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Portugal: Plano de privatização inclui EDP, Galp e TAP

Valor

09/03/2010 14h45


Além de cortar gastos, Portugal deve recorrer ainda a um processo de privatização para reduzir o déficit orçamentário. O governo espera levantar € 6 bilhões ao longo dos próximos quatro anos com a venda de ativos.

O ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, disse que o governo do primeiro-ministro socialista, José Sócrates, poderá se desfazer da companhia aérea TAP, do Correios de Portugal e da área de seguros do banco estatal Caixa Geral de Depósitos. Além disso, segundo Santos, o governo também poderá pôr à venda a participação estatal das empresas EDP-Energias, da petroleira Galp e da Redes Energéticas Nacionais.

O Estado controla 20% da EDP, e o banco estatal Caixa de Depósitos, outros 5%. A fatia estatal d

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Além de cortar gastos, Portugal deve recorrer ainda a um processo de privatização para reduzir o déficit orçamentário. O governo espera levantar € 6 bilhões ao longo dos próximos quatro anos com a venda de ativos.

O ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, disse que o governo do primeiro-ministro socialista, José Sócrates, poderá se desfazer da companhia aérea TAP, do Correios de Portugal e da área de seguros do banco estatal Caixa Geral de Depósitos. Além disso, segundo Santos, o governo também poderá pôr à venda a participação estatal das empresas EDP-Energias, da petroleira Galp e da Redes Energéticas Nacionais.

O Estado controla 20% da EDP, e o banco estatal Caixa de Depósitos, outros 5%. A fatia estatal da Galp Energia é de 7%; o banco possui outro 1% da empresa.

Apesar das declarações do ministro, o presidente da TAP, o brasileiro Fernando Pinto, disse ontem, em entrevista ao Valor, que não será desta vez que a aérea será privatizada. Pinto, que foi presidente da Varig de 1996 a 2000, afirmou que não recebeu nenhuma orientação ou indicação do governo nesse sentido.

Embora o governo português já tenha divulgado sua intenção de privatizar a TAP, no passado, o executivo afirma que ainda não há nenhum cronograma para que isso aconteça. "Sempre há uma lista de empresas que serão privatizadas em Portugal, e a TAP sempre é citada pelos jornais", disse Pinto, lembrando que o governo de Portugal tem 100% das ações da companhia.

A TAP é a única empresa aérea que opera voos entre o Brasil e Portugal (são em torno de oito frequências diárias) especialmente a partir da região Nordeste. Na opinião do executivo brasileiro, isso acontece porque a única companhia aérea brasileira que teria condições de voar para Portugal é a TAM. No entanto, ele lembra que a maior empresa aérea brasileira já tem acordo de compartilhamento de assentos (code share) com a TAP. Para uma fonte do setor, isso também explica o desinteresse de companhias aéreas brasileiras de participar de um eventual processo de privatização da TAP.

"Ninguém se anima muito pela rota entre Brasil e Portugal porque as tarifas são muito baixas. E a TAP já domina o mercado", afirma o especialista. Essa fonte lembra que há cinco anos que se fala em privatização da TAP, mas que ela ainda não ocorreu até pelas mudanças de governo em Portugal.

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