Assessoria de Imprensa
14/08/2026 07h30
O SindusCon-SP realizou no dia 12 de agosto, em conjunto com o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE), a Reunião de Conjuntura Econômica de agosto, que acompanha o desempenho da construção civil e reúne indicadores de atividade, emprego, custos, crédito e mercado imobiliário.
Na abertura, o presidente-executivo da entidade e responsável pela área econômica, Eduardo Zaidan, comentou que tem a sensação de que o país está entrando em um “inverno econômico”, com vários indicadores mostrando que o nível de atividade está baixando.
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O SindusCon-SP realizou no dia 12 de agosto, em conjunto com o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE), a Reunião de Conjuntura Econômica de agosto, que acompanha o desempenho da construção civil e reúne indicadores de atividade, emprego, custos, crédito e mercado imobiliário.
Na abertura, o presidente-executivo da entidade e responsável pela área econômica, Eduardo Zaidan, comentou que tem a sensação de que o país está entrando em um “inverno econômico”, com vários indicadores mostrando que o nível de atividade está baixando.
PIB da construção - Na apresentação do balanço do primeiro semestre, Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da FGV IBRE, apontou que a estimativa do crescimento do PIB da Construção Civil para o 1º semestre de 2026, sobre igual período do ano passado, é de 0,6%.
O resultado veio acompanhado de alta no emprego da construção, no rendimento médio e no consumo de cimento. Na outra ponta, a produção física de materiais recuou e o volume de vendas no varejo caiu no período.
Emprego cresce - O emprego na construção cresceu 3% no Brasil entre dezembro de 2025 e junho de 2026. Em São Paulo, o número de trabalhadores com carteira assinada avançou 2,1% no mesmo período.
Entre as regionais do SindusCon-SP, o desempenho também foi desigual. Lideraram o crescimento as regionais de Santos, Sorocaba e São José do Rio Preto. Também fecharam o período com crescimento São Paulo (capital), Mogi das Cruzes e Santo André.
Na outra ponta, houve retração em Ribeirão Preto, Campinas, Bauru, São José dos Campos e Presidente Prudente.
Consumo de cimento avança 2,3% - No primeiro semestre, o consumo de cimento no Brasil cresceu 2,3%. Todas as regiões registraram aumento, com exceção do Sudeste, principal mercado consumidor do país, que ficou estável no período.
INCC - O Índice Nacional de Custo da Construção - INCC-DI acumulou alta de 4,91% no Brasil e de 5,19% em São Paulo no ano, até julho. Em 12 meses, as variações foram de 6,44% e 6,97%, respectivamente. Entre os componentes, o maior aumento no país foi o de tubos e conexões de PVC e, no estado, o de condutores elétricos.
Mercado imobiliário mantém expansão em São Paulo - O mercado imobiliário residencial da cidade de São Paulo apresentou crescimento entre janeiro e maio. Os lançamentos aumentaram 10,6% e as vendas cresceram 3,9% em relação ao mesmo período de 2025.
Mão de obra qualificada lidera preocupações das empresas - A Sondagem da Construção mostrou que a escassez de mão de obra qualificada continua entre os principais fatores que limitam a melhora dos negócios.
Na série mais recente, de julho de 2026, o item foi apontado por 37,9% das empresas, seguido pelo custo de mão de obra (24,0%), demanda insuficiente (23,3%), competição no próprio setor (22,9%) e custo de matéria-prima (16,7%).
Para o presidente do SindusCon-SP, Yorki Estefan, o cenário também se reflete nas decisões de investimento. “Para o futuro, se a Caixa Econômica Federal não entrar no crédito para habitação de média renda, vamos continuar praticamente no mesmo lugar ou ter uma evolução muito gradativa, que fica dependendo da queda dos juros”.
13 de agosto 2026
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