projetos de inovação da indústria de base.

Em infraestrutura social, as Parcerias Público-Privadas (PPPs) expandem a gestão privada em escolas e hospitais nos âmbitos estadual e municipal.

Projetos em Caxias do Sul, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais exemplificam a construção e manutenção de unidades educacionais e complexos de saúde por entes privados.

Já o segmento de construção pesada lida com o aumento da demanda por serviços de engenharia e a carência de profissionais especializados no mercado.

O setor busca a adoção de tecnologias digitais e inteligência artificial para monitorar projetos e aumentar a produtividade nos canteiros de obras.


Fonte: Relatório Anual ABDIB 2026


"Para manter a longevidade desse novo e próspero ciclo de investimentos que o país está vivenciando será preciso alimentar o pipeline com novos projetos", comenta Venilton Tadini, presidente-executivo da ABDIB.

"Muitos desses investimentos, intensivos em capital, não conseguirão sair do papel se não houver aportes de recursos públicos em complemento aos privados, via PPPs", acentua.

A íntegra do Relatório Anual da ABDIB 2026 pode ser baixada neste link.

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