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Qualificação de mão de obra preocupa empresários

Valor

06/10/2011 16h09


A falta de mão de qualificada não preocupa apenas o setor público quando o assunto são os grandes eventos esportivos que acontecerão no país nos próximos anos. O empresariado também vê a questão como um dos maiores desafios para o desenvolvimento da infraestrutura necessária.

A situação preocupa o diretor presidente da Organização Odebrecht, Marcelo Odebrecht. Com uma demanda entre 2 mil e 3 mil profissionais especializados por mês, a falta de pessoal qualificado no mercado brasileiro já é uma realidade enfrentada pelo grupo, que hoje emprega entre 15 mil e 20 mil pessoas na cidade do Rio de Janeiro. A empresa está envolvida nas obras do Porto Maravilha e do Maracanã e na implantação de uma das quatro linhas de BRTs em const

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A falta de mão de qualificada não preocupa apenas o setor público quando o assunto são os grandes eventos esportivos que acontecerão no país nos próximos anos. O empresariado também vê a questão como um dos maiores desafios para o desenvolvimento da infraestrutura necessária.

A situação preocupa o diretor presidente da Organização Odebrecht, Marcelo Odebrecht. Com uma demanda entre 2 mil e 3 mil profissionais especializados por mês, a falta de pessoal qualificado no mercado brasileiro já é uma realidade enfrentada pelo grupo, que hoje emprega entre 15 mil e 20 mil pessoas na cidade do Rio de Janeiro. A empresa está envolvida nas obras do Porto Maravilha e do Maracanã e na implantação de uma das quatro linhas de BRTs em construção na cidade, entre outros projetos relacionados aos grandes eventos esportivos dos próximos anos.

O diretor executivo da Rio Negócios, empresa do município responsável por captar investimentos para a capital fluminense, Marcelo Haddad, afirmou que a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) vai “praticamente dobrar de tamanho nos próximos cinco anos”. Além disso, de acordo com ele, a Rio Negócios “não passa um mês sem receber propostas de universidades estrangeiras interessadas em investir no Rio de Janeiro”.

Mas, para Marcelo Odebrecht, o principal problema é “como sobreviver nos próximos quatro ou cinco anos” até que os investimentos em universidades deem frutos.

A Agrekko, responsável pelo fornecimento de geradores de energia elétrica para as Olimpíadas de Pequim e Londres, tem mais de 300 pessoas trabalhando nos projetos de fornecimento de energia dos Jogos Olímpicos da capital inglesa. De acordo com o diretor geral da Agrekko para a América Latina, Diogenes Paoli Neto, um número semelhante seria necessário para um projeto similar para a Olimpíada do Rio de Janeiro.

Para Paoli Neto, “o que a gente vai começar a ver no Brasil é o inchaço salarial sem a melhora da qualidade dos profissionais”.

 

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