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Jornal do Commercio - PE
30/10/2012 10h04 | Atualizada em 30/10/2012 13h51
Espremidas entre a turbulência global e pesados planos de investimento, Vale e Petrobras começam a apertar os cintos. Nos últimos dias, as duas anunciaram ajustes que passam por corte de custos, venda de ativos e suspensão de projetos. As gigantes estão na lista de apenas 12 empresas nas Américas de um universo de 1.900 com perda de valor de mercado superior a US$ 10 bilhões em 2012, segundo a consultoria Economática.
Para especialistas, Petrobras e Vale estão sendo mais castigadas pelo mercado que as concorrentes globais como reflexo de fatores domésticos resumidos como “intervencionismo estatal aos olhos do investidor. “É evidente que há desvantagem quando você tem do outro lado companhias com governança superior, que não sofre
...Espremidas entre a turbulência global e pesados planos de investimento, Vale e Petrobras começam a apertar os cintos. Nos últimos dias, as duas anunciaram ajustes que passam por corte de custos, venda de ativos e suspensão de projetos. As gigantes estão na lista de apenas 12 empresas nas Américas de um universo de 1.900 com perda de valor de mercado superior a US$ 10 bilhões em 2012, segundo a consultoria Economática.
Para especialistas, Petrobras e Vale estão sendo mais castigadas pelo mercado que as concorrentes globais como reflexo de fatores domésticos resumidos como “intervencionismo estatal aos olhos do investidor. “É evidente que há desvantagem quando você tem do outro lado companhias com governança superior, que não sofrem interferências nem estão sujeitas a controle de preços”, diz Cláudio Frischtak, da Inter.B Consultoria.
No caso da Petrobras, a política de reajuste de combustíveis, que impede a equiparação de seus preços ao patamar internacional, é a crítica mais óbvia. Mas a lista engloba também a operação de capitalização da companhia e o marco regulatório que a tornou operadora exclusiva dos campos do pré-sal.
Do lado da Vale, à queda da cotação do minério de ferro pela menor demanda externa e entraves em projetos internacionais como Simandou, na Guiné, somam-se dificuldades com licenciamento ambiental no País. E também questões tributárias, como a briga bilionária com o governo pelos royalties da mineração.
A combinação de uma conjuntura internacional menos favorável a commodities e planos de investimentos extremamente agressivos é apontada pelo professor de economia da UFRJ Edmar de Almeida como uma das razões para o aumento da percepção de risco dos investidores em relação às duas companhias.
Ao contrário de muitas concorrentes, Vale e Petrobras estão em ritmo acelerado de investimentos. Isso aumenta as necessidades de endividamento e faz com que tudo que afeta sua rentabilidade ganhe uma dimensão maior”, diz Almeida. Como os projetos estão longe de maturar e gerar retorno, a previsão é de que esse cenário perdure ainda por um bom tempo.
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