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Província argentina cancela concessão à Petrobras

A suspensão das concessões ocorre em meio à ofensiva dos governos federal e provinciais contra a petroleira hispano-argentina Repsol-YPF

AFP

04/04/2012 10h55 | Atualizada em 04/04/2012 15h18


A província argentina de Neuquén (sul), que já havia tirado a Repsol-YPF da exploração de três áreas, anunciou nesta terça-feira que cancelou a concessão de três jazidas, uma da Petrobras, outra da canadense Argenta Energia e a terceira da argentina Tecpetrol.

"O governo de Neuquén cancelou hoje (terça-feira) a concessão das áreas de hidrocarbonetos Veta Escondida (Petrobras Energia), Covunco Norte (Argenta Energia) e Fortín de Piedra (Tecpetrol)", informou em comunicado a secretaria de Energia da província, que justifica a medida com a falta de investimentos.

A suspensão das concessões ocorre em meio à ofensiva dos governos federal e provinciais contra a petr

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A província argentina de Neuquén (sul), que já havia tirado a Repsol-YPF da exploração de três áreas, anunciou nesta terça-feira que cancelou a concessão de três jazidas, uma da Petrobras, outra da canadense Argenta Energia e a terceira da argentina Tecpetrol.

"O governo de Neuquén cancelou hoje (terça-feira) a concessão das áreas de hidrocarbonetos Veta Escondida (Petrobras Energia), Covunco Norte (Argenta Energia) e Fortín de Piedra (Tecpetrol)", informou em comunicado a secretaria de Energia da província, que justifica a medida com a falta de investimentos.

A suspensão das concessões ocorre em meio à ofensiva dos governos federal e provinciais contra a petroleira hispano-argentina Repsol-YPF, que perdeu nas últimas semanas 12 áreas de exploração em cinco províncias, entre elas três em Neuquén.

As áreas de Veta Escondida e Covunco Norte permanecem "sem produção ou reservas comprovadas, e com investimentos insuficientes ou não comprováveis", enquanto em Fortín Piedra "não há produção e os investimentos são insuficientes", destaca a secretaria de Energia.

O governo da presidente Cristina Kirchner pressiona por um maior investimento para incrementar a produção de petróleo e gás, que caiu entre 30% e 40% nos últimos anos, segundo números oficiais.

A Argentina importou em 2011 o total de 9,3 bilhões de dólares em combustíveis, em um contexto de redução do superávit comercial.

 

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